Pato Fu: Kid Abelha e Blitz

Uma das bandas que nunca dei atenção é Pato Fu. Uma menina como vocalista e um som pop. Nada de mais. Diga-se, das bandas novas (nem tão novas), principalmente de Minas Gerais, como Skank, Jota Quest e Patu Fu, acredito ser a mais criativa como pop e um tipo de fusão até razoável. Não me atrai. Prefiro dentre as três o Skank. Soa mais original, um som mais próximo ao que eu espero ouvir, mesmo.

Ouvindo discos antigos do Kid Abelha, algumas passagens me lembraram o Pato Fu. Ou melhor, é nítida certa influencia desses discos e dos discos da Blitz. Para mim, que aos seis anos de idade lembro de gostar de certa música da Blitz – “Você não soube me amar” - e que logo depois conheci Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, com duas músicas inesquecíveis – “Como eu quero” e “Fixação” – Patu Fu soa como algo daqueles anos. Um pouco de peso em algumas horas, como no caso da música “Eu”, mas aquela proposta dos instrumentos japoneses não passa de discurso. Melhor mesmo é ouvir uma banda madura, como o próprio Kid Abelha, que não perdeu a identidade mesmo num momento em que quase todas as bandas de sua geração se perderam, caso de Titãs em “Titanomaquia”, a saída de Dinho Ouro Preto para formar o Vertigo. Na época nem achava tão ruim essa falta de personalidade das bandas, mas hoje olho até um pouco com desconfiança. Após o momento rock´n roll parecem ter mergulhado na MPB, como Nando Reis e o pior exemplo: Paulinho Mosca.

Agora dizer que eu escuto isso tudo ai em cima é brincadeira... Muita coisa me chega pela televisão e outro tanto de amigos, mas eu no fundo no máximo escuto aqueles mesmos dos anos 80 e alguma coisa nova como o disco da Paula Toller. Muita coisa que tem até certo sucesso (hoje em dia me pergunto se o sucesso é tal, por que falam tanto da mídia?) como Marisa Monte, Ana Carolina e Zélia Duncan, não conheço nada. Praticamente não escutei. Assim como bandas como Detonaltas, o Rappa, Charlie Brown e mais uma monte que simplesmente sei que existe, mas não escutei e não conheço os integrantes. E como sempre me diz um amigo, acha que nada perdi em não ouvi-las.

Das cantoras atuais me chamam atenção Adriana Calcanhoto, Na Ozzetti e Céu (Maria do Céu). Vanessa da Mata e Maria Rita (faz tempo) ainda não escutei para ter uma opinião formada. Dos cantores e bandas não tenho nada que realmente possa destacar. Como disse no começo do texto, acho Skank interessante, mas não é algo novo, assim dizer. O que é ruim avaliar que nos anos 80 se fazia já um tipo de música sem compromissos, algo chamado grosseiramente como “comercial” e atualmente está pior ainda. Certas letras simplesmente não dizem nada de coisa nenhuma. E o pior disso tudo que alguns picaretas se auto-intitulam “intelectuais” fazendo uma música que simplesmente não deixa espaço para dizer que é muito ruim, pois se você a acha ruim é que não entendeu... Um tipo de música que busca um público interessado em ter “cara de conteúdo”. Como diz certo amigo meu essa gente só se reúne para ficar pior, para ampliar sua ignorância. É a ignorância coletiva... Imbecil coletivo...

O pior são os “medalhões” da MPB. Estes sempre com pompa, com cachês altíssimos e considerados intocáveis, mesmo com versos como Eta, Eta, Eta / é a lua / é o sol / é a luz de Tieta... A crítica de música esta cada vez pior. Vale ainda dizer que não sou contra sons ditos “comerciais”, é entretenimento. Mas fazer deles “grandes compositores” é triste demais.

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