Horas...

Existia um tempo em que uma pessoa, quando achava que estava louca, era quando todos ao redor pensavam ao contrário dela. Existia uma frase, que não lembro o sentido completo, atribuída a Jânio Quadros, que seria algo como somos todos loucos, porém só são considerados loucos aqueles que têm loucuras diferentes da maioria. Hoje em dia, os tempos tão mudados, onde o que é, digamos, não mais sabemos criticar certas coisas. Perdemos certa noção de valores que são o “mignon” das subjetividades. Quase que uma questão de igualdade desigual.

Li dia desses uma entrevista de Bruno Tolentino. Fiquei arrasado de não conhecer antes o que ele pensava. Tem horas que até ria de certas frases, pois eram para mim nada de mais, mas para a entrevistadora era quase uma polêmica. Não entendo certos detalhes se misturam formando mitologia (na cabeça de certas pessoas) aquilo que nada mais é do comércio de idéias. Não sei até hoje se o aspecto em que se dão certos valores, porém, só tenho a dizer que Bruno Tolentino resgatou nessa entrevista, de modo muito rápido, certas questões que me perturbavam e que nunca havia lido ninguém a falar delas dessa forma, direta e objetiva, sem classificar, mas mostrando os aspectos envolvidos na profundidade de sua natureza.

Fico feliz de descobri-lo. E triste de não ter descoberto antes de sua morte. Agora só me resta conhecer mais sua obra poética. E quanto aos loucos que hoje parecem me cercar, quero mais que todos eles se encontrem com seus espelhos. Se pudesse mudar a vida, a única coisa que mudaria seria ter usado mais filtro solar... Não, na verdade, acho que mudaria algumas poucas coisinhas. Uma delas seria ter ousado mais. Ou ter ousado menos? Difícil... Mas, o difícil não é fácil (Essa frase tem nome e sobrenome... Vicente Matheus).

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