janeiro 02, 2009

Saia Justa

Lembrava vagamente deste programa. Afinal, talvez uma das boas qualidades da TVA seja não ter o canal GNT... E nem o Futura, pois até hoje não consegui ver nenhum programa que me animasse nestes dois canais (ainda não vi o Manhattan Connection). Atualmente, o Saia Justa é apresentado pela jornalista Mônica Waldvogel, a filósofa e Márcia Tiburi e as atrizes Maitê Proença e Betty Lago. Sei que já participaram do programa, que esta no ar desde 2002, a escritora Fernanda Young e as atrizes Marisa Orth e Luana Piovani, assim como as cantoras Rita Lee, Ana Carolina e Marina Lima. Como nunca havia visto o programa, foi para mim interessante ver a discussão entre as garotas. Eu só trocaria a Mônica Waldvogel... Sua é um tanto desafinada, não acham? Sei lá eu porque está na Globo ainda... A mesma coisa me pergunto a respeito da jornalista Mariana Godoi, no SPTV.

Bem, mas voltando ao programa, fiquei impressionado em quanto as quatro ficam expostas dando suas opiniões no ar. Em muitos momentos deixam escapar pérolas. O mais engraçado quando Mônica fica acuada. Tenho risos profundos e ela sempre fugindo de dar sua opinião... Será que imaginam que nenhum homem vê o programa? Certo que é bem chato, pois eu não tinha absolutamente mais nada para ver entre os 20 minutos que esperava para começar um filme noutro canal, e este programa foi o que de melhor tinha para ver. E olha que saí com uma opinião melhor ainda a respeito de Betty Lago.

Avaliando as quatro mulheres, todas conhecidas, Betty Lago é a que mais simpatizo. Mostrou-se, nessa pequena amostra, a mais inetressante das quatro. A filosofa Márcia Tiburi é um pouco chata demais. Sem contar que fica tentando enquadrar as coisa sob o angulo da filosofia. E olha, que ela de filosofia é para mim bastante confusa. Gosta de Michel Foucault e Friedrich Nietzsche, os filósofos da confusão. Além disso, é a que tenta sempre impor suas idéias, tornando-se uma chata. Maitê tem lá os seus encantos, mas também irrita muito suas múltiplas opiniões; à diferença de Lago, Proença tem certa postura para a auto-afirmação.

Escrever quatro parágrafos para um programa que não gostei, mas que é interessante como idéia, é suficiente para mostrar o panorama geral das coisas. Outro dia, num podcast de Diogo Mainardi (em 07 de outro de 2008), perguntava se a propaganda com um jogador de futebol faz diferença na hora de aplicar dinheiro. Além disso, adicionava: “(...)Ainda mais revelador do que o comercial com Kaká é o comercial com Neto, o antigo meio-campista do Guarani, que anuncia uma corretora on-line concorrente à de Kaká. A idéia de que alguém, na hora de decidir seu futuro financeiro, possa levar minimamente em conta o testemunho de Neto explica, por si só, a crise da economia mundial, do comportamento do mercado de derivativos (...). Ao analisar a origem do estrangulamento do crédito internacional, o Wall Street Journal e o Financial Times sempre se referem à Fannie Mae e às suas hipotecas podres. Na verdade, deveriam se concentrar em Kaká e em Neto. O fato de haver investidores dispostos a seguir seus conselhos demonstra que tudo está prestes a desmoronar. (...)” Lembrei imediatamente disso na hora de pensar na opinião das quatro mulheres. É melhor ouvi-las àquelas especialistas de óculos, estilo Velma do desenho Scooby-doo, oriundas do complexo PUC-USP, que a cada três palavras colocam uma “entidade” chamada “mulher brasileira média” no meio...

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