Não esquecer do Guga

Bem, naqueles tempos pós-morte de Ayrton Senna, apareceu o jogador de tênis Gustavo Kuerten, o Guga. O tênis era um esporte que praticamente nunca se comentou no Brasil antes de Guga. Ele parece ser um cara simples e teve vitórias incríveis naqueles anos. Diria que ele foi o maior divulgador do tênis no Brasil durante os anos 1990. E talvez um dos maiores destaques do esporte nacional. Hoje vejo que o tênis não se renovou, ou melhor, não foi adiante apresentando novos nomes.

Caso bastante semelhante ao do vôlei medalha de ouro em Barcelona (1992). Em 2004, com uma seleção renovada conseguiu outra vez o ouro em Atenas. Já existia o grande time de 1984, medalha de prata em Los Angeles, mas o vôlei nunca conseguiu ter um campeonato brasileiro ou times estruturados com torcida representativa.

Falando em medalha de prata em 1984, a seleção brasileira de futebol naquela olimpíada teve sua melhor colocação. Era um time cuja base era oriunda do Internacional de Porto Alegre. Depois disso somente Zagallo conseguiu em Atlanta (1996) o bronze. E 2004 nem foram classificados...

Nos esportes, os anos 1990 foram muito mais interessantes que os 1980 e até mesmo os 1970. Parecia que o Brasil descobriu uma nova “indústria”. A tal geração coca-cola cedia lugar para uma geração “saúde”. Como já tentei apresentar aqui, muita gente fingia que fazia esportes, que era saudável. Até hoje muito disso ainda acontece, mas o tempo se encarregou de separar quem realmente foi sério a respeito do esporte e os que o utilizavam como propaganda “politicamente correta”. Os anos 1990 poderiam também ser avaliados como os anos da preparação da “revolução gramsciana”, onde o “politicamente correto” o “ilícito libertador” andavam lado a lado, como numa grande passeata pela paz. Só esqueciam de pedir paz na “Praça da Paz Celestial” (1989)...

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