E o futebol... Nada, Fórmula 1!

Não sou lá um fã enorme de futebol. Acho que muito tem a ver com jogar mal. Mas eu acho que jogo mal por não ter o “gostar” (uma moda agora é adjetivar verbos; dá ar de “intelectual”... Aja miolo mole para tanto). Eu acho que o desinteresse vem desde criança. Nunca fui muito interessado. Mas com uns 8, 9 anos de idade comecei a acompanhar alguns campeonatos e, claro, torcendo sempre pelo Corinthians (isso desde antes até... O Sócrates que o diga). Nas copas do mundo não havia muita empolgação enquanto era criança. Na de 1982, que tinha uma das melhores seleções, eu era criança demais para entender todo o campeonato. Até chegar aos meus dezoito anos nada tinha me impressionado no futebol da tão falada (na época) seleção tricampeã do mundo. Foi ver o último jogo da copa de 1994, no qual Viola jogou e finalmente o Brasil jogava naquela copa com três atacantes. Viola era do Corinthians. Tinha feito um gol na final do Brasileiro de 1990 sobre o Guarani. Viola era “o cara”, naquele tempo. Romário? Bebeto? Nem aí... O lance era cantar:

Chora porco imundo
Quem tem Viola
Não precisa de Edmundo!


E continuo a cantar para os porcos imundos. O Palmeiras um dia já foi parte do Corinthians. História que nenhum dos dois times gosta de falar. Do São Paulo não se pode falar muito, pois é hoje a única equipe brasileira com uma infra-estrutura de treinamento e de formação de base, além de ter uma boa campanha nos últimos anos. Isso é fato. É meu palpite para o campeonato paulista deste ano. Mas a emoção de ser corintiano é sempre maior. Nunca um time que sempre teve coração aberto, apoiando outros times, caso do “Azulão” São Caetano alguns anos atrás, ficou tão sozinho. É um time popular, o que mostra muito bem a diversidade de sua torcida. O Internacional de Porto Alegre, assim como o Cruzeiro de Belo Horizonte, também já tiveram estruturas maiores e não sei por que não conseguiram seguir o modelo sãopaulino. Muito diferente do Palmeiras, o Inter ganhou o campeonato mundial quando teve a chance. Já o Cruzeiro conseguiu uma proeza em 1998: perder a copa sul-americana par o Palmeiras na final, assim como o campeonato brasileiro para o Corinthians. O Inter, “campeão do mundo”, quando foi jogar contra o 16º colocado no campeonato brasileiro de 2007 conseguiu perder, propositadamente só para prejudicar o Corinthians. Nunca vi um time se dignar a esse papel. O Santos este ano de 2008 ganhou, numa partida que ajudou o Corinthians. O São Paulo já tem até um histórico de ter ajudado algumas vezes o Corinthians. Certo que tanto no Brasileiro de 2005, quanto no rebaixamento do time em 2007, o Corinthians é claramente o maior culpado. Era só ter vencido um jogo a mais. Nada mais. Pura incompetência nos dois casos, um que foi ganho nos tribunais e outro que culminou no rebaixamento.

Mas o que venho dizer com essa enorme introdução, cheia de pequenas memórias, é que este ano estou muito mais interessado no campeonato de Fórmula 1. Ter um Felipe Massa para torcer é muito melhor que assistir o Corinthians sofrendo com times da segundona. Ainda mais com um campeonato aparentemente mais concorrido. Massa tem carisma. Correu o seu primeiro ano com o “alemão” Michael Schumacher, maior desafeto de Barrichello (eu acho, né?). Ganhou em Interlagos (algo importante para um piloto brasileiro, não para um funcionário do mês da Ferrari...). De certa forma, para quem viveu naqueles anos de assistir às corridas com Senna, Piquet e outros como Maurício Gugelmin e Roberto Pupo Moreno, após 1994, com a morte de Senna, ficou extremamente sem graça a F1. Quando Barrichello chegou a Ferrari se esperava ver um novo Senna. O problema de Rubens é estar sempre no lugar errado e na hora errada. Um momento que a morte de Senna e sua imagem ainda forte, aliado à uma Ferrari com Michael Schumacher, não é a combinação perfeita, entre momento e parceiro. Ele não era Alan Proust; e os outros competidores eram muito ruins. Mas ser segundo colocado era o mínimo que se esperava. Nem isso ele conseguiu. O pior que Rubens Barrichello foi campeão de tudo antes de chegar à F1. Era considerado o piloto de kart (com 14 anos) que a cada três corridas ganhava duas. Ninguém imaginava ser ele um fiasco na F1. Ok, ok, eu também me decepcionei com o colombiano Juan Pablo Montoya. Ele também era “o campeão” de tudo antes da F1... Gostava muito mais dele que de Rubens Barrichello. Pois é... Eu sou meio emotivo, não?
Só para não esquecer: Vai, Massa, vai ser campeão!

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