maio 22, 2009

Tudo acaba em pizza

Esta temporada de O Aprendiz tem me chamado a atenção, talvez mais que todas as outras. Na tarefa de ontem, por surpreender as concorrentes, na prova do asilo, por buscar um valor no individuo, na prova da sucata, por buscar uma criatividade. Provas que inovaram a fórmula do programa, que precisava ser renovada, pois, não havia gostado das duas ultimas temporadas. E anda sendo impressionante a criatividade da produção para as tarefas.

A tarefa de ontem, de fazer uma apresentação e produzir um comercial de televisão para as pizzas da perdigão foi uma das tarefas mais incríveis. Não pelo fato de ser uma apresentação ou um comercial, mas por ter que apresentar e explicar o comercial para oito consumidores das pizzas Perdigão. E estes oito, não eram quaisquer oito consumidores. Eram na faixa etária de dez anos de idade. Foi surpreendente a surpresa das quatro aprendizes ao se deparar com as criancinhas. Justus usou de uma “analogia” para conseguir tirar das candidatas algo que até o momento não havia aparecido. Trabalhou com a emoção delas por quase a tarefa toda.

A primeira dupla a apresentar foi a de Ana Paula e Karina. Karina travou. Por um instante achei que estava tudo terminado para ela. Durante a produção do comercial já havia tido problemas e a apresentação estava mal estruturada (o que não dá para avaliar pelo programa, mas pelos comentários de Justus e seus conselheiros). A apresentação de Stephanie e Marina também não foi muito superior, assim como a produção do comercial. Porém, Marina salvou tudo por sua espetacular mudança de tom para explicar às criancinhas. Exatamente o que Justus queria. Ali foi a hora, como espectador do programa, em que eu consegui ver Marina como uma grande concorrente. Até então achava justamente o contrário de Karina e Ana Paula, principalmente sobre Stephanie, que continuo a concordar com o que escrevi aqui. Acho que Stephanie vem surpreendendo nestas últimas três vitórias. Todas, inclusive Marina, acreditam que Stephanie está lá por pura sorte. Sorte ela teve, claro, o que também é verdade para Marina e Ana Paula.

A sala de reunião foi tensa. Karina partiu para uma postura agressiva. Ana Paula continuou zen. A demissão de Ana Paula foi por uma resposta um pouco ruim, que começo a achar que está sendo definidora do que Justus quer. No momento em que falou em empreender o prêmio de um milhão de Reais, Justus achou que sua maior preocupação era o prêmio e não o trabalho na agência de publicidade – o que é bem provável, já que ela faz Direito. Walter Longo continuou a achar que a prova do asilo foi muito ruim, o que concordo com ele. E também concordo com Claudio Forner quando optou por Karina, pela segunda vez. Karina se salvou por pouco. Se continuar assim ela poderá ser a próxima a ir para casa. Sua estratégia, se é que foi uma, de ser agressiva deu pouco resultado. Se não fosse por um quase suicídio de Ana Paula, não sei dizer qual das duas estaria hoje fora do programa. Justus também não gostou do estado geral de Karina – acabada. Isso a prejudicou muito.

Além da tarefa, que tratou de expor lados emocionais das meninas, a recompensa foi uma pizzada com alguns familiares das concorrentes vencedoras. Como sempre, tudo acaba em pizza. Stephanie precisava disso, mas foi Marina que mais se emocionou. Até seu pai chorou. O contato com a família, neste momento de muita pressão, é muito bom para os participantes. Esta reta final, dos dois próximos programas, será a mais emocionante de todos os aprendizes, já que até agora nenhuma delas tem vantagens competitivas muito maiores.

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