Altas Horas: Novo formato

Naquele frio da noite de ontem, sei lá eu porque resolvi ficar assistindo ao Altas Horas. Bem, descobri que agora ele não deixa mais todo mundo junto, mas chama separadamente cada convidado por cerca de vinte minutos (editado, deve ser menor o tempo). Na noite de ontem eram o ator Thiago Lacerda, uma banda cover dos Beatles argentina e o prof. Pasquale Cipro Neto.

O que valeu na minha noite de insônia foi a participação de Thiago Lacerda. Falou sobre Albert Camus com uma naturalidade, como se Camus fosse conhecido do grande público. Mas seus elogios empolgados me fazem pensar que Lacerda deve realmente estar empolgado com Camus. O que eu acho fantástico! Ele afirmou que estará fazendo uma peça de teatro baseada no texto de Camus, Calígula. Bem, tomara que retorne ao programa e vá a outros na ocasião da promoção da peça. De resto o achei um ator bastante centrado, dizendo que teve que tirar um tempo para estudar, para descansar, para por a cabeça no lugar. Isso para mim é uma enorme demonstração de humildade. Espero que ele continue a ser tão engraçado como foi sua participação no filme “Muito gelo e dois dedos d´água”, eu já comentei aqui.

Mas voltando ao novo formato, o que eu acho que certas perguntas da platéia geram um grau de descontração no programa e talvez a participação em temas em que separadamente cada convidado dava sua opinião, portanto não achei muito legal esse novo formato. É verdade que havia às vezes convidados que não falavam e nem eram perguntados. Bem, é do jogo. Há pessoas que o público lá representado pelos adolescentes presentes não tem interesse (ou melhor, são menos interessantes a outras). Mas há também convidados, como foi o caso de Marília Gabriela, tentam dominar o programa. Vamos ver como serão os próximos programas. Aquela descontração de estar todo mundo junto era um dos pontos altos do programa.

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