maio 09, 2009

O Gosto do Pecado

Na madrugada, às vezes, combatendo a insônia, consigo exatamente o contrário: ficar vidrado, assistindo com mais interesse aos filmes da televisão. O detalhe que, como sempre, acabo com algo totalmente inusitado. Na ultima vez foi o incrível filme de Claudio Cunha, O Gosto do Pecado, de 1980, no Canal Brasil. Não conheço o trabalho de Claudio Cunha e nem nunca havia ouvido falar do filme. Mas o que me chamou a atenção logo de cara foi o ano em que o filme foi feito, a virada da década de 1970 para 1980; a fotografia, de uma São Paulo já com os contornos de metrópole atuais e de um Guarujá ainda “clássico”, até com a mesma balsa que ainda hoje faz a transição de Santos. Os apartamentos e o escritório, aqueles telefones de disco, o orelhão da antiga Telesp, uma época que vivi na infância e tenho ainda uma imagem mental.

Claro que essa imagem mental é o que mais me atrai nestes filmes, mas fico contente que o cinema brasileiro tenha conseguido um grau maior de profissionalismo. Neste caso específico, a história é muito boa, mesmo com a simplicidade das cenas, mas já assisti a muitos filmes, neste mesmo Canal Brasil, que não consigo dizer outra coisa além de perda de tempo. E digo mais: o cinema dos anos 1960 e 1970, não entrando na questão estética, eram de uma precariedade e de uma má produção que não dá nem para começar a falar. Era também assim em outros países. Nos fins dos anos 1970 e principalmente nos anos 1980 começam a melhorar muito e se inicia a era dos “efeitos especiais”. A produção fica muito mais profissional. Não que Hollywood não a tivesse, mas não com a qualidade que se apresentava a partir daí. E no Brasil o cinema começou de novo, pelo menos para mim, nos ano 1990, com um nível muito mais próximo do internacional. E isso é nítido já pelas referencias de Central do Brasil e Cidade de Deus.

Mas nada melhor que reviver os tempos passados; uma questão de saudosismo. E O Gosto do Pecado me fez sentir isto. Tirando a parte mais erótica do filme, que cenas tão apimentadas que beira a pornografia, a história do filme é impressionante. Seria como analisar as fraquezas humanas e aqueles tempos em que era complicado refazer a vida após um divórcio. Ele tenta tratar da sociedade e daqueles anos, e retrata muito bem isso, quase como num roteiro à moda de Nelson Rodrigues. Claro, a beleza da atriz Simone Carvalho também ajuda muito no imaginário da trama. Mas tem exageros típicos de uma época. E é por esses exageros que esse filme, com uma história muito boa, não passa de um “cult” sem maiores apreciadores. No fundo isso é uma atitude do diretor; uma escolha que leva do céu ao inferno uma produção.

maio 08, 2009

Canadá!

Canadá. Depois de Roma, Paris, Miami e Aruba – novamente, antes da gripe suína (depois falam que O Aprendiz não pode ser perigoso) – o destino agora era o Canadá. Bela recompensa e boa promoção da Record à transmissão das Olimpíadas de Inverno, a ser realizada em 2010 no Canadá. Um belo hotel e boa aula de esqui. Digo: nada melhor que passear e aprender coisas novas como mergulho e esqui. Só faltaria golfe e tênis para completar o quadro de esportes de executivos não sedentários... Claro, e uma viagem para Nova Zelândia para pular de Bungy Jump. Pois executivo que é executivo não come lula à dorê, mas é radical!

A tarefa deste episódio foi um plano de ação para provar a conexão da maior operadora de telefonia do Brasil – a Vivo. Não sabia que era a maior. Era uma tarefa aberta e com o contexto de conexão acredito que o resultado foi mediano. Mesmo o grupo vencedor, outra vez, devendo a vitória à participação de Rodrigo que soube analisar os dados da prova, não atingiu nos dois dias a meta esperada. Porém vitória é vitória, e viva o Canadá!

Já na sala de reunião Maytê volta a trabalhar seu marketing pessoal, convencendo Justus a mais uma nova chance. Marina não era alvo e muito menos Karina, esta já retornando ao hotel antes da segunda parte da sala. O diferencial de Maytê em relação a Álvaro foi sua vontade e gosto pelo Aprendiz. Finalmente Álvaro saiu da disputa. Foi vítima de uma acusação da qual não soube se defender, ao ser questionado por estar mais interessado no prêmio de um milhão ao emprego. Mostrou uma curta visão. Já achava que deveria estar fora há algumas tarefas.

Numa visão macro, Rodrigo, Maytê e Karina são os concorrentes mais preparados, mesmo depois do surto de Maytê nesta nona edição. Não acho Ana Paula e Stephanie tão boas concorrentes, mas tem chances. Já Marina e Rebeca, não duram mais que algumas edições. A incógnita é Mariana, que até agora não foi para a sala de reunião, pelo menos na segunda parte da sala. Pode estar aí uma estratégia boa de vitória.

maio 06, 2009

Mais um líder para fora...

Conforme havia vazado na internet, o demitido seria Rafael. Esse vazamento era previsível, já que o programa é gravado, mas foi uma tremenda furada da participante que “deu com a língua nos dentes”. O fato que as demissões são feitas na sala de reunião e não atendem “ao clamor do público” e deixa sempre curiosidade sobre o processo da condução dos participantes à sala.

Ontem a Karina foi parar na sala de reunião, após seis tarefas ganhas. A sala que há muito era dominada por Maytê, Rebeca e Álvaro, agora contou com sua breve participação. Depois Maytê conseguiu se safar, com uma ótima saída, entre muitas possíveis. Na verdade Rafael não estava tão preparado e não soube utilizar bem sua oratória e tentar se justificar. Não foi um caso de suicídio e Álvaro mais uma vez escapou da sala. Voltando a Maytê, se ela não ganhar o Aprendiz, terá uma vaga na empresa de Justus. Ela tem já um bom conhecimento da empresa e deixou boa impressão a Justus. Só se for muito ruim em alguma prova para conseguir se “queimar”.

Mas vamos falar um pouco mais das pessoas. Álvaro se coloca numa posição de “conselheiro” e na hora de fazer as coisas conseguiu errar igual a qualquer um dos participantes. No fundo parece mais um Rascolnicov, de Crime e Castigo. Já Rodrigo liderou muito bem. No fundo sua experiência e maturidade parecem já fazer diferença. Tem um perfil de ação e começa então já uma diferenciação entre as pessoas. O grupo vencedor venceu mais porque teve medo de perder. Essa questão de recear ter um erro bobo fez com que eles trabalhassem num melhor desempenho e com ações mais atrevidas, porém com resultado. No fundo soube trabalhar com os números para as tomadas de decisão.

A tarefa em si, que traz à TV um pouco do que é o e-commerce, além de trabalhar questões de outras edições, como logística, trouxe à tona a conexão com o mundo real. Foi falado em concorrência, em estratégia, em erros que poderiam causar danos à Fnac – empresa que patrocinou a tarefa. Isso tudo mostrou como são delicados estes novos meios e a velocidade e dinamismo da internet. Claro, tudo poderia ser mais explicado e cada vez mais o programa se afasta de um público leigo e simplesmente interessado numa disputa de pessoas. O que definiu bem este episódio foi a declaração de Rafael na saída, já no carro, onde falou viver o paraíso da vitória, nas viagens prêmio, e o inferno na sala de reunião. Tudo muito dinâmico.

Agora, quanto ao prêmio dos vencedores, a viagem para Paris, foi realmente incrível! Após Roma, Miami, Aruba – antes da gripe suína –, Paris é uma maravilha. Visitar uma das maiores lojas da Fnac na França, na Champs Elysees, visitar a torre Eiffel, o museu do Louvre... Nada melhor que a recompensa.

maio 03, 2009

Full Metal Village

Dirigido pelo chinês Sung Hyung Cho – que não faço a menor idéia de quem seja – Full Metal Village é um documentário que trata de falar da pequena vila de Wacken, na Alemanha, onde ocorre anualmente o festival Wacken Open Air. O Wacken é talvez um dos mais conhecidos festivais de Heavy Metal do planeta e o vilarejo não passa de uma pequena vila de agricultores, com muitas vacas (ou melhor, bezerras, hahahahha), onde uma vez por ano acontece um furacão, uma tempestade, uma “missa negra” de 40 mil pessoas (hahahahahah)... As personagens narradas no documentário, que assisti na Cinemateca Brasileira, um dos eventos que participei durante a Virada Cultural, são de uma especial construção, que não conseguiria detalhar. Principalmente por serem reais... O documentário retrata por um tempo maior do que esperava a vila e os personagens, narrando a vida pacata e calma lá vivida trivialmente. Mostra hábitos triviais e tradicionais, possivelmente relativos a toda Alemanha. Ao mesmo passo, mostrou muito pouco as bandas e o festival. Bem, por fim, o documentário tem muitas vacas e pouca música.

Timão Campeão

Bem, não assisti ao segundo tempo do jogo, mas, ao que parece nada mudou: 1 x 1, o que fez de meu TIMÃO campeão paulista mais uma vez. Não foi como queria, mas durante o campeonato foi um time invicto, com muitos empates bobos. Mas o pior aconteceu na última quarta-feira: perder. Na Copa do Brasil o Corinthians perdeu de 3 a 2 para o Atlético Paranaense, sendo estes dois gols nos cinco últimos minutos de jogo. Se não fosse por este detalhe, eu estaria até comemorando mais.

Fora isso, a minha megalomania não tem limites. Quero é ver meu Timão ganhar a Copa do Brasil este ano também. Ou se possível o Campeonato Brasileiro. Se um dos dois ocorrer é que me darei por feliz. O mínimo aceitável é se classificar para a Libertadores 2010.

A Virada Cultural...

A abertura da Virada Cultural de São Paulo foi com show de John Lord, ex-tecladista do Deep Purple. Uma lenda do rock. Ele tocou músicas de seu disco de 1969, Concerto para Grupo e Orquestra, além de clássicos do Deep Purple, como Pictures of Home (do álbum Machine Head), Soldier of Fortune (do álbum Stormbringer) e Child in Time (do álbum In Rock).

Quando cheguei à Av. São João, o show já havia começado e o grupo de músicos, composto por Steve Balsamo e Kasia Laska nos vocais, Chester Karmen na guitarra, Guy Pratt no baixo e Steve White na bateria, e a Orquestra Sinfônica Municipal já tocavam com perfeita harmonia. O som do órgão que Lord utiliza há décadas é inconfundível. E junto aos arranjos da orquestra, como era de se esperar, foi algo inusitado para desavisados...

Não sabia da participação de Lord no evento, o que achei muito interessante. O público, como era de se esperar, era formado por fãs de Deep Purple e rock em geral. Se algum desavisado pensou em ouvir música erudita deve ter se decepcionado, pois o show teve momentos muito líricos, principalmente com o vocal da polonesa Kasia Laska (ou Katarzyna Laska), assim como momentos bem próximos ao rock com a participação de Balsamo – que não foi tão bem ao cantar a música de Coverdale, se redimindo ao cantar Child in Time.

Certo que ao falar sobre este show estou pensando em algo muito maior, que é o fato de estra em São Paulo. Não sabia da participação de Lord, porém em menos de algumas horas estava vendo a participação histórica. Talvez o fato de não haver grandes divulgações, pois a virada sempre é mais próxima de músicos nacionais e normalmente há um palco específico para o rock. Naquele mesmo palco se apresentariam à seqüência de Lord Geraldo Azevedo – que não faço a menor idéia de quem seja -, Marcelo Camelo – integrante do grupo Los Hermanos, que além de Ana Júlia não tenho a menor idéia de outras músicas, mas que tem um público fiel e em crescimento -, Novos Baianos – banda clássica dos anos 1970, com Pepeu Gomes e Baby do Brasil (Baby Consuelo) entre outros que não lembraria agora. Porém após o término do show me dirigi à Estação da Luz, de lá indo para Cinemateca Nacional, onde assisti algo mais inusitado, que merece uma postagem exclusiva... Enfim, a Virada Cultural é um evento interessante.

maio 02, 2009

Heston Blumenthal

Sempre tive uma maior curiosidade sobre o hambúrguer. Além, claro, de saboreá-los. Eis que acabei assistindo no canal GNT o chef inglês Heston Blumenthal buscando a perfeição do hambúrguer...

Claro, foi aos Estados Unidos, em New York, para buscar onde se fazem os verdadeiros hambúrgueres (essa grafia de hamburger é meio estranha...). O programa trata de buscar os princípios do verdadeiro hambúrguer e seus ingredientes, tendo até o cuidado de pensar nas fórmulas dos pães, catch-up e até no queijo. Sem contar a melhor proporção dos tipos de carnes e da posição das fibras para que o hambúrguer se desmanche e tenha um sabor suculento.

O fato de hambúrgueres e pizzas entrarem hoje num mundo gastronômico é uma forma de reconhecer certas tendências populares. Certo que muita gente ainda tenta “separar” o hambúrguer de grife e a pizzaria da moda, sem levar em conta sabor. E sei disso por que existe uma pizzaria que acho muito ruim, e é caríssima, que ninguém tenta ousar a dizer como eu que é de péssima qualidade. Alguns ainda dizem ser a “melhor mozarela”...

Quando um “mito” é formado, dificilmente as pessoas sem muita direção, ou melhor, sem opinião, seguidores do guia Veja de gastronomia, conseguem conceber que aquilo não tem qualidade. Da mesma forma, restaurantes caros só servem, em muitos casos, para separar classes sociais e, com raras exceções, tem uma comida realmente diferenciada. Um exemplo são as churrascarias de grife. Qual a diferença das carnes? A maior parte da diferença está no atendimento do local. As carnes, se comparadas às churrascarias tradicionais que não são necessariamente caras, são muito semelhantes. Ou seja, ainda existe o embate de qualidade versus fama, que inicialmente estava ligado à qualidade, ou porque seria famosa uma pizzaria? O problema deste embate não é ter conseguido a excelência, mas manter este padrão ao longo dos anos. Existe aí, outra vez, uma questão de escala. O crescimento proporcionando a mesma qualidade ao longo do tempo. Não à toa hoje os pequenos restaurantes têm mantido a excelência por muito mais tempo. O fato de não crescer torna mais fácil o controle da qualidade.
Mas voltando ao hambúrguer, o programa mostrou uma das questões que sempre tenho em mente ao saborear um: o fato de não se desmanchar ao longo da refeição. Ele fez experiências em relação à altura do sanduíche e em relação à umidade do pão de baixo, além de questionar a espessura dos pães industrializados e sua forma. Chegou até a pensar se o pão retangular mudaria algo, o que concluiu que nada muda. Realmente o programa do chef Blumental vai à fundo em questões gastronômicas, como uma ciência. Já tinha visto outras vezes, mas esta foi a que mais me chamou a atenção por tratar de uma comida praticamente universal.

maio 01, 2009

Justus sabe cantar

Na edição desta quinta-feira de O Aprendiz 6, Roberto Justus mostrou um tanto do seu potencial de cantor. Eu fiquei pensando horas até rever a edição mostrada, iniciando com uma música em homenagem a sua sogra, na versão de Frank Sinatra, - Garota de Ipanema – e terminou a edição com Just a Gigolo (ou seria I Ain't Got Nobody?), no meio disso passando por Always On My Mind, entre outras. Claro, ele não é cantor. Mas eu esperava algo muito, mas muito pior. Ele realmente sabe cantar...

PS: Na hora que revi o vídeo desta quinta-feira pude notar o encontro dos aprendizes com Clodoaldo, vencedor do Aprendiz 5. Ele, como sempre, foi de uma simplicidade incrível.

Inovações e a marca Aprendiz

Na edição do dia 30 de abril do programa O Aprendiz 6, foi ao ar a tarefa de administrar uma loja de conveniência num posto de gasolina. Cada equipe montou um plano, onde uma delas foi muito mais eficiente, pois tratou de fazer brindes e cuidar de detalhes, porém, o resultado financeiro foi menor. Justus então deu a vitória às duas equipes. Não sei dizer, mas isso pareceu já um “efeito João Granja”, pois, dar a vitória para as duas, uma que cuidou dos detalhes e outra que teve mais lucro, leva a crer o mesmo dilema da tarefa da Palm, onde um grupo levou mais gente ao evento e cadastrou muito mais interessados no produto, mas, contudo, teve uma promoção do produto muito inferior – na opinião do cliente. Por sua vez, o cliente – Postos Shell e lojas Select - foi muito mais maleável e as contradições foram mínimas na avaliação. Sem contar que a premiação dos dois grupos, levando para a sala de reunião somente dois indicados de cada grupo e com a alteração dos líderes de cada equipe, mostrou uma maneira de fazer os dois grupos interagirem informalmente, já que os integrantes foram todos para o “Cruzeiro Aprendiz” – exceção aos indicados para a sala de reunião.

O Cruzeiro Aprendiz é a primeira vez que se usa a marca Aprendiz, que eu saiba. A idéia é um cruzeiro marítimo com cerca de 2000 estudantes, e dentre os eventos no navio estariam palestra com Walter Longo, show com Roberto Justos (incrível: Justus parece saber mesmo cantar. Mas, imitando João Granja, pode ter sido a edição...), piscina, jantares, etc. A idéia de fazer uso da marca Aprendiz parece ser uma boa idéia. E este cruzeiro uma ótima idéia. Acredito que a marca possa ter futuros usos em questões relacionadas à educação continuada e outros eventos.

Voltando a sala de reunião, os quatro escolhidos já começam a ser figuras conhecidas. Foi uma sala atípica, com efeito. Rebeca volta à sala, junto com Lucas, os dois que se safaram da última demissão, juntamente com Rafael e Maytê, que por seu bom desempenho na edição especial no ano passado, tinha por uma forte candidata. Maytê não teve uma boa argumentação, mas a sala teve como principal debate Rebeca e Lucas, este por sua vez também cometeu suicídio profissional. Acabou por inverter sua vantagem, fazendo de sua boa idéia um mau negócio. Os dois conselheiros, Walter Longo e Cláudo Forner, optarem por ele. Walter Longo foi, ainda, bastante duro com Maytê, na avaliação dela pelo líder Álvaro, assim como os dois consultores concordaram que Rafael estava poupado daquela sala. Também os líderes, que participaram da sala, como conselheiros, também foram indagados por Justus em seu desempenho.

Por fim, foi uma sala bastante inovadora, com três partes e muito interessante sobre a avaliação da natureza dos candidatos, principalmente na colocação óbvia de Maytê, que nenhum candidato entra na sala falando que seu desempenho foi péssimo e sai feliz com a demissão. Conforme Justus já esperava, ele tenta fazer o que nenhum universitário está acostumado: avaliar seu colega. É uma forma interessante, pois eles ainda não são maduros o suficiente para avaliar o desempenho do colega, mesmo tendo em conta que este é seu concorrente, e que isto não, de modo algum, pessoal. Aliás, esta é uma das questões universitárias mais irritantes. Faz lembrar aqueles péssimos trabalhos que tinham notas iguais aos bons (inclusive, fazendo uma auto-análise, isto também aconteceu comigo) no período da faculdade. Está começando a surgir diferenças em relação às edições com não universitários. E agora começa o meu interesse: as relações humanas trabalhadas sobre pressão. Nenhum dos candidatos tem apresentado um diferencial muito grande, talvez o próprio João Granja, que inicialmente achei um “moita”, era um diferencial, por sua formação e por sua garra ao encarar a situação de criticar o formato do programa e sua contribuição. Mas, por infelicidade, não soube ponderar isto de forma acertada. Poderia com sua crítica ir muito mais longe e “controlar” certos impulsos não pensados. Não soube usar do programa para criticar o próprio programa. Já Karina, ao se contar como vitória este último resultado atípico, vence seis de sete tarefas e conseguiu trabalhar nos dois grupos com uma dinâmica muito boa. Ela parece ser a pessoa com maior poder de articulação.

João Granja e o Aprendiz...

Falarei agora pouco sobre a atitude de João Granja, participante eliminado do programa O Aprendiz. Ele chegou a colocar a edição do programa (a escolha das cenas mostradas na televisão) como indutora de opiniões erradas a respeito do desempenho de seu grupo. Pois bem. A edição sempre tem um lado, sempre toma partido. O importante então é fazer a melhor parte da tarefa bem feita, evitando interpretações erradas. Não é o não falar ou o não deixar arestas para “serem pegos” na sala de reunião, e sim fazer argumentos para a defesa – ele como advogado deveria entender melhor sobre isto. As falhas estão ali colocadas, melhor seria discuti-las e tentar entender a opinião do grupo no geral, cada um frente a frente, do que tentar fazer um “caminho alternativo”. Foi um erro muito grave que abalou Justus e a produção. Tanto no podcast quando no programa Hoje em Dia, que Brito Junior, Ana Hickmann, Cris Flores e Edu Guedes chegaram a opinar, além da participação trivial de Justus ao telefone, - uma participação por quase 30 minutos, enquanto que outros candidatos nem sequer ficaram 10 – continuou a expor idéias diferentes das quais falou na sala de reunião e a colocar outras questões que até então não estavam em jogo, como dossiê que tinha informações divergentes. No fundo foi uma baita confusão que armou, e que não foi nada produtivo. O que mudará no programa? Sua participação foi tão ruim quanto a de Peter, de o Aprendiz 3, que demitiu Justus de sua vida... A idéia do programa é justamente dar oportunidade dentro das regras do programa. Se ele não “entendeu” onde errou, tinha é que fazer uma proposição neste sentido e não dar margem a especulação sensacionalista, como a pergunta de Brito Junior, “Você apertaria a mão de Roberto Justus?”, que tentou tirar disso uma notícia – no que ele foi muito bem. Em suma, algo que entra para a breve história do programa sem ter lá grande importância. Mais um papelão, só que desta vez houve certo abalo por não ter sido discutido por Justus a derrota do grupo mais claramente na sala de reunião.

EscuLtar

O erro de português de Rutênio foi um fator para sua demissão do programa O Aprendiz, da edição de terça-feira, 28 de abril. A tarefa foi de um valor bastante importante em termos de humanização, por tratar da revitalização de dois asilos, um para cada equipe. Um trabalho onde um grupo o vencedor compreendeu o valor humano da situação, enquanto outro ficou tocado com a qualidade ambiental e não conseguiu um resultado por não ter foco nas pessoas, nas atividades humanas. Outro aspecto dessa tarefa era colocar em questão a forma de planejamento no meio de um processo. Não era para fazer um novo asilo e sim uma ação de melhorias no existente, e tinha um patrocínio das tintas Lukscolor, onde a parte de obra civil teria um peso e era uma necessidade da tarefa. A equipe vencedora teve um melhor planejamento na execução da tarefa, além de trazer ao ambiente uma característica estética – o mural de mãos em várias cores no ambiente externo – e uma característica ligada à pelo menos um dos moradores – o caso da nova horta. Só por isso a vitória foi mais do que merecida. O prêmio pela tarefa não foi tão interessante - a viagem ao sítio, que é mais interessante à Justus que esteve junto e pode conhecer melhor estes participantes – e a mudança dentro do hotel. Mas prêmio é sempre prêmio...

Agora a respeito da sala de reunião, a falta mais grave de Rutênio não foi ter escrito um bilhete em que escutar estava escrito como “escuLtar”, mas o fato de ter na frente de todos, após a acusação de Rebeca de que ele é um tanto grosseiro, dizer que ela não gostava de pensar. Foi praticamente mais um suicídio profissional. O próprio participante Lucas não concordou e não se sentiu confortável com a atitude do concorrente.

O fato da ortografia errada foi motivo para uma bela piadinha de Justus: “você está mesmo na universidade?” Eu adorei a piada. A justificativa de Rutênio no dia seguinte, no programa Hoje em Dia foi muito bem colocada, o que não creio vá fazer dele um João, ou um Peter (Aprendiz 3). Falando em João ele merece algumas palavras; à próxima postagem, avante!

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...