Pantanal...

O SBT acertou. Eu não apostava nada na reapresentação da novela Pantanal, produzida pela rede Manchete em 1990. São quase 20 anos que separam a apresentação original e parece ser a reapresentação outra vez um sucesso para o público alvo do SBT.
Assisti a alguns capítulos, sem lembrar de quase nada, a não ser o tal “velho do rio”, a Juma (Cristiana Oliveira em seu papel de maior repercussão até hoje) e as histórias engraçadas que praticamente parece caricatura hoje em dia. O que mais me impressionou foram os efeitos de fotografia, abusando do efeito de silhueta, e a trilha sonora de Almir Sater e Sérgio Reis. Alias Almir Sater é o personagem mais engraçado de tudo que pude rever. Não a acompanho, como atualmente não acompanho absolutamente nada (mas isso fica para outro texto...), mas para o público estar comentando significa que alguém ainda assiste ao SBT!
Não lembro direito qual a ultima vez que assisti à televisão de Silvio Santos, mas com certeza fazia muito tempo antes de dar esta espiada em “Pantanal”. E tenho uma advertência: pessoas xaropes andam assistindo e uma pessoa até me disse que é uma novela de cunho erótico! É. Isso mesmo: “cunho erótico”. Sabe-se lá o que essa pessoa xarope quis dizer... Mas com certeza aparecem algumas pessoas tomando banho de rio e, oh!!!, transando!!!
Mesmo depois de quase vinte anos ainda tem gente que critica as telenovelas como algo que estimula a libido e etc... Não sei se elas têm razão ou não, mas ao assistir a esta telenovela à primeira vez, tinha eu entre treze e quatorze anos de idade e não acho que na época tenho feito “estragos” a minha “mente”. Tanto o é que nem lembrava das personagens e da trama tinha pouquíssimas recordações. Diria que “Que Rei Sou Eu?”, trama o horário das sete horas, da Rede Globo, de 1989, traz muito mais recordações.
Eu acho até bastante interessante comparar a trama de “Pantanal” com novelas recentes, principalmente da rede Record, com seu “hiper-realismo”. Não defendo a novela, até por não saber qual conteúdo trará pela frente, mas dizer que é de “cunho erótico” é um exagero sem tamanho. Gostaria de acompanhar e ver coisas como garrafas de coca-cola de vidro, a falta de computadores, celulares e outras parafernálias eletrônicas. Sem contar os carros, que eram, segundo Collor de Mello, “carroças” naqueles tempos. Parece a fotografia ser de grande qualidade e se não me engano foi a única novela que não era da Globo a ficar na memória das pessoas. Não sei ainda avaliar como “Pantanal” entraria para um estudo sério de fenômeno televisivo, mas com certeza a menção e a reapresentação são fatos que já entraram para a história recente da televisão, a ser ainda analisada.

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