Lendo, lendo e lendo...

Nem sabia, até hoje, que Washington Olivetto tinha um blog. Na verdade acho que meio mundo tem blog. Mas quem será que lê tudo isso? Leio constantemente o blog do Reinaldo Azevedo, a coluna semanal de Olavo de Carvalho, regularmente o blog do Zeca Camargo, o blog e a coluna semanal de Daniel Pisa e não tenho tempo para praticamente mais nada, a não ser ver o que os amigos escrevem. Às vezes passo horas lendo blogs de amigos e as loucas indicações que fazem. Mas já disse que leio bastante, na internet e fora dela. Estou atualmente com uma fila de leituras, mas no meio do caminho leio um ensaio ou outro de livros variados. Fora os livros que fazem parte das pesquisas, dos quais tenho sempre que fazer anotações, pois se não fico louco atrás do que havia lido e gostado, o que toma certo tempo e tenho que fazer com mais atenção e por períodos mais longos.

Tempos atrás peguei um livro do Walcyr Carrasco, que tem também um blog, e li de uma vez os três primeiros capítulos. Era um livro de fácil leitura, muito bom e o que mais gostei é da forma bem humorada que escreve. Era uma pequena autobiografia, cujo nome não recordo. Essas coisas acontecem.

Acabei de ler no blog do Zeca Camargo da lista de livros que lhe foi dada em seu primeiro emprego. Toda hora um livro é indicado. A dúvida é escolher quais serão lidos ou não. Eu uso um critério razoável e que tenho gostado para esta escolha: ler primeiro os clássicos e no meio do caminho, se der, algo de entretenimento e lançamentos. Os clássicos são os mesmos de sempre: Machado de Assis, Eça de Queiroz (do qual até hoje tenho certo medo de um, nunca iniciado), Shakespeare, Thomas Mann e mais uma porção. Normalmente tendo a seguir a indicação do curso “Expedições pelo Mundo da Cultura”. Outros livros são de interesse variado, como os que falam sobre os arquivos russos – um soube por Boris Casoy e outro que acabei por conhecer sozinho. Já devo ter falado sobre listas alguma vez por aqui, agora estou com certa preguiça de buscar o texto.

Bem, fora as leituras, tenho tempo para ouvir música, como agora escutando Secret Voyage, tenho tentado assistir TV e ir ao cinema. Estes dois com pouca freqüência. Foi-se o tempo que podia até acompanhar uma novela da Globo... Gostava de ver as novelas das sete, normalmente uma comédia. É bom se divertir com a televisão. Esperar dela educação ou informação de formação é esperar demais de um veículo tão ágil. Mesmo quando assisto ao History Channel, meu canal predileto no cabo, tenho por método tentar extrair fontes para buscar depois referencias. Da mesma forma com o Megacontruções do Dicovery Channel. Ver TV é bom, mas não é tudo. Irrita muito ver idiotas que “satanizam” a televisão. É um veículo, mais nada. Quando escuto rádio, a CBN na verdade, também creio na questão do entretenimento e da informação mais cotidiana. Não acho que uma entrevista vá “mudar minha vida”.

Falando em entrevista, lembro-me de um livrinho na época da faculdade que chamava Rem Koolhaas Conversa Com Estudantes. Não cheguei a comprá-lo, mas até hoje minha curiosidade é grande a respeito deste livro. Nunca o encontrei em livraria alguma para folhear e saber exatamente do que se trata. É um daqueles mitos editoriais que ainda rondam minha imaginação. Esse livro me faz pensar em o que se esta lendo hoje nas faculdades de arquitetura. Normalmente uma minúscula parcela dos estudantes lê alguma coisa, além da aula, se é que lê o que a aula pede. Mas há os mitos das leituras de faculdades de arquitetura. Como também deve haver os de outras faculdades.

A leitura ainda é a maior fonte de formação individual. Televisão, internet, jornal, revista, completam este conjunto de possibilidades. A formação universitária é amplamente ancorada em bibliografias e trabalhos práticos. E qual seria a “quantidade certa” de livros a ler em um ano? Se tivesse este resposta... Só uma coisa fica bastante clara: no mínimo mais que doze livros num ano. Sim, mais que um por mês. Isso sendo uma quantidade mínima. Claro, certos livros demandam mais tempo, como Crime e Castigo, de Dostoievski, mas, do mesmo autor, pode-se ler Notas do Subterrâneo ou O Jogador em muito pouco tempo.

Comentários

Postagens mais visitadas