abril 21, 2009

Uma busca pela curiosidade

Estava outro dia pensando a respeito de certos questionamentos que tenho feito, em relação às artes - livros, cinema, música – e tenho sempre parado naquela impossibilidade de uma pesquisa científica, ou pelo menos um aprofundamento teórico. Estava lembrando de vários críticos e dos ensaios pouco empolgantes sobre estética que li na faculdade e até mesmo nas escolhas feitas pelas professoras de história da arte em relação aos textos e às escolhas em aula dos temas tratados. Cheguei à conclusão que havia algo ali que nunca se encaixou. Até outro dia, na aula da pós-graduação, ainda este tema sobre estética ainda não está bem resolvido. Mas, felizmente, encontrei alguns novos caminhos num filosofo que desde 2007 vinha me interessando e que agora tenho reservado mais tempo a estudá-lo. Desde um texto que iniciava com uma citação do livro Adão no paraíso e outros ensaios de estética, venho estudando o filósofo Jose Ortega y Gasset mais profundamente. Não é fácil, principalmente que ele fazia já uma grande influência sobre arquitetos modernistas. Uma citação de A Rebelião das Massas abre os trabalhos do CIAM de 1951, no texto do arquiteto Josep Lluís Sert. Se há uma questão maior devo descobrir, um dia.
Minha curiosidade se dá mais por desanimo com o que já havia estudado do que com verdadeira curiosidade. Ortega y Gasset está sendo um incentivo nesse caso. É diferente, pois quase sempre é minha curiosidade que faz descobrir alguns autores e textos e ultimamente sendo maior até que as indicações. O fato de conseguir juntar isso tudo não só é um trabalho bastante difícil como também fico um pouco sem foco, já que a cada tempo aparecem novas questões e a abordagens que torna em complemento a questão contrária. Já havia falado de Ortega y Gasset, mas ele volta à discussão com mais importância, toda vez.

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