novembro 28, 2007

Força Timão

E o jogo continua. Estou acompanhando pela internet o sofrimento corintiano... Hoje é o dia... Que cai e se desespera ou avança para o “ufa”. O bom é acompanhar a transmissão com comentários de Daniel Piza... Essa CBN...

novembro 26, 2007

Gente da Música II

Faltou explicar porque Gente da Música. O newsletter semanal do programa “Quem tem medo de música clássica?”, apresentado pelo ex-senador Artur da Távola chama “Gente da Música”. E sempre vem com algum texto selecionado por ele sobre música.

Certo tempo atrás lia até bastante seu blog e sua crônica diária e me irritava com ele porque não fazia uma forma para ler as crônicas de outros dias. Mas sua casa de cultura, cujo link está ai do lado, tem bastante coisa interessante sobre música. Como já disse outras vezes aqui, ao falar de música ele é muito bom. Às vezes também escuto, via internet, seu programa na rádio Roquete Pinto, do Rio de Janeiro.

Trabalho...

Estou, finalmente, pondo em ordem meus livros. Só vai faltar parar de ter preguiça e fazer os fichamentos do que é necessário. Mas isso será outra hora. Até dezembro pretendo conseguir organizar todos eles.

Lembro de certa vez falar para um amigo que precisava por em ordem os livros, etc. E ele me fala que sua secretária já tinha colocado em ordem os dele... Se pensar num sonho de consumo, este seria ter uma secretária para anotar tudo e por ordem nas coisas.

Num escritório que trabalhei, a recepcionista / telefonista / secretária / office girl sabia onde estavam todos os catálogos das lâmpadas e das luminárias. Mas o dia mais incrível foi o do pedido de um bom-bom:

“Menina, traga-me um bom-bom.”

E ela tinha uma caixa, daquelas da Garoto, na gaveta, atendendo de pronto o pedido. Não lembro o nome dela, mas era o dia todo sendo falado e ela pegando algo, ligando para alguém, etc. Foram dois meses escutando seu nome muitas vezes ao dia... E eu não lembro...

Gente da música!

Este final de semana o programa de Artur da Távola, sempre pela TV Senado, prepara um série de Allegros:

Wolfgang Amadeus Mozart (Sinfonia "Júpiter")
Joseph Haydn (Sinfonia em Ré Maior / "A Imperial")
Ludwig Van Beethoven (Sinfonia Nº 03 / "Heróica")
Antonín Dvorak (Sinfonia Nº 09 / "Do Novo Mundo")

São trechos selecionados de alguns programas já transmitidos.

novembro 25, 2007

Aguinaldo

Lendo o blog do Reinaldo Azevedo, descobri que o autor da novela Duas Caras tem um blog. Aguinaldo Silva escreve, em termos, sobre a sua obra atual. Ele já escreveu outras novelas e diz ser sofrido o processo de escrita de uma novela. Eu sempre tive curiosidade para saber qual era o método utilizado para escrever uma novela. Foi um bom achado este blog. Sem contar os temas abordados são interessantes.

Tomara que não seja demitido da Rede Globo, conforme ele afirma que certa mídia chegou a especular. O ponto chave que deixa um pouco sem interesse para mim é que não assisto a este novela. Para ser mais exato não assisto a nenhuma novela há alguns anos. Mas tenho vontade de conhecer os escritos. Sobre um livro tenho muita noção de como são escritos, de como surgem os personagens. Mas de uma novela, eu não sabia como sequer montar a cena com o capitulo, de como montar a trama e em que ponto parar a cena. Deve ser uma loucura!

O endereço.

Insônia

Acordei em algum momento da noite, que nem era tão noite assim, e, ligando a TV, assisti por algum tempo o Altas Horas, na TV Globo. Bom ver o Jorge Ben Jor e algo de estranho ver Zé do Caixão... Esse negócio de juntar tudo é interessante! E ainda tinha a Maria Paula, que de chata e “intelectualoide” era de irritar. E o detalhe que alguém contou a ela que era bonita... Pra que... Estava com um cabelo simplesmente ridículo.

E o Jorge contou a história de São Jorge. Tem certas horas que poderia estar menos cansado e não ter que dormir tão cedo num sábado. Mas se estivesse menos cansado teria saído... E do Zé do Caixão só saiu besteiras, como sempre. Aliás, hoje, Zé do Caixão estaria filmando no bairro da Santa Cecília... Bem, depois que ele foi ao programa do Datena para dizer que roubaram seu Del Rey, acho que precisa voltar a trabalhar para comprar talvez uma Belina? Ou seja, toda vez que vir um Ford dos anos 80 vou achar que pode ser o Zé do Caixão...

Infelizmente (ou felizmente) dormi de novo sem ver mais detalhes do programa. Sabe que até gosto da idéia de um programa assim, misto. Seria como se o Jô Soares juntasse seus convidados ao mesmo tempo, num mesmo bate-papo. Mas tem horas que não se aprofundam os papos justamente por estar tudo mundo junto. O que é legal por um lado, do outro é ruim. Certo que a idéia de Altas Horas é ser só superficial mesmo. Nem sei se o Jô quer ser mais profundo...

O interessante que, imaginem só, saiu um ranking dos 20 maiores formadores de opinião no Brasil. Simplesmente dentre os cinco primeiros eu leio constantemente três... E o primeiro não acho lá grande profundidade. Veja aqui.

A lógica da eleição de 2002

Eu acho que a eleição de 2002 foi a das mais importantes desde 1989. Digo isso por que Fernando Henrique Cardoso, depois de ter acabado com os planos do PT, por ter fortalecido as instituições democráticas e estar de certa forma esgotado politicamente e ter feito um trabalho de transição democrática, não usou a máquina pública para fabricar um candidato do PSDB. Diga-se de passagem, foi um dos poucos políticos a não usar desde artifício.

Vejamos casos do estado de São Paulo: Em 1986 o vice-governador (1983-1986) Orestes Quércia sucedeu o então governador André Franco Montoro. Franco Montoro ganhou uma eleição difícil em 1982, porém é o único nome lembrado, além de Lula e Jânio Quadros, que participaram daquela eleição que sucedeu Paulo Maluf, governador biônico (na verdade Maluf foi candidato a deputado federal em 1982, para disputar a eleição indireta de 1984 e tinha se afastado do governo deixando para seu vice, José Maria Marin, o governo do estado). O candidato lançado por Maluf e Marin foi Reynaldo de Barros e Montoro ganhou.

Já em 1986, havia como candidatos Antonio Ermírio de Moraes e Paulo Maluf, agindo pelos bastidores, com campanha fortíssima no interior paulista, o PMDB elegeu seu sucessor: Orestes Quércia. Também com o artifício da campanha no interior e a exposição na mídia em casos onde a secretaria de segurança pública tinha agido com enorme competência, o candidato de Quércia, o então secretário e segurança Luis Antonio Fleury, ganhou a eleição de 1990 que contava com José Serra e Paulo Maluf como candidatos.

Em 1994 não havia candidatos e mesmo assim Mário Covas foi para um segundo turno com o ex-prefeito de Osasco e atual deputado federal Francisco Rossi (cujo sonho, acredito eu, era ser prefeito de São Paulo, pelas tantas vezes que concorreu e, detalhe, saindo em inúmeras vezes nas pesquisas primarias em primeiro lugar). Para não dizer que não havia candidatos, o PT tinha lançado José Dirceu e o PP (sei lá como chamava à época o partido do Maluf) lançou o sindicalista Medeiros. Até Paulo Maluf apoiou Covas naquela eleição. O PMDB havia lançado o então secretário da agricultura Barros Munhoz, atual deputado estadual pelo PSDB e ex-prefeito de Itapira (SP). De novo a força do interior, porém desta vez Covas estava alinhado com Fernando Henrique Cardoso e o PSDB era o principal partido em praticamente todos os estados, elegendo os governadores do Rio e Janeiro (Marcello Alencar), de Minas Gerais (Eduardo Azeredo) e do Ceará (Tasso Jereissati).

E verdade seja dita, Maluf se estivesse naquela eleição tinha possibilidades de segundo turno e uma pequena chance de vitória, por isso provavelmente preferiu se ausentar e terminar o mandato executivo de prefeito, seu primeiro eleito. Este também um caso óbvio de máquina governamental, onde Maluf “fabricou” seu sucessor, Celso Pitta. A emenda constitucional da reeleição vigoraria somente a partir de 1998, e Maluf foi, digamos, um dos não privilegiados por esta emenda. A certeza era tão grande de sua vitória na eleição de 1996, que José Serra foi procurado por Maluf para fazer uma aliança para aquela eleição. Sendo recusada lançou Celso Pitta e Serra nem sequer disputou o segundo turno. Falando em segundo turno, em 1988, Maluf também foi prejudicado por não haver na ocasião segundo turno, perdendo uma eleição para Luiza Erundina, que por sua vez perdeu em 1996 para Celso Pitta, num segundo turno. Em 1992, Maluf também não tinha oponente e o sucessor de Erundina era Eduardo Suplicy. Nem com a máquina pública a seu favor conseguiu Suplicy vencer Maluf.

Mas voltando, em 1998, a reeleição de Mário Covas teve uso da mídia e da maquina governamental para assegurar um local no segundo turno. Mas sua política foi de extrema competência, fazendo uma esplendida vitória de segundo turno. Única eleição em que ocorreu o fenômeno do candidato que teve segundo lugar no primeiro turno ganhar no segundo turno. Podem ver, nenhuma eleição isso ocorreu de novo.

Em 2002, Geraldo Alckmin, que assumiu o governo de São Paulo após a morte de Mário Covas, nem se pode dizer que fez uso da máquina, ele nem sequer tinha concorrentes. Era de novo Paulo Maluf e no segundo turno disputou com o despreparado deputado petista José Genoino.

Exatamente ai que entra toda a parte importante desta postagem. José Genoino só foi parar no segundo turno porque o PSDB estava em enorme desgaste por conta do segundo mandato de Fernando Henrique. Segundo mandato este que foi bastante engessado pela oposição sistemática petista e pela perda de boa parte da base de apoio, como os não reeleitos governadores Eduardo Azeredo (MG) e Marcello Alencar (RJ). Além da morte de Eduardo Magalhães e Sergio Motta, que eram seus maiores articuladores. Este segundo mandato de FHC e Mário Covas desapertam em mim a maior antipatia pela reeleição. Certo que a política econômica de FHC ainda não estava pronta em 1998 para entrada de um desastrado como Lula e o PT, mas a continuidade de certas políticas – principalmente a de segurança pública - no governo estadual, somente alterada no segundo mandato de Alckmin, foi um dos piores reflexos da reeleição.

Em 2002, o PT aderiu ao “Lulinha paz e amor”. Ao PT menos vermelho e mais cor-de-rosa. Colhia certos feitos de uma Marta Suplicy eleita em 2000 (onde, de petistas, havia muito pouco nos cargos que exigiam competência). O senador Suplicy estava em alta na mídia. Lula havia disputado já três eleições e Ciro Gomes, desde 1998 na oposição ao PSDB, e a articulação do PFL em lançar uma candidata própria, filha de um ex-presidente da República (Roseana Sarney era no momento governadora reeleita do estado do Maranhão). A articulação dos petistas para inviabilizar qualquer outra candidatura que não fosse a de Lula se mostrava muito forte. Atua em todos os bastidores possíveis. Quando se apresentaram somente quatro candidatos – José Serra (PSDB), Ciro Gomes, Antony Garotinho e Lula - os petistas asseguravam ali uma grande possibilidade de polarizar a eleição com o PSDB.
Levando em conta ainda que a informação sobre o que era realmente o PT (que se mostrou depois em escândalos como o “mensalão”, “dólar na cueca” e etc.) era praticamente nula na mídia. Como se informar se, por exemplo, as informações sobre os governos petistas no Rio Grande do Sul foram simplesmente não utilizadas pelos candidatos e nem sequer comentada na mídia? Lendo a “Vanguarda do Atraso”, editada pelo jornalista Diego Casagrande, nota-se a total falta de informações que se tinha sobre Lula e o PT. Foi talvez em grau pior que a desinformação sobre Collor em 1989. Primeiro que Collor saiu em 1992 e Lula se reelegeu em 2006 usando absurdamente a máquina estatal. Tudo hoje no Brasil se aposta para 2010. O atual governo vai se arrastar até lá, se não tentar no meio do caminho o Lula III. Falei a um tempo atrás que tinha saudades de FHC (aqui), mas na verdade, tenho é saudades de morar em um país um pouco mais civilizado (aparentemente), o que representava FHC e o PSDB no poder. O fato de se ter enganado tantas pessoas e comprado a consciência de outro tanto, mostra um país mais do que atrasado; mostra é um dos piores conceitos que se tem da América Latina, o de tiranetes e republiquetas de bananas... Que é exatamente isso que o Brasil se tornou, uma republiqueta com quase nenhuma expressão internacional. E quando Olavo de Carvalho fala no prefácio da reedição de seu livro “O Futuro do Pensamento Brasileiro”, que poderia tirar o imperativo, é uma verdade indiscutível.

novembro 24, 2007

A arte de rir...

A arte de dar risada esta acabando. Como não rir de Enéas Carneiro naqueles, sei lá quinze segundos, que ele só dizia “meu nome é Enéas”? Ai ele se torna o deputado mais votado da história no Brasil. Começa a ser sério o fato de que junto com ele foram mais quatro pessoas com menos de dez mil votos. A risada acabou. E se fez toda uma enorme e grosseira palhaçada sobre o sistema eleitoral. Anos depois vemos Clodovil se elegendo, agora com menos votos e extremamente bem tratado por seus pares. Afinal ele é mesmo um representante do povo e não está lá para brincar. Mas sua propaganda eleitoral era de morrer de rir... Já um outro deputado eleito, o cãozinho dos teclados Frank Aguiar, me foi de risos impressionantes. Ainda mais com o apoio que Lula deu a ele. E depois disso fico sabendo que muita gente não riu desse fato... E não riu não por ser na verdade uma decadência, mas por achar que estes podem ser mais eficientes que os políticos “profissionais”... E como não rir destas pessoas também? Rio mais ainda do vereador Agnaldo Timóteo, que nem para se vestir com menos extravagância... Só rindo mesmo. E quem votou nessas pessoas? Nariz de palhaço nelas!

Goin´ Crazy

Então, Mr. David Lee Roth esta fazendo uma turnê com Van Halen... Como já devo ter comentado aqui. Acho-o um dos maiores líderes de banda, mas sinto saudades de suas músicas da carreira solo. Assim como da mesma forma sinto falta de suas músicas no Van Halen... Seria difícil ele tocar Goin´ Crazy com Van Halen?

Talvez esse seja um dos maiores problemas dos músicos. Sua obra construída num momento praticamente nunca mais se repete. Aquele momento com Steve Vai e Billy Sheehan nunca mais voltará...
O pior de tudo que eu não vivi aqueles momentos... Nem vi Van Halen original (no Brasil em 1983, com David Lee Roth) e nem vi Sammy Hagar em lugar nenhum...

PSDB e seu momento atual...

Foto de Patrick Grosner.
Continuo achando que umas das poucas pessoas a fazer política de verdade no Brasil é ainda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele falou muito claramente estes dias sob sua postura contraria à CPMF. Finalmente alguém dentro do PSDB falou alguma coisa com sentido. No ano passado, durante a campanha eleitoral, escreveu aquela carta, que se fosse seguida pelo partido o resultado da eleição poderia ter sido melhor. Pelo menos entrariam em discussão alguns temas que nem sequer passaram no debate.

Eu sou contra a cobrança do CPMF por inúmeros motivos, mas o principal é pagar R$180,29 todo mês de meu plano de saúde. Só por este já bastariam todos os outros. E pago o plano, pois ano passado (2006), ao levar minha prima para ser atendida num hospital público federal, tive a impressão de estar sendo tratado num país africano qualquer. Não havia esparadrapo e nem aquele metal de imobilização para os dedos que ela havia quebrado. Engessaram a mão toda. Uma lástima. Desde então resolvi aderir a um plano de saúde, já que minha saúde não andou lá muito bem este ano.

Ou seja, o tal imposto para a saúde, nem sequer chega à saúde. Mas o governo federal está mais preocupado com o que as pessoas assistem na TV, pois assinou uma medida provisória criando a tal “TV Pública”. São, imaginem, 350 milhões de Reais ao ano... Acho que dava para comprar esparadrapos com essa graninha. E o detalhe que o tal hospital federal é “referencia” de atendimento... Não me falaram que tipo de referencia...

Depois falam que eu não gosto do governo do PT por motivos ideológicos... Como se eles fossem competentes em alguma coisa. Certo que aqui cabe uma afirmação positiva: Por mais incrível que possa parecer o governo Lula não errou em manter a mesma política econômica do PSDB. Dentre todas as coisas que pioraram – a educação, a saúde, a segurança – a economia se manteve estável. Talvez em parte por um momento mundial sem maiores crises (aqui cabe colocar o debate ocorrido no blog do Daniel Piza sobre os mitos do governo Lula). Em suma, o PSDB deixou tudo acertado para Lula obter sucesso, no entanto, o seu governo é pífio e cada vez mais populista e antidemocrático.

Mas voltando ao PSDB, com certeza, desde 2002, o partido está longe e não esta falando à sociedade como deveria. Sendo este um dos tópicos discutidos no congresso nacional do partido, esta semana em Brasília. Lula em 2002 teve dois sustos. O primeiro com Roseana Sarney e o segundo com Ciro Gomes. Roseana, que até hoje não apurei o momento histórico com todos os dados só perdeu por um detalhe de convicção moral, que se fosse hoje o PT nem sequer poderia contestar. Mas foi um susto somente. Levando em conta que Lula teve que disputar sua candidatura com o senador Eduardo Suplicy em 2002, esses dois sustos só mostram como nem o PT acreditava mesmo que conseguiria chegar tão fácil o governo. Eu, para me informar à época fiz a besteira de comprar um livro – A candidata que virou picolé – editado pela Caros Amigos. Era lógico que lá só tinha um lado da força (the dark side of the moon... by Pink Floyd).

Em 2002, José Serra era o candidato que representava as mudanças esperadas pela sociedade em geral (o tal “povo”). Mas como mostrar isso, se o partido, como só agora em 2007, está discutindo a distância que tem do povo e das entidades de classe? Muita gente se enganou com Lula, isso é óbvio, mas como também não se enganar se os planos de PSDB e PT na verdade são muito parecidos? Que a cada votação no Congresso fica mais clara a falta de diferenças entre os dois partidos, mostrado pelo discurso do “bem do Brasil”, e não por fazer política de oposição, conforme foram eleitos. E são essas as diferenças que fazem do PSDB o democrata inocente útil para a derrocada democrática. Os eleitores do PSDB querem é oposição. Não à toa os Democratas (DEM) estão muito mais afinados com suas bases – que são ainda pequenas, mas com boa possibilidade de expansão. Fazer política é uma arte e é para poucos. Com a saída de Fernando Henrique Cardoso da política do dia-a-dia o partido perdeu rumo e talvez venha a se reencontrar logo mais. Tomara que sem fazer enormes besteiras, como candidato próprio (Geraldo Alckmin) para a prefeitura de São Paulo ano que vem...

De certa forma eu não sou e nunca fui entusiasta do PSDB. Em muitos momentos não entedia qual seu lado e onde é que estavam suas diferenças com o PMDB. No fundo, todos sabem que era um esvaziamento do PMDB, pois ninguém queria ser o candidato do governo Sarney. Um engano enorme, pois a divisão em muitas frentes deixou um candidato de bom marketing e boas relações interpartidárias (conforme pode ser avaliado por seu vice) tomar a frente numa eleição onde os candidatos que estavam presentes na defesa das Diretas Já tinham perdido o momento político. Mais especificamente, o PMDB foi o grande partido das eleições de 1986, da abertura política, mas em 1989 era o partido da desilusão da abertura, dando margem a candidatos novos, como Lula e Collor. Isso pode ser visto por duas telenovelas: Roque Santeiro, a entusiasta da abertura, e Vale Tudo, a da desilusão com a democracia. Aliás, as referencias são muitas e acho que a melhor novela (até certo ponto profética) é Que Rei Sou Eu? – que mostrava como seria a futura articulação política, no papel do consultor do Reino de Avilon, personagem de Antonio Abujamra.

Muito bem, mas eu ainda tenho, por assim dizer, certo receio que o PSDB atendendo aos pedidos de seus eleitores, ainda caia no discurso moldado pelo PT. Que é em muito um discurso originalmente feito pelo PSDB. Para ser mais exato, são mesmo poucas as diferenças entre PT e PSDB, mas umas delas, a mais evidente, é que os intelectuais do PSDB são muito, muito melhores do que os do PT. E, como diz Fernando Henrique, “o partido de Lula escolheu os escândalos” (aqui). De resto, precisam é se livrar dos dogmas do marxismo arcaico e talvez passarem a ser mais liberais.

Para finalizar, é tão óbvia a noção que Serra seria o candidato mais adequado para fazer as mudanças estruturais que FHC não conseguiu executar que o atual governador de São Paulo esta fazendo ótima gestão, de um estado que já era muito bem gerido. Lógico, esta acertando parâmetros que estavam defasados e sempre uma nova gestão tem novos conceitos e metas. Ainda cedo para avaliar todos os resultados, mas já é fato de que estar prendendo mais bandidos (atuação iniciada na gestão Alckmin) anda dando bons resultados na segurança pública. O que gosto de avaliar, que a não continuidade da segurança pública do governo do PMDB por Mário Covas é um dos fatores da problemática desde tema hoje em São Paulo. Mas como Geraldo Alckmin avaliou durante debate nas últimas eleições, não é o PSDB o partido do PCC... (aqui)

novembro 21, 2007

As rádios FM

Eu não entendo por que as rádios não têm programas opinativos sobre temas de cultura. Eu não consigo ver diferença nas rádios FM. Tudo parece tão igual. É um veículo perdido... Só posso dizer que é isso. Se as rádios com programação evangélica têm audiência (que nem faço idéia como é medida) uma rádio com programa de opinião também teria. Acho estranho. Durante o período que estive nos Estados Unidos, lembro que nas manhãs ia para o trabalho escutando um programa com duas apresentadoras chamado “Two girls in the mornings”, na 97.3 The Coast FM. Era um programa de entretenimento e a seleção musical era praticamente de hits dos anos 1980. E havia um rapaz que entrava no meio falando sobre o transito e noticias. Muito diferente daqui, que se não escuto a CBN fico irritado com a péssima seleção de músicas das outras rádios. E a Band News FM é uma cópia da CBN... Nada se inventa... Criatividade, Criatividade! Parece que não acontece somente nas TV´s o fato da criatividade sumir...

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...