outubro 25, 2009

O Lavabo

Tivesse você a possibilidade de fazer “o lavabo dos seus sonhos”, como ele seria? Eu já decidi. Não só decidi como também já “copiei” em projeto certa vez... Isso pode ser plágio ou inspiração. Prefiro dizer que era uma inspiração, já que não havia a mesma intensidade dos materiais deste da foto, projeto do escritório Jacobsen + Bernardes. Ultimamente venho prestando muito mais atenção aos materiais utilizados nos projetos. E eu que um dia houvera dito que achava esta questão sobre o uso dos materiais empolgação filosófica arquitetônica dos anos 1980...
No momento atual começo a me preocupar não só com os materiais, mas com uma condição de utilizá-los. Entender as características do uso dos materiais naturais; compreender o efeito que cada um tem por sua natureza e não mais só o uso “genérico” – aquele que se expressa dessa forma: “madeira”, “pedra”, “mármore” – e o seu uso no contexto completo do projeto. Mas tem ainda algo que sempre foge do controle: as partes vivas do projeto. Nesse mesmo exemplo de lavabo, o jardim tem vida. Ele cresce, seca, em suma, se transforma. Conforme já havia falado numa postagem anterior, o novo conceito de sustentabilidade acaba por trazer do passado o uso dos materiais naturais, principalmente a madeira, por ser renovável. Mas como pensar em madeira numa área molhada como o lavabo? Então parte-se para o uso das pedras naturais, juntamente por seu menor impacto ao meio ambiente. E, além disso, nasce uma arquitetura totalmente nova sempre – onde o lugar, a textura, a forma, os veios das pedras, fazem ser sempre únicos estes ambientes. Este texto pode ter ainda mais outras dimensões e prolongamentos, questionamentos e focos, mas o que quero colocar aqui é como a simplicidade de um pequeno ambiente com uma pequena dose de arquitetura pode ser tão diferente de tudo o que se viu antes - e nada disso tem uma diferença financeira tão relevante, ou seja, não é uma questão de economia ou custo, mas de arquitetura pura. E como não se pode tratar de um caminho arquitetônico a partir de um simples (nem tão simples assim) lavabo?

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