Chamando Dr. Hans Chucrutes

Nada melhor que assistir Pica-pau. Se há algo que acredito pertencer a praticamente todas as gerações de pelo menos 35 anos para cá, são os desenhos do Pica-Pau. Frases como “em vinte anos nessa companhia vital, esta é a primeira vez que isto acontece”, “Voodoo é pra jacu...” ou ver o Pica-pau descendo as cataratas num barril, são, além de fascinantes, marcantes. Ou mesmo aquele episódio do duelo no piano entre Pica-pau e Andy Panda. Entre outros episódios marcantes, como o que dá título a esta postagem. Aquela enfermeira chamando o Dr. Hans Chucrutes é algo de abrir um sorriso já pela lembrança.

Como não poderia deixar de ser, eu tenho uma história de Pica-pai para contar. Em 2000, quando voltava de Miami, comprei um pica-pau gigante (nem era tão grande assim) para minha sobrinha. Este não cabia na minha mala. Logo pus numa sacola e levei na mão. A cabeça vermelha aparecendo e eu andando sozinho pelo aeroporto com aquela sacola e um pica-pau dentro, até a sala de embarque. Na sala de embarque, sentado num banco, lendo um livro (marcante também, Notas Autobiográficas de Albert Einstein) e as crianças olhavam para o pica-pau. Diziam aos pais que queriam um pica-pau igual. E eu ali, com aquela cara de nem tenho filhos, não gosto de crianças e tenho um pica-pau na sacola. Era presente encomendado pela minha sobrinha, na época com 3 anos.

Lembro que dei uma penada para comprar aquele pica-pau. Não era tão fácil como um Mickey Mouse ou um Pluto. Ou mesmo qualquer um da Warner. Pica-pau era difícil. Fui encontrar um na Universal, e olha que mesmo assim não foi fácil. Mas foi um presente de que até hoje se recorda. Junto ao o pica-pau tinha também um Scooby Doo, comprado em Las Vegas. Esta, outra história fantástica. Fui na loja da Warner no Cassino e Hotel Caesar´s. Tudo lá tem aspecto romano. Piazzas recriadas e até uma réplica de David de Michelangelo. Nada melhor que comprar um “Roman Scooby Doo”. Ou seja, além do Pica-pau estava eu com outra raridade. Diga-se de passagem, dois personagens que fizeram parte da minha infância e agora faziam parte, 24 anos depois, da infância da minha sobrinha. O pior foi passar na alfândega brasileira. Já para o raio-x! Não acreditavam que eu realmente só tinha de “muamba” um pica-pau. Esses guardas, esses guardas! Só faltava nos alto-falantes do aeroporto exclamar: Chamando Dr. Hans Chucrutes, chamando Dr. Hans Chucrutes!

Comentários

Claudia disse…
Ludo.....
acabei de adicionar o seu blog no meu. ( faça o mesmo). me adiciona aí hehe
ontem eu fiz um comentário sobre o texto do pica-pau. vc viu? rs
beijos..
João Batista disse…
“E eu ali, com aquela cara de nem tenho filhos, não gosto de crianças e tenho um pica-pau na sacola.”

Rsrs...

Sabe como é. O Pica-pau poderia estar cheio de pica-pauzinhos dentro.
Anônimo disse…
intiresno muito, obrigado

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