julho 01, 2009

Mr. Bush...

E agora Obama? Vamos chamar Bush para chefiar a segurança nacional?

Obviamente, nunca acreditei em Barack Obama. Não por nada, mas o mundo não é um lugar bom. Ou melhor, as pessoas que habitam o planeta Terra nem sempre são boas (principalmente aquelas que querem fazer um mundo melhor). Antes tínhamos Cuba, a maior ditadura de todos os tempos; agora temos a caminho Honduras, Venezuela; os problemas não resolvidos do Haiti, Colômbia, Coréia do Norte, e em criação, Bolívia, Equador e Somália; este último talvez uma das maiores pedras no sapato de quem acha que diplomacia e conversa resolve tudo... Sem esqueceras as duas guerras – Afeganistão e Iraque - que não acabaram. Sem também esquecer o problema sem classificação chamado Irã. Não são poucos os problemas ainda mais com uma crise econômica mundial e duas autocracias – China e Rússia - que nunca parecem dizer a que vieram de verdade. Uma Europa dividida e cada vez mais próxima de uma convulsão social – vide exemplos da Itália e da França, onde os estrangeiros e imigrantes andam encontrando todo tipo de problema. E quem achou que a culpa de tudo isso era do Mr. Bush se enganou mais uma vez... No seu governo parece que existia um receio a certos exageros cometidos por alguns representantes destes países problemas. Só espero nunca ter que ler em jornais americanos as saudades de Bush... E ter que dizer, mais uma vez (como aquelas motinhos do desenho da minha infância): “eu te disse... mas, eu te disse... eu te disse”; e ter que ouvir mais uma vez: “ora... cale esta buzina...”

No fundo, no fundo, sempre me calo quando escuto as maiores besteiras sobre Barack Obama. A pior delas vem, logicamente, de quem não leu e é desinformado. E nem digo de comentaristas locais ou, como gostam de inventar moda, dos “neoconservadores nacionais”... Eu pergunto sobre coisas banais, tais como o novo livro de Robert Kagan, O retorno da História, que li em janeiro (parece uma eternidade). Engraçado, que quando digo que sou libertário, parece que não entendem que já era assim em 1999, quando criticava a falta de liberalismo do governo FHC...

Outra questão engraçada é sobre Abraham Lincoln. Este nunca foi um “liberal” pleno e sim, se estudado com cuidado, vai notar uma distorção entre a figura real e o mito de adoração americana. Claro, se isso também não fosse daquelas informações que nos Estados Unidos é difícil de conhecer. Sempre digo que tenho simpatia por Andrew Jackson. Uma vez escrevi aqui sobre uma de suas biografias. Mas em termos de história americana sou uma completa negação; um estudante em início de conversa. A minha sorte é que existe uma enorme bibliografia a percorrer. Só queria saber por o grande diário de Ronald Reagan não é publicado em português...

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