Record – Nova fase

Ai... Que preguiça para escrever sobre a Rede Record, sobre sua nova fase, com novelas cheias de atores globais e ex-globais ou globais descartados. Mas só uma coisa é importante nesse processo: A Rede Record esta mais interessada em seguir o modelo global, o antigamente chamado de “padrão Globo de qualidade”, a cair nas facilidades da TV popular, onde o grande mentor intelectual é Silvio Santos.

Vamos analisar outras atrações da rede. Pela manhã faz um programa de variedades, melhor que Ana Maria Braga, talvez. Mas muito instável em suas, como direi, atrações. Mas sou obrigado a dizer que o ex-global Britto Jr. é muito bom. Ana Hickmann já mostrou ser muito melhor que Adriane Galisteu e Luciana Gimenez juntas e Eduardo Guedes é o garoto politicamente correto. Os três juntos e agora com comentários da jornalista de celebridades Chris Flores (uma paixão platônica) e o repórter Luciano Faccioli, o “Hoje em Dia” é uma das melhores alternativas para as manhãs. Junto com o programa “Aprediz”, apresentado por Roberto Justos, são as produções da Record que mais gosto.

Não sou fã de Tom Cavalcanti, ainda mais acompanhado do palhaço Tiririca fica mais difícil ainda de assistir. Certo que outro dia entrando no ar de manhã fantasiado de Ana Maria Braga e ao imitar Justos, não há nada mais engraçado! Diga-se que ele roubou a piada contada por Zeca Camargo no Programa do Jô, ao chamar: “Vem cá Britto!”. Pois, Zeca Camargo afirmou no “Programa do Jô” (ano de 2006) que seu nome é José Carlos Brito Camargo... Escolheu ele entre Camargo ao Brito, justamente pela fonética... Zeca Brito (imaginou?).

Bem, voltando a Record, suas séries também são bem escolhidas. Monk e CSI nas sextas-feiras é realmente uma boa alternativa ao programa de Luis Fernando Guimarães, da Globo (“Minha Nada Mole Vida”) e do "Globo Repórter", claro. Como já comentaram, aja paciência para TV aberta, Fernandinho! Em suma a Record tem alternativa... Para a Globo. Olhando sobre o prisma do mundo planificado, acho que a rede Record esta certa em só olhar para quem tem perfil, ou seja, a Globo.

Agora falta à Record ir atrás da qualidade da TV Cultura em sua área infantil. Eliana esta mais para adolescentes e o rapazinho ex-global (Márcio Garcia) deveria é ser demitido. Meu conselho (que pretensão a minha) é a Rede Record demitir um batalhão de gente, entre eles Paulo Henrique Amorim, Maria Cândida (e quem contratou ela deveria ser demitido junto) e até mesmo a apresentadora de jornal Luciana Liviero (ela não é jornalista, minha opinião, é uma sensacionalista). Tanta gente boa misturada a tanta gente ruim. Realmente a Record esta aprendendo, um dia chegará lá. Isso também acontece nas novelas, onde atores bons são misturados com ex-celebridades sem talento, por pura falta de aprimoramento de critérios. Nas novelas não posso opinar, pois não assisto a nenhuma delas, nem na Rede Globo.

Em relação a Globo, tenho que colocar algumas poucas palavras. Se a Globo realmente voltar a fazer televisão de boa qualidade (para quem não sabe do que estou falando, digo para acompanhar na TV Câmara o programa "Ver TV") e lembrar de todas as séries que a Globo produziu, entre elas as mais recentes (de boa qualidade) “A Casa das Sete Mulheres”, “Alto da Compadecida”, “Hilda Furacão”, “JK”, e esquecer tudo que produziu de ruim (péssimo) como “Amazônia” (e tudo que a Perez fez). Ai que a Record vai ter que trabalhar mais sério ainda. E digo mais: Se a televisão aberta é ruim com a Globo, seria muito pior sem ela.

Quanto à parte religiosa, fora o “Fala que eu te escuto” (que nem aparece na grade da emissora) parece uma televisão comercial. Com a história que tem a Record, não poderia ser somente uma rede religiosa. E aqui emendo mais uma opinião: Em uma democracia, creio na liberdade da emissora transmitir aquilo que seu público quer ouvir. Logicamente sem abusos e desrespeito às outras religiões. Não se constrói algo na destruição de outro. Muito menos se constrói uma religião na negação de outra. Veja porque SBT e Band atualmente estão piores, enquanto a Record esta cada vez melhor. E isso nada tem a ver com dinheiro. Escolhas de programação e qualidade não são motivadas por dinheiro. Lembrando Otaviano Costa e Luciano Huck, na Band, Serginho Groisman, no SBT, e as séries infantis da Cultura, ainda hoje imbatíveis, ao se comparar orçamentos e audiência. Basta saber para que veio. Ou melhor, seguir as três perguntas: Quem é a rede Record hoje? De onde ela veio e qual sua história? Para onde quer ir?

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