
Mas esse último episódio, onde figuras conhecidas do Foro de São Paulo estiveram frente a frente (FARC, Hugo Chaves e MAG – Marco Aurélio Garcia), para tentar fazer uma negociação de resgate de reféns das FARC, incluindo representantes franceses, me deu a impressão de não terem avisado a Nicolas Sarkozy do que se tratava. Torço muito para Álvaro Uribe prosseguir em seu caminho e tentar resolver esse problema que são as FARC em seu país. Todo colombiano que conheci, quando morei nos Estados Unidos, estava lá como num auto-exílio, sempre falando que as FARC ao dominar todo o tráfico de drogas são uma das piores organizações já existentes no mundo, em termos de violência (e por que não, atentando aos direitos humanos).
Essa postagem poderia ter quinze páginas e mesmo assim faltaria espaço para falar sobre os males do Foro de São Paulo e o erro do presidente Sarkozy em tentar fazer alguma negociação com essa turma. Imagino como não se fala do Foro de São Paulo na França. É inacreditável que até mesmo aqui no Brasil, falando de pessoas inteligentes, o fato do Foro não é nem sequer debatido. Fora Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho, nenhum outro jornalista fala a respeito com seriedade.
E para finalizar esse pequeno texto, vale a leitura de uma simples postagem, das várias onde Reinaldo Azevedo comenta sobre o Foro de São Paulo: aqui. Na verdade eu nem ia mais falar sobre política aqui no blog. É desgastante e não leva a nenhuma parte. Isso porque eu só me interesso em política internacional. Um tipo de política que não tem esse desprendimento de “metamorfose ambulante” do dia-a-dia. É mais uma postura, um firmamento. Não trata de conjunturas esporádicas. E o que me faz desistir também de falar de política é a Al Qaeda Eletrônica, da qual ainda não fui vítima, mas cedo ou tarde, acabaria sendo. Não me interesso por combate frente a frente, esse desgate; mas sim pela formação de uma cultura que faça pensar por si só. Coisas difíceis nesses tempos de polarização. Não existem mais pensadores libertários. De certa forma, a vontade é a de ir embora daqui. Arrumar as malas e se mandar. Vou pensar mais nisso se no futuro o céu não clarear e continuar a choverem espertalhões e gente ignorante.
Um comentário:
É complicado, porque se existe estupidez aqui e no mundo, ao menos nos EUA, por exemplo, existe também quem a combata. Aqui no Brasil não, o combate à estupidez é uma coisa horrorosa, uma monstruosidade autoritária, censura, coisa de gente que não reconhece o direito e a liberdade de expressão de “diferentes pontos de vista”. Diferentes sim, mas em quê? O feio é diferente do belo, e o ponto é que o feio não tem direito nem liberdade para posar de belo. Mundo insano onde tudo está pervertido e à serviço do erro: se há defesa da individualidade humana, é uma defesa “atomizante” que pretende apenas que cada indivíduo exista completamente separado de todos os outros, para que não possa se comunicar e assim se torne inofensivo e indefeso. Se há defesa da comunidade, é sempre o terror coletivista esmagador. Na verdade, estes dois pontos de vista diferentes visam o mesmo objetivo: aniquilar a liberdade, o homem maduro.
O mesmo vale para a cultura. Se tanto no Brasil como no mundo ninguém nem tem nem sabe o que é uma cultura superior, ao menos em certos lugares certas pessoas sabem e a defendem. Aqui no Brasil vale somente a cultura como mais um instrumento da revolução. Bacana é quem o partido assim define, gostamos de quem o partido manda gostar. Como nunca ouvimos música buscando o belo, mas apenas algum prazerzinho menor, uma satisfaçãozinha temporária e condicional somente, ou o fizemos sob influência de ecstasy, o que torna qualquer barulho impressionante porque faz com que o sujeito confunda a hiper-sensibilidade sensorial auditiva com o bom, então não faz muita diferença mesmo. A paixão de São Mateus e Chico Buarque dariam na mesma, não fosse necessário idolatrar este último por ser ícone do bem, do belo, do verdadeiro e do justo, e ignorar completamente o segundo, primeiro porque os bacanas não a estão recomendando, e segundo porque coisa tão impregnada de cristianismo não pode ser coisa boa.
Que se faça o possível. Afinal, há um lado positivo quando se está cercado: pode-se atacar em qualquer direção que você certamente acertará no alvo... Rsrs.
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