dezembro 03, 2008

Hidden Treasures

O ano era 1995. O disco foi trazido por uma fantástica fã oriental (do Megadeth, e minha...). Era um lançamento bastante recente. Havia visto o Megadeth ao vivo pela primeira vez havia pouco tempo. Questão de pouco mais de um mês. O mais interessante era uma coletânea de tributo ao Black Sabbath, Nativity in Black, lançada em 1994, que continha a participação do Megadeth tocando uma das minhas músicas prediletas: Paranoid. Tinha ouvido a coletânea e ficado fascinado não só pela versão executada pelo Megadeth como também por uma versão de Sabbath Bloody Sabbath, executada por Bruce Dickinson. E Hidden Treasures trazia não só Paranoid como também No More Mr. Nice Guy, clássico de Alice Cooper. Sem contar outras pérolas esquecidas como Angry Again e Diadems. O nome não poderia ser mais apropriado.

Se há algo que guardo até hoje com certo orgulho é ter seguido uma indicação de uma rebelde menina, que ficava comigo ao telefone por horas, na madrugada, falando de bandas como Megadeth e Whitesnake, suas prediletas. Era interessante demais falar com ela. Tinha um ar meio superior, um pouco intelectualizada, mas no fundo era uma solitária rebelde que tinha uma pontinha de inveja da minha liberdade de tocar (muito mal) com os “caras” e meio que viver algumas aventuras impensáveis a ela, como aquelas noites em meio a bandas e amigos naquela fase do início dos anos 1990 da famosa Rua Treze de Maio, no bairro do Bixiga. Lá estavam pessoas, bandas, em suma, a música.

Mas saindo dos bares de rock e voltando ao Megadeth, é talvez umas das poucas bandas que acompanho até hoje. E este pequeno disco, que é mais uma reunião de musicas a um álbum, ainda é dos que coloco para escutar com certa constância, ao lado de Countdown to Extinction e Youthanasia. Só posso dizer que é uma fase que vivi, dos lançamentos destes discos, da apresentação de videoclipes na MTV, e, como afirma o Zeca Camargo, tendendo a achar que é a melhor coisa do mundo.

O interessante que naquele ano de 1995 tinha tempo para me dedicar às tarefas mais complicadas, como trabalhar durante o dia, com gel nos cabelos, estudar num cursinho à noite e ainda fazer um curso de inglês aos sábados. No curso era normal ficar perguntando o que certas frases queriam dizer e ficar traduzindo letras de músicas. Hoje ainda faço isso, mas tenho já uma técnica apurada, trazida pela tecnologia Microsoft... Mas o dicionário é ainda o mesmo Michaelis de sempre. Para ser mais exato desde 1991. Assim como o de espanhol é de 2000, o de alemão de 2003 e o de francês, mais recente, 2006... Seguindo o que recomenda um grande mestre, o ideal é aprender pelo menos uma língua clássica (latim ou grego) e pelo menos dois idiomas além do inglês e espanhol, isso como básico, para ai sim, iniciar uma carreira acadêmica.

Bem, novamente voltando ao Megadeth, eu não consigo hoje ouvir Metallica, banda da qual Dave Mustaine fez parte, da mesma forma e com a mesma vontade que escuto Megadeth. Há alguns anos assisti na casa de uma amiga um DVD sobre o Metallica, onde Dave Mustaine se reencontrou com Lars Ulrich para uma conversa, uma reconciliação, algo muito esperado pelos fãs. Os últimos trabalhos do Megadeth não andam me empolgando muito, com exceção de The System Has Failed, de 2004. Acredito que minha exigência está em esperar sempre uma continuação dos álbuns de 1992 e 1994. Se eu não sou mais o mesmo, porque esperar que uma das minhas bandas prediletas seja a mesma, não mude?

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