O Pan e a paciência

Ainda bem que não escrevi nada sobre o Pan. Teria esquecido alguns aspectos importantes tais como as vaias que Lula teve e inicialmente não entendi as vaias aos americanos. Pois, havia esquecido aquele cartaz do “Bem vindo ao Congo”. Ou seja, muito complexo falar sem ter paciência de saber todos os fatos. A melhor coisa é esperar para ver o que acontece, sem se intoxicar com a “vontade de medalhas” das redes de televisão. Elas virão ao mesmo paço do esforço empregado pelos atletas e, lógico, da história anterior deles. Não adianta esperar muitas medalhas sabendo de como é a “maravilhosa” infra-estrutura do esporte no Brasil. Só para dar um dado, são hoje no Brasil mais de 500 mil jogadores de futebol (profissionais) e na esgrima, são 500 atletas praticantes (profissionais). Se o Brasil perdesse para a Jamaica no futebol seria sim uma desgraça, mas se não ganhar mais medalhas na esgrima, faz sentido. Não sei dizer quantos habitantes tem a Jamaica, mas com certeza não passa de alguns milhões (se chegar a isso). Só de jogadores profissionais temos nada mais que a população inteira da Jamaica. Fica um pouco óbvio termos uma seleção melhor que a deles. Mas, lembrando que os Estados Unidos devem ganhar a maioria das medalhas dessa competição, não quer dizer que somente o número absoluto seja significativo. Pois a estrutura que se tem de esporte nos Estados Unidos possibilita certos resultados, como o 2 x 1 contra o Brasil na Copa Sub-Vinte de Futebol, realizada no Canadá. Aliás, quantos eventos esportivos ao mesmo tempo: Copa Sub-Vinte, Pan e Copa América.

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