Classic Cars

Nada mais interessante quando se esta andando pela rua, com uma amiga, se para na frente de um carro e se exclama aquele “nossa!”. E a amiga diz mais rápido ainda “que foi?”. E você exclama algo incompreensível a ela como “250-S”. Já me aconteceu isso inúmeras vezes.

Tenho enorme apresso pelos Opalas, carros produzidos pela Chevrolet entre 1968 e 1992. Da mesma forma gosto também dos Ford Galaxie e Landau. Popularmente conhecidos como banheiras. Também gosto bastante dos Willis Overland, que foram os fabricantes do Jeep, aquele modelo clássico da Segunda Guerra Mundial. Que fabricaram também um outro utilitário chamado Rural e uma pick-up. Depois da Fusão da Willis com a Ford, a pick up foi batizada de F-75, e tinha um motor de 4 cilindros e um design muito interessante.

Mas em termos de design, nada substitui as Mercedes-Benz dos anos 1970 e 1980 (até 1983/84). Se há algo que ainda quero fazer na vida é restaurar automóveis. Não sou fã de tunnig. Gosto mesmo é de modelos originais de fábrica. E tenho apreço por carros europeus. A única exceção são mesmo os modelos Landau e Galaxie. Não me impressiono muito com carros americanos, mas que um Mustang é algo de um valor inestimável é, assim como o Thunderbird, Corvette e vários Dodge. Assim como alguns carros japoneses, como o Mitsubishi 3000 GT. Mas como a vida é feita de opções, eu opto somente pelos Mercedes dos anos 1970 e de nacionais dos 1970, como o Opala, o Landau. E tenho uma vontade de começar a restaurar por uma valente perua produzida somente no Brasil, a Brasília. Outro dia lendo uma reportagem de Quatro Rodas Clássicos, me deparei com algo que já havia esquecido: a Variant II. Praticamente uma Brasília. (aqui) A Brasília foi o primeiro projeto de carro da Volkswagen produzido fora da Alemanha.

Mas esse meu interesse por Mercedes doas anos 1970 tem um motivo. No Brasil, com a proibição da importação de automóveis, a partir de 1974, só entrariam automóveis importados via corpo consular. Os cônsules instalados no Brasil importavam em sua maioria Mercedes-Benz em todo este período (1974-1992). Um dos motivos era a presença da fábrica da Mercedes-Benz no Brasil, por onde se podia importar peças, acessórios e tintas legalmente para o Brasil. Assim não sendo tão cara nem tão demorada a manutenção dos automóveis de luxo.

Para o público de uma maneira geral, com a proibição das importações, nasceu para quem sonhava em ter um automóvel exclusivo, os “fora de série”, onde duas fábricas fizeram muito sucesso: a Puma e a Miura. Os Pumas eram fabricados sob uma mecânica Volkswagen e se fizeram clássicos com aqueles modelos pequenos. E também foi clássico o “Puma Opala”, o consagrado Puma GTB, relançado em 1989 como Puma GTB S2. Os Miuras eram esportivos que inicialmente tinhas também mecânica Chevrolet. Tanto é que nos anos 1980, um dos Miuras chegou a sair já com “incríveis” néons sob o carro... Também foram sucesso o MP Lafer, uma réplica de uma dos modelos da inglesa MG. Era também feito com mecânica Volkswagen. Além dos famosos carros especiais, feitos principalmente pela Dacon, grande revendedora Volkswagen, nos anos 1970 e 1980.

Também tivemos a moda das pick up´s de cabine dupla. A Souza Ramos Veículos Especiais era a líder desse segmento, com sua marca SR. Eram as famosas F-1000 e D-20 sendo alteradas para agradar esse público. Tivemos também aquele lixo, fabricado principalmente pela Rodão, chamado Baja Bug.

Após a abertura das importações, em 1992, praticamente todas as fábricas fecharam suas portas, sobrando algumas que trabalham com réplicas. Sei que a Puma começou a fabricar caminhões e também exportar para paises africanos e que algumas empresas hoje trabalham com tunnig.
Um dos poucos projetos sérios para se fabricar um carro nacional foi a extinta Gurgel. Fabricou jipes em sua grande maioria, mas já no final dos anos 1980, inicio dos 1990 concluiu um projeto completo para um veiculo urbano, o BR-800. Não sei até hoje o que fazia a Gurgel não ter nenhuma tecnologia de ponta para seus carros, sendo um Gurgel quase que um sinônimo de carro feito em casa. Hoje vendo a Troller, não consigo entender por que a Gurgel não conseguia pelo menos ter um design um pouco melhor. Era claro o seu fim.

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