Fazer parte ou não...

Outro dia falava com uma amiga a respeito do fato de comer ou não carne. No fundo a carne não é tão complicada. O que vem junto com a carne talvez o seja. Imagine o sofrimento do animal? Imagine só, criar animais e engorda-los para refeição. O pior é engordá-los. Em tempos e gorduras saturadas, engordar o bicho é praticamente uma besteira, se na hora do beneficiamento da carne descarta-se muito dessa gordura. Mas e como seria não comer mais carnes? O pior é não comer mais carnes e nem usar nada de origem animal. Isso inclui leite, ovos, gelatina, sapatos de couro, travesseiros de pena de gansos e artigos de couro e lã natural. E mais: peixes, camarões, lagostas e lulas. Ou como diz o pai de uma amiga: só não como cadáveres. Já se imaginou comendo verduras, legumes, frutas, mel e tudo isso frio? (Sim, frio, pois segundo os Vegans, o calor mata os vegetais...).
Realmente até ai parece uma opção de vida. O problema é fazer parte disso e impor suas opções para quem ainda não pode dispensá-las. Um caso ocorrido nos Estados Unidos, de um bebê que morreu de fome por culpa dos hábitos de seus pais naturebas exagerados, é algo que recria toda a discussão sobre temas ligados praticamente à tudo que se trata sobre a Nova Ordem Mundial. Um tanto quanto complicado. Ser este um tema que não interessa seria o mesmo de se tornar um Merssault. Ser este tema defendido por mim seria o mesmo de me tornar um Raskolnikov. O melhor mesmo é ser um Hamlet nessas horas. E que Shakespeare continue sendo o guia...

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