1 - Duas Músicas: Ebony Eyes

“Well, have you seen that girl in the corner?
I'd like to take her out of her chains.
'Cause if I had my way with you, baby,
I would be changing your life today.

Your eyes got me dreaming.
Your eyes got me blind.
Your eyes got me doping
That I'll be holding you close tonight.
Your eyes got me dreaming.
Your eyes got me blind.
Your eyes got me doping
That I'll be holding you close tonight.

She was the same as a hundred ladies,
But when my eyes looked at her, I learned
That she was keeping a secret fire,
And if I got too close I'd burn.
So it looked like I had to move slowly
Just like a cat at night in the trees,
'Cause I was waiting for her to show me
The way that she'd like the love to feel (...)”


Ebony Eyes – Bob Welch (1977)

Já tentei compreender o que a música trás de prazer para o ouvinte em muitos aspectos. Uma vez lembro de ter colocado uma música num momento especial e lembrar dela sempre. Era uma música do Whitesnake e essa história fica para uma outra postagem. Esta música do Bob Welch não era uma música que estava entre preferidas da adolescência, onde normalmente fazemos uma seleção musical que acaba por nos acompanhar por toda a vida. Não conhecia a carreira de Welch fora do Fleetwood Mac. Para ser mais exato, não conhecia quase nada sobre o Fleetwood Mac.

Logo, é uma música relativamente nova na minha vida. Marcou certo momento, a fase de fazer downloads. Não peguei o começo disso, com o Napster, mas foi logo depois, logo no início dessa década. O fato de baixar uma música nova, completamente desconhecida para mim, e sem nenhuma indicação, a não ser o fato de saber um pouco sobre o Fleetwood Mac (o que não era praticamente nada) foi uma nova descoberta, que tem muito a ver com o que escutava na adolescência, claro. Mas até hoje ainda fico a pensar em como certas músicas, inicialmente por sua sonoridade, depois por uma letra que não me trazia uma mensagem direta é ainda algo que não compreendo e me surpreende.

Existe um universo “montado” com certa dose de imagens dos inúmeros filmes, das inúmeras bandas, inúmeras histórias daquela década de 1970. Até outro dia lia uma crônica de Mário Prata a respeito de um amigo (dele) que havia falecido na juventude. Era o único que não tinha cabelos brancos, sem rugas. Sua imagem jovem é a que esta no imaginário da turma. Com os “astros” do rock isso também acaba por acontecer. Fato atual completamente distinto de tudo que aconteceu antes: vários músicos daquela época com idades avançadas, acima dos cinqüenta anos de idade. E todos, com raras exceções, bastante perdidos em o que fazer com a idade que tem. A música apresenta muitas lições, mas a mais complicada é saber envelhecer.
Este “culto” das músicas e certas “lendas” da década de 1970 vem ficando mais fácil de entender, principalmente com a distância de tempo. Existe certa mitologia nos discursos. Existe certo exagero no “mau exemplo”. Tudo isso passa e o que fica são momentos. E nestes momentos estavam lá mais coisas escondidas que uma simples ”liberdade”. A responsabilidade que está liberdade trás é mais importante. No limite entre o prazer e a responsabilidade está aquilo tudo que serve para aprender e “deixar rolar”.

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