Norah Jones

From the jazz to the pop...

A cantora americana Norah Jones muitas vezes é confundida com uma cantora de jazz. Não à toa, tem uma forte influencia do ritmo, mas chamar sua música de jazz não seria o caso. Talvez da forma de um pop jazz. Norah é filha do violinista indiano Ravi Shankar, que tem expressiva participação em inúmeros trabalhos de astros do jazz, como John McLaughlin. Seria uma lenda do jazz dos anos 196 e 1970 até hoje. Norah por sua vez trilhou um caminho diferente. É uma jovem cantora e também pianista, dialogando muito bem com o repertório que vai além do pop ao jazz. Seus discos têm um som maravilhoso e de fundo em algumas músicas temos a leve impressão de toques mais ousados, um pouco de experimentalismo. Algo mais complexo que um simples pop. Bom de escutar.

Outro dia, lendo uma crítica a respeito da bossa nova, vejo a expressão “easy listening” e sou obrigado a dizer que é um pouco de verdade isso. Assim como há um pouco disso também na música de Norah Jones. Como é interessante ver que melodias com harmonias complexas conseguem ser de fácil assimilação. Os temas em muitas vezes conseguem ser bem característicos e levam todo um clima. Assim como é possível perceber este clima rondando por todo o álbum.

Interessante ver que muita gente deve achá-la uma cantora de jazz por ter em alguns momentos um clima característico de jazz, enquanto eu posso dizer que a considero pop. Nenhum rótulo é sempre completo e eterno. Mas é falta de cuidado chamar de jazz o que só tem uma influencia...

Nota de rodapé

Lembrando de John McLaughlin, do disco “Electric Guitarist”, de 1978, que escutava muito aos 18 anos de idade. Uma pessoa deixou este álbum me falando do percursionista brasileiro Aliryo Lima que tinha gravado este disco. E até hoje “New York on My Mind” é uma das músicas que mais gosto deste álbum. Cada coisa que nos acontece e nem sequer temos consciência. Hoje anos depois, vejo que Norah Jones é um fruto dessa expressão musical, que nem de longe sonha em ser pop. Talvez a banda que Ravi Shankar tenha passado de maior expressão mundial seja a de Carlos Santana. Como é bom saber o que veio antes e entender de onde vêm aqueles sons maravilhosos dos discos de Norah...

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