Achei... "ditabranda"... de C# é R*&%

Achei o tal editorial. Mas o pior de tudo que não tenho certeza ser ele, já que não tenho acesso aos arquivos da Folha. Gostaria que os (des)informadores antes de darem suas milhares de opiniões tivessem antes de mais nada ter colocado o editorial completo. Agora fico eu tendo que acreditar num blog, um dos poucos que resolveu colocar o editorial completo. E pelo que trata no editorial é da ascensão da ditadura na Venezuela e numa infeliz passagem chama de “ditabranda” o período militar brasileiro.

O mais interessante e mais importante do editorial, ninguém prestou atenção: de acabar com a democracia por meio da democracia. Isso sim é que é importante. O “relativismo” da ditadura é uma infelicidade que no fundo é culpa de todos os “relativistas”, os colocadores de “contextos”, que por sinal estão no poder hoje no Brasil. Esta expressão é o lado negativo de dizer que no Brasil toda a “política é corrupta”, que é “culpa do sistema”, “por a mão na merda”. Infelizmente a culpa disso é da classe intelectual. Pois, em suas alegações, Fidel Castro consegue ter “ótimas” participações nas Olimpíadas, mesmo sendo um país pobre, enfrentando as grandes potencias! É até poético, se fosse verdade. O que querem que se diga sobre a ditadura? Se o Brasil, um país à época com pouco mais (ou menos) de 90 milhões de pessoas e nem sequer tiveram mais do que 500 mortos diretos (da esquerda)? E durou “só” vinte anos... Há quantos anos Cuba está sob uma ditadura? E, claro, não é muito bom “relativizar” esses dados, não é? Relativismo só serve quando tem um lado, não é?

O problema dessa discussão não está no termo utilizado, mas sim de se confrontar a realidade das coisas. A ditadura foi sim execrável. Foi um período terrível para as liberdades individuais e até mesmo para o progresso do país. Não saberia dizer se preferiria um país pobre e miserável que não tivesse tido a ditadura de 1964 a 1985, ou um país pobre e miserável que se orgulha de ser “o país do futuro” que nunca chega. Até os atuais governantes não existiriam se não tivesse existido uma “ditadura”. Tudo de ruim no Brasil se deve a ditadura. Até mesmo aqueles que acham que a infra-estrutura do Brasil foi conseguida pelos militares (foi mesmo, mas até aí qual era o palno? Valeu a pena?) e por isso o Brasil é um “gigante”. Tudo leva a crer que a idéia de ”imperialismo”, coisa que abomino com todas as letras, faz parte desse pensamento. A idéia de ver o Brasil como o “imperialista” da América do Sul, nasce dessa idéia de “um Brasil grande”. Felizmente eu não vejo motivos para o Brasil ser motivo de ódio de nossos vizinhos, mas se as idéias de “Brasil Grande” continuassem... Não sei não. Será isso que os brasileiros querem? No geral eu acho que não. Mas se continuarem insistindo nisso, de que o Brasil deve ser “importante” no conflito do Oriente Médio; que o Brasil deve ser “importante” no comércio mundial; que o Brasil deve ser “importante” além das Copas do Mundo, essa realidade tende a piorar e muito.

Eu sou favorável à abertura completa do comércio com o Mercosul. Tirar todas as restrições, até para trabalho, mesmo que isso não seja bilateral. Abrir o Brasil para comércio mundial. Fazer o Brasil importante pólo de comércio, e se a indústria prosperar com a importação de tecnologia, muito bem. Liberar os jogos e os cassinos, como entretenimento e fomentar o turismo. Ter segurança nacional contra ladrões, evitar ser também o pólo de comercio de drogas, e fazer o que mais o BRASIL sabe fazer: se divertir! Enquanto os outros fazem guerra, nós nos divertimos. Seria realmente o melhor lugar do mundo: tudo de melhor entraria aqui. Bastaria aos brasileiros deixar de ter o espírito de vira-lata e começar a pensar em se divertir em vez de fazer o que o mundo quer. Se o Brasil fosse realmente o país do Futebol, todo político prometeria uma estádio novo e pólos de treinamento de atletas. Se existissem dez centros de treinamento igual ao do São Paulo Futebol Clube, metade dos jogadores na Itália e na Inglaterra seria brasileiro. Todos se divertindo... E a pobreza aqui seria muito menor. Mas como sempre, aqui a prioridade é “ser o país do futuro”... Que as idéias imperialistas e as idéias de relativismo morram todas no mesmo lugar: no inferno!

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