Caminhar é preciso. Três perguntas se tornam importantes: Quem é você? De onde você veio? Para onde você vai? Por todas elas existe um caminho. Nem sempre chegar é o mais importante.
setembro 03, 2009
Por que não acaba logo No Limite?
maio 23, 2009
Arquitetos da América 2
Este 2 poderia ser 4. Explico. Já falei aqui, tempos atrás, sobre o arquiteto Antoine Predock. Também americano. Metade francês, metade americano. Que seja. Não acho, como Zeca Camargo também não, que o local de nascimento é determinante de alguma coisa. Mas, para a arquitetura, o local de trabalho, a cidade americana, o deserto do Novo México, a Califórnia, a metrópole americana (norte americana) faz diferença. Falei também do arquiteto americano Richard Meier, de um projeto na Alemanha. Ou seja, se fosse o fato ser arquiteto americano, esta seria então a de número quatro. Mas estes números não querem dizer nada. É mais falta de criatividade para batizar a postagem.
Falar de uma arquitetura complexa como a de Eric Owen Moss, é algo até surpreendente. Pouca gente conhece esta arquitetura. E pensar nesta arquitetura como “arquitetura americana” então... Mas é um daqueles arquitetos quase desconhecidos no Brasil, que faz parecer que não há arquitetura americana além de Frank Lloyd Wright para os estudantes. Isso não é bom, primeiro por tentar buscar em arquiteturas européias a resolução de problemas americanos (agora entendido como o continente inteiro americano). Aqui vale lembrar uma questão que Wright enfrentou após sua visita ao Brasil, sobre a especificidade de sua arquitetura para os Estados Unidos, e não uma regra geral. Era uma breve crítica ao Internacional Style. Até hoje ainda espero por publicarem em português os textos de Wright. Existe uma autobiografia editada pela El Croquis em espanhol e mais vários textos já estavam disponíveis nos anos 1960 em edições argentinas. Diga-se de passagem, não vejo a hora de passear em Buenos Aires para buscar em suas livrarias obras como estas. O próprio livro de Sert também não foi editado para o português. E Sert é outro exemplo. Veio da Espanha para Nova York e nunca mais voltou.Mas voltando a arquitetura, este projeto de Eric Moss, Aronoff Complex, um residencial em Santa Mônica, na Califórnia, é mais um que chama atenção com a temática iniciada nos anos 1970, tanto nos Estados Unidos como na Europa, como crítica ao movimento moderno. Talvez Moss não “acerte a mão” tão bem como seus contemporâneos Rem Koolhaas, Daniel Libeskind entre outros. Mas este projeto tem uma forma bastante expressiva. Não é nenhuma novidade, mas é uma arquitetura que vai pouco além da conhecida americana.
abril 14, 2009
Isso aqui é seu!
Ontem, 13 de abril, estive no lançamento do livro Isso aqui é seu!, do jornalista Zeca Camargo. Foi na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Higienópolis.Inicialmente queria falar um pouco da arquitetura da nova livraria que substitui a livraria Siciliano. Um projeto interessante, agora com mezanino de forma orgânica e com o mobiliário escuro (madeira escura quase preta ou folha de cor preta) trazendo muito das livrarias americanas mais tradicionais com certa pitada européia, já que o espaço não é muito grande. E eis por ser o espaço não muito grande que houve certo acúmulo de pessoas ao redor da mesa de autógrafos. Fora isso um bom buffet com espumantes e refrigerantes, além de pequenos petiscos e claro, um Starbucks Coffee junto da livraria, que se localiza logo na entrada pela Avenida Higienópolis.
Este é o quinto livro de Zeca Camargo, que considero um dos meus três jornalistas culturais prediletos. O primeiro livro foi A Fantástica Volta ao Mundo (2004), onde narra sua volta ao mundo de reportagens acontecidas no programa Fantástico. Interessante é que Isso aqui é seu! (2009) também trata de uma volta ao mundo. Ou seja, Zeca já deu duas voltas ao mundo! Um é o complemento do outro, com diferenças, claro. Lembrando que em 1998 Zeca Camargo visitou todos os países que falam a língua portuguesa (outra quase volta ao mundo). O segundo livro foi De A-ha a U2 (2006), onde já escrevi acima, uma autobiografia musical. O terceiro livro trata de outra série do Fantástico: 1000 lugares fantásticos no Brasil (2006). O quarto livro, Novos Olhares (2007), outra série do Fantástico, trata de novos pontos de vista sobre o cotidiano. É talvez o mais dramático de todos. Neste livro, Zeca Camargo é o organizador.Daniel Piza em Jornalismo Cultural (2003) escreve sobre a revista New Yorker, a qual Zeca Camargo é assinante desde os anos 1980. Praticamente nenhum jornalista cultural pode deixar de saber da importância de New Yorker. E Zeca a comenta constantemente. É interessante que em termos de cultura pop, arte moderna, exposições, música pop, moda e mais um turbilhão de coisas, Zeca Camargo é um profundo conhecedor, além das inúmeras indicações literárias. Como se declara - um leitor voraz que está se transformando em escritor - diz numa postagem em seu blog que não tem tempo para se dedicar da forma que é necessária para produzir literatura. E olha, que bagagem para escrever têm e terá e muita. Bem, ao conseguir trocar poucas palavras com Zeca ontem, fico feliz de elegê-lo um dos meus três jornalistas culturais prediletos, mesmo ele me perguntando quem eram os outros... Esse mistério devo elucidar num próximo texto.
novembro 26, 2008
O fôlego do Zeca Camargo
Zeca Camargo talvez seja um dos melhores jornalistas a escrever sobre cultura pop e isso sem ser chato ou “estrela”. Além disso, já o vi em palestras, como as três disponíveis no site da TV Câmara, no programa Sempre um Papo. Naqueles anos de MTV nem o achava grande coisa, com aquele tiara nos cabelos meio longos. Mas o tempo foi passando e ele aos, sei lá, 45 anos de idade, é ainda uma pessoa que sabe as novas tendências e tem um ouvido apurado para música. Infelizmente não é um fã do bom e velho rock´n roll. Talvez seja isso que o deixou mais atento ao universo pop.
Uma pessoa dos anos 1980, que gostou muito provavelmente de Police, Culture Club, New Order e outras bandas que só fui ouvir e muito mal, uma década depois... Filho do ambiente do vinil e da fita K7 e com certeza dos primeiros cd´s lançados no Brasil. Hoje falar sobre isso é quase uma incompreensão, já que qualquer garotinho de 11 anos tem mais horas de música no ipod que de vida tirando o sono...
Bem, além de falar de música, comportamento, televisão, ainda fala e escreve muito bem sobre cinema. E olhe só que já tive a impressão que ele tinha colaboradores pela quantidade de atividades que faz. Quanto tempo será que dorme? Será que tem vida social? Bem, isso pouco me importa. O importante mesmo é ter suas referencias e isto materializado em livros. Já falei dele aqui em outros momentos (aqui e aqui).
Além de Zeca Camargo há outros jornalistas que me agradam muito falando do universo pop, como a Ana Maria Bahiana. Ela escreveu o bom e engraçado Almanaque dos Anos 70, com inúmeras boas mostras de como era a cultura pop durante aquele período. E é aí que fica minha dúvida: cultura pop também é cultura? E eu mesmo respondo: claro, “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena” (Que poético eu... No fundo tenho mesmo esta dúvida, mas continuo a consumir cultura daquilo que me interessa pouco me importando se é alta cultura ou baixa cultura, ou até mesmo porcaria.).
dezembro 31, 2007
Zeca Camargo
Estou adicionando o link para o blog de Zeca Camargo, do portal G1. Gostei de seu blog, indicando filmes, livros e discos, além de falar de um show da Sandy & Junior. Para ser mais exato, falou do último show da dupla. Um blog de cultura pop. Um dos problemas que identifico, e identifico também no meu blog, é o tamanho dos textos. Eu realmente estava notando que meus textos são grandes para um blog, mas fazer o que? E pior não vou diminuí-los. Muito pelo contrário, devem aumentar; pois, a idéia é ser quase um artigo. Já Zeca Camargo escreve bastante e em seus textos deixa muita coisa de fora para não ficar maior ainda.
Descobri seu blog numa entrevista sua que assisti no programa “Sempre um Papo” da TV Câmara. Na entrevista notei que não parava de falar. É muita informação para este jornalista de 44 anos de idade... E na lista de coisas que pretende fazer nas férias estava lá rever “Twin Peaks”! Quase delirei na lembrança dessa série do começo dos anos 1990... O engraçado é lembrar dele na MTV, apresentando o “drops MTV” (ou era “MTV no ar”?). Mas ele já havia chamado minha atenção quando do lançamento de seu livro “De A-ha a U2”, de 2006. Na época foi ao Jô Soares e fez uma outra participação no “Sempre um Papo”. Aliás, isso é fantástico na TV Câmara. Reprisam bastante os programas e dão mais de uma hora para o Zeca Camargo falar sobre seu livro e sua profissão de jornalista. É raro isso numa TV que precisa de audiência. Mas o que eu não entendo é por que a Band, a Rede TV e outras não fazem um espaço para entrevistas assim, de uma hora, nas altas horas da madrugada? Isso custaria muito pouco, com certeza. Mas a falta de criatividade é nítida... E bem por isso que a Globo é a Globo... Mesmo não dando uma hora de entrevistas, tem o Jô Soares, o “Altas Horas” e outros programas que dão uma ponta para aparecer quem tem o que falar. Sem contar que o que é melhor: a Globo deixa Zeca Camargo fazer suas reportagens. Muito além de ter o que falar, ele é como naquele comercial antigo: Zeca Camargo “é gente que faz”.
A maior brincadeira que já fiz na vida, e olha que foi muito engraçado mesmo, foi falar com convicção que Zeca Camargo era filho da Hebe Camargo. Não sei dizer, mas acho que até hoje deve ter gente achando que pode ser verdade (Droga! Acabei de estragar a brincadeira agora...).
Brincadeiras a parte, o jornalismo da Rede Globo tem lá duas pessoas que gosto muito: William Waack e Ali Kamel. Mesmo sendo desafetos de muitos jornalistas, as suas opiniões em O Globo, portal G1, ou naquele começo do jornal da noite me são mais interessantes que as carreiras inteiras de certos jornalistas... Assim fica difícil não assistir à Globo...
outubro 24, 2007
De A-ha a U2
Falei do Zeca Camargo a pouco, mas é interessante esclarecer. Ano passado, 2006, ele lançou um livro sobre entrevistas que fez junto a artistas do mundo da música. Lá havia bastidores desde a MTV até a Globo. Madonna, U2, A-ha, e inúmeras bandas e artistas. Logo escolheu para título dois dos maiores fenômenos musicais pops e coincidentemente deu o nome com A e outro com U, já que acho que nem entrevistou ZZ Top (hahahaha). Então começou a divulgar o livro: “De A-ha a U2”. Na ocasião chegou a dar inúmeras entrevistas, desde Jô Soares até um programa que assisti na TV Câmara – Sempre um Papo - e gostei muito das coisas que falou. Não cheguei a rever, sei que esta disponível no site da TV Câmara. Uma das coisas que falou foi sobre a música que se escuta e se gosta entre a adolescência e a juventude e o reflexo que trás durante a vida inteira. Mas também disse que quem realmente gosta de música acaba se abrindo a escutar qualquer ritmo e gostar de muita coisa.Não tenho o livro, mas foi um registro bastante interessante. Na verdade o que se produz para uma rede de televisão é sempre muito maior do que é apresentado. E eu acho ótimo lançarem estes livros. Zeca Camargo tem já uma história dentro do jornalismo, principalmente ligado à música. Tem muito bom humor e é quilômetros de distância melhor que a Astrid Fontenele (para quem não lembra dela, era aquela chata que apresentava um programa de vídeo clips na Gazeta, depois virou VJ da MTV no Vídeo Music Brasil, Top 10, Barraco MTV, e mais tarde dupla do fofoqueiro Leão Lobo na Band... Eca!). Bem, hoje Zeca esta na Globo, depois de suar apresentando aquele lixo de Reality Show – No Limite (2000) – e está fazendo edição do Fantástico, quando Pedro Bial não está disponível... Mas teve uma entrevista famosa com Cazuza publicada na Folha, provavelmente no final dos anos 1980, que fala no programa.
Os três textos
Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...
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Andava pelo saguão do aeroporto puxando aquela pequena mala. Rabo de cavalo, uniforme vermelho e branco, lenço no pescoço. Sapatos pontudos ...