abril 29, 2009

O novo Clint Eastwood...

Nunca falei antes aqui, mas talvez o meu ator predileto seja Clint Eastwood. Para ser mais exato não seria o ator, mas os personagens todos que ele fez. Nunca assisti a um filme ruim dele. Tenho ouvido falar muito bem de Gran Torino, e espero em breve ir ao cinema vê-lo, antes que saia de cartaz...

Mas a cada episódio que assisto de CSI: Miami tenho a impressão de estar vendo um “novo Clint Eastwood” aparecer: David Caruso, o tenente Horatio Caine. E ele parece ser tão durão quanto o agente Dirty Harry Callahan... O pior de tudo que parece ele ensinar a ser durona também a agente Calleigh Duquesne (Emily Procter). Além do jeito western de Caine, a ironia e a forma de falar - baixa e em tonalidade ameaçadora - lembra em muito vários – para não dizer todos – os personagens de Eastwood. Não sei se alguém já escreveu sobre isso, pois não freqüento nenhum fórum e não acompanho muito análises sobre séries de televisão – nem de cinema. Mas parece que temos um novo Clint Eastwood!

5 listinhas...

Não sei por que resolvi entrar no Facebook, que é mais um site de relacionamento, semelhante ao Orkut, entre outros tantos que existem por aí. Mas hoje descobri um “desenvolvedor de listas”; e me diverti muito por pouco mais de uma hora. Não foi tempo perdido, pois fazer uma lista é complexo, ainda mais com somente 5 posições. Os temas que não foram, assim, muito interessantes.

A primeira lista me referi a 5 cantores que mais gosto. Eu entendi por cantores e não cantoras, e quem sabe faça uma listinha sobre as cantoras. Mas coloquei 5 nomes que não tenho tanta certeza que fariam parte mesmo dos 5 melhores. Mais: todos estão vivos e em atividade. Resolvi optar por estes critérios, levando em conta que pelo menos nos últimos 5 anos escutei coisas novas desses cantores. São eles:

- Rob Halford; escutei dele a sua volta ao Judas Priest, com Nostradamus. Em forma e cantando muito bem.

- Jeff Scott Soto; escutei um single dele por estes dias e não é mesma coisa da época em que cantou com Yngwie Malmsteen, mas continuo a achar ele um dos melhores que já pude ver ao vivo.

- Sammy Hagar; tenho o álbum ao vivo Hallelujah (2003). Não está mais em forma, uma pena. Mas por ter gravado músicas incríveis e um álbum como Balance (1995), tenho que dizer que é um dos meus preferidos. Há pouco falei de um disco dele no Van Halen (aqui).

- David Coverdade; assim como Hagar, não está mais em forma. Seu último álbum Good To Be Bad (2008) não me chamou a atenção. Mas gravou músicas e disco maravilhosos durante a vida toda. Não poderia faltar. Poderia ter colocado Gleen Hughes em seu lugar, mas acho Coverdale melhor compositor, me agrada mais.

- Eric Adams; Manowar é uma das bandas que mais tocam alto no mundo. Uma voz como a de Eric Adams e a energia vocal, depois de mais de vinte anos de carreira, não há como não aparecer numa lista de vocalistas que gostam de Heavy Metal... Claro, é quase um sacrilégio colocá-lo e não por antes dele Dio. Mas tenho meus motivos e o principal é a banda do Dio.

Outros como Robert Plant, eu nunca colocaria. Não gosto dele e não gosto de Led Zeppelin. Então, nunca estaria na minha listinha de preferidos... Outros que poderiam constar, como Freddy Mercury, mas, pelo critério de não estar mais entre os vivos...

Bem, passamos para a próxima lista. Os 5 melhores álbuns de todos os tempos. Foi uma dificuldade. Como poderia colocar um álbum, por exemplo, de Eric Clapton, se de seus álbuns nunca gostei do “todo” e sim de partes? Então, músicas e músicos que mais escuto, não vão constar dessas duas listas... Vamos aos meus escolhidos:

- Rising Force – Yngwie Malmsteen (1984). Um álbum que foi tão marcante que nem sei que palavras usar para listar. Uma vez escrevi algo sobre ele (aqui).

- Burn – Deep Purple (1974). Outro álbum que teria horas a falar... Mas o que falo principalmente é que é o primeiro álbum com David Coverdale no Deep Purple. São músicas que não se escuta mais, o Deep Purple não toca mais, o Whitesnake também não e mais recentemente nem o Blackmore toca...

- Fly By Night – Rush (1975). Um álbum que ao escutar pela primeira vez já tive uma “paixão” inexplicável. As músicas parecem a cada faixa trazer múltiplos sentimentos. Não tenho palavras para descrever, ou melhor, teria que escrever páginas...

- Stranger in This Town – Richie Sambora (1991). Este álbum está aqui por ser uma dos álbuns mais bem feitos e bem cantados da história e ao mesmo tempo uma das piores vendas. Tem a participação de Eric Clapton e é de um ex-integrante de um dos grupos mais famosos da década de 1980 - Bon Jovi. Uma jóia rara... Estaria na lista dos discos que você não ouviu (se esta lista tivesse sido feita em 1991...). Ao fazer Undiscovered Soul (1998) não obteve o mesmo resultado.

- Stranger in Us All – Ritchie Blacmore´s Rainbow (1995). O ultimo álbum do Rainbow. Conseguiu trazer toda a experiência dos anos 1970 e 1980 ao mesmo tempo, num disco de qualidade incrível em todas as faixas. Também poderia perder páginas para falar deste álbum, mas, aí teria de falar de outros clássicos do Rainbow, como Ritchie Blackmore´s Rainbow (1975), Rising (1976) e Long Live Rock ´n Roll (1978)...

Quantos outros ainda poderiam colocar? É uma das mais difíceis listas que já fiz. Nesta fui extremamente restritivo... Faltaram tantos...

A terceira listinha tratava de um tema que absolutamente não sou nenhum conhecedor. Mas tenho, nos últimos 5 anos, apurado o gosto para tentar fazer a lista das 5 cervejas preferidas. Comecei com as cervejas que venho apreciando cada vez mais, de trigo, as weissbier. Nisso a lista começa com a Paulaner Helles e a Erdinger. Depois a cerveja belga Stella Artoirs, que anda sendo comum nos bares brasileiros. Depois pus a minha pilsen predileta nos Estados Unidos, a popular Budweiser. Logo acompanhada da minha segunda predileta, a Coors Light. Poderia ainda colocar outras, como a Bush, a Calsberg ou mesmo a Original. Mas estas são mais marcantes, para mim... Lembram-me fases da minha vida...

A quarta listinha é uma que já falei a respeito aqui e aqui, a dos arquitetos preferidos. A única coisa que poderia colocar é o quanto venho me interessando pela obra de Renzo Piano, no últimos tempos, a ponto de colocá-lo já entre os meus dez prediletos, o que não acontecia a cerca de dois anos, por exemplo. A lista ficou com Jean Nouvel, Renzo Piano, Paulo Mendes da Rocha, Antoine Predock e Álvaro Siza. Esta foi mais fácil devido a ter pensado nela já. Mas lembro bem de como foi difícil chegar a um resultado á época.

A última lista é sobre as atrizes prediletas, que daria para escrever horas, já que é um tema que falo pouco e gosto muito. Coloquei com dificuldade algumas, que não sei se trocaria agora:

- Sandra Bullock; não lembro de ter falado dela nenhuma vez. Mas é uma atriz cujo trabalho sempre gostei. Teve até uma época que alugara todos seus filmes. Talvez seja uma das poucas atrizes que assisti tantos filmes. Gosto muito de muita coisa até meio bobinha, mas é a vida. Ela tinha que estar entre as minhas prediletas...

- Katherine Heigl; esta é uma atriz que nos últimos anos venho prestando atenção. Assisti alguns bons filmes com ela, e da mesma forma que Bullock, vem trazendo a cada personagem algo novo. Não assisto Grey´s Anatomy, para fazer mais uma avaliação de seu trabalho, mas esta na minha listinha...

- Catherine Zeta Jones; outra que assisti uma boa quantidade de filmes. Nada também de filmes de autor. Para ser exato talvez não goste de filmes de autor... Mas acho ela uma atriz interessante que ainda está a fazer um filme grandioso.

- Kristen Bell, a Veronica Mars. Não vi seu papel na série Heroes, mas acredito que ela é uma das atrizes que poderiam estar numa melhor posição. Bem, acho que tende a ser a atriz com menos de trinta anos de idade entre as minhas escolhidas. Talvez também esteja na minha lista por precipitação. Como disse, eu sabia que era a lista mais falha das que fiz hoje.

- Salma Hayek; talvez a maior atriz das que separei dentre estas cinco. Seu papel em Frida até hoje m emociona. Ao lado de Penélope Cruz, outra que poderia estar nesta lista, é a atriz mexicana que mais gosto no momento.

Bem, como disse a lista é bem falha. Falta a Julia Roberts e a Nicole Kindman, por exemplo. Além de outras que poderia por como Meg Ryan, a já citada Penélope Cruz e a francesa Audrey Tautou. Esta lisinha ainda terá uma versão melhorada...

abril 26, 2009

Das indicações...

Como recorrer ao seu próprio blog para suas anotações? Fácil. Basta ter como objetivo entender o que estão te passando, assim, sem nenhuma cobrança. Estava lendo um texto e este continha dois livros, que vão estar ou estão já a venda, em português, e que são de autores que constam de um livro que li há um tempo. Ficava pensando em como conseguir os tais textos para entender mais do que tratava. Mas por que o meu interesse nesses textos desses autores e não em outros? Simplesmente que estes são autores que interessam por falar de cultura, de uma forma mais geral. Assim como o livro Dentro da Baleia, de George Orwell, organizado por Daniel Piza, os textos tratam de falar sobre crítica de literatura, de tentar entender momentos e tentar fazer uma breve classificação das coisas. Mas estes textos são perdidos no tempo e a junção deles num único livro dá acesso rápido. Os dois livros que me refiro são O Livro dos Insultos, de H. L. Mencken e a coletânea de ensaios de George Steiner, da revista New Yorker. Onde acharia estes textos se não por indicação? Como sempre um ensaio faz aparecer um novo autor sempre. Mas isso só tem interesse para quem um dia pretende escrever um ensaio.

Numa aula, um tempo atrás, lia um ensaio que tinha citações de outros autores que felizmente conhecia. Isso é ótimo. Dá segurança por se basear num pensamento que já conhece e mais, num pensamento que já teve certa identificação. E o contrario também: citação de um autor que não concordo e, portanto, logo não se vai poder concordar, a não ser que a articulação seja melhor e faça explicar algo que não se conseguiu do original. Voltando, isso só serve para quem tem interesse em se aprofundar. Logo, um maior conhecimento de vários autores faz formar uma visão muito mais livre. Como Fernando Henrique Cardoso coloca, “(...) a liberdade depende da informação. Não há liberdade sem que a pessoa tenha acesso para poder escolher. No fundo é isso, liberdade sem escolha não é liberdade. E essa escolha muitas vezes depende de haver canais culturais, canais de informação que permitam que cada um faça por si próprio a avaliação daquilo que lhe parece melhor.
Isso só é possível agora. Inclusive, creio que a famosa discussão sobre a mídia que vai dominar tudo, que vai influenciar, vai ser diferente. Porque hoje, com o bombardeio de informações que existe, não há mais quem possa ter o monopólio da interpretação. Há uma valorização do indivíduo, do cidadão, neste mundo que parece ser monstruoso, que é feito para esmagá-lo. Mas ele pode escolher os canais que ouve, a forma de juntar a informação. Isso depende não só da informação, mas da formação, da educação. (...)” (CARDOSO, F. H. - 1999).

Rooooooooooooo!! No Estadão...

Não posso dizer mais (aqui):

GOLAÇO

Mas o momento mais marcante da partida ainda estava por vir. Aos 31 minutos, Ronaldo recebeu passe de Elias e mostrou por que foi três vezes eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo. Em um lance de genialidade, ele viu Fábio Costa adiantado e encobriu o goleiro para dar números finais ao marcador.

O golaço do atacante corintiano praticamente aniquilou as forças santistas, que não conseguiu mais chegar com perigo ao gol de Felipe. No fim da partida, festa da pequena parcela da torcida do Corinthians que ocupou pouco mais de mil lugares na Vila Belmiro neste domingo.

Rooooooooooooo!! Timão 3 x 1 Santos – 2º tempo

Para Felipe ser considerado um goleiro espetacular, além de continuar fazendo as defesas que sempre faz, precisa parar de tomar gols bobos como o de hoje. Também não entendo o porquê quando um time conquista o placar 2 x 0 pára de jogar (sim pára do verbo parar tinha acento e continuo a escrever com acento...). Não entendo. Eu como jogador, se um dia tivesse sido, ia querer fazer 5 x 0 e ser sempre um “açougueiro” dos gramados... Mas deixando essa característica do futebol atual – a de “administrar” resultados – o Corinthians começou a dormir no final do primeiro tempo, acordando só depois de Ronaldo ter feito um dos gols mais bonitos do campeonato. E continuou “administrando” resultado, mas pelo menos com certa competência. Chicão, que tomou cartão amarelo e está pendurado, será uma falta para o jogo da final no Pacaembu, mas, para o Santos ganhar de mais de dois gols de diferença no invicto time do Corinthians, será algo um tanto difícil; parece surgir o campeão. Meu sonho é ver Ronaldo pedindo música no Fantástico (todo jogador que faz numa mesma partida três gols pode pedir uma música na apresentação dos gols do Fantástico... E neste jogo isso poderia ser possível se não fosse o “sono” do time).

Rooooooooooooo!! Timão 2 x 0 Santos – 1º tempo

Esta é a postagem de número 580 em mais de dois anos de blog, completados dia 6 deste mês, e, acredito, nunca fiz uma postagem em tão alto astral como esta. Não só porque meu time está ganhando uma final de campeonato; aquele Timão que me 2007 foi rebaixado a segunda divisão do Campeonato Brasileiro; campeão da segunda divisão em 2008 e sua maior novidade de 2009 foi ter Ronaldo no time, este se recuperando de uma lesão gravíssima pela segunda vez na sua vida. A presença dele é maior que todo o time do Corinthians. Sua recuperação é mostra de superação dificilmente vista. Não vou entrar nos méritos de questões financeiras, de “marmeladas”, de exposição, etc. É óbvio que tudo isso também conta, mas ninguém vai dizer que o Santos entregou o jogo... Ou, por que um time que foi campeão duas vezes nos últimos três campeonatos e está na final de mais um faria isso? Temos um segundo tempo. Volto após.

Live from Abbey Road

Estava esperando por começar um programa de televisão quando ao passar pelo Sony Entertainment Television me deparo com o programa Live from Abbey Road. Neste programa estava se apresentando Sheryl Crow. Como sempre um pitada de country music e rock, sempre com uma sonoridade que me encantou muito nos meados dos anos 1990. Na seqüência The Strokes. Ao lado de White Stripes, The Strokes são as bandas dos anos 2000 que mais me chamam atenção. Até outro dia estava pensando em que bandas eu me interessei, e saíram umas três ou quatro. E mais: não as conheço em profundidade – além de serem duas bandas que tem uma pitada nostálgica dos anos 1970. Mas, para terminar, o programa ainda trouxe Diana Krall. Simplesmente um programa que não há como por qualquer defeito. Três tendências diferentes, mas, coincidentemente, três artistas que gosto muito.

abril 25, 2009

Marcelo Tas

Não lembro se já falei alguma vez sobre o CQC, mas se o fiz foi breve e não será agora a falar deste programa, que anda sendo a novidade entre os humorísticos. Para ser mais exato o melhor humorístico de todos foi o TV Pirata. Depois, e só depois, aconteceu o Casseta & Planeta. E mais recentemente o Pânico na TV, que se comporta mais como um programa de celebridades ao contrário, sem muita qualidade indo para o lado da anti-televisão, fórmula do antigo Fausto Silva de Perdidos na Noite. O CQC vem se afirmar num nicho mais próximo à política, com uma qualidade maior e com tiradas inteligentes.

Falo do CQC porque este é o programa onde Marcelo Tas está no momento. Não prestava muita atenção nele até ler um texto de Reinaldo Azevedo no livro Contra o Consenso. Não conhecia o Ernesto Varela, e era sobre ele que tratava o texto de Reinaldo Azevedo. Aquele Reinaldo que sinto enorme falta e já tive a oportunidade de falar a ele. Porém são momentos que não vivi. Lembro do Tas da TV Cultura e depois do programa no canal 21. Após ler o texto sobre Tas, em 2007, e em 2008 com o início do CQC, vem ganhando projeção nacional e chove uma tonelada de críticas. A minha é ele ser santista...

Acho importante ter uma figura como Tas atuando na mídia nacional. Acho estranho que a crítica ainda não aconteceu em setores da sociedade esclarecida. Tenho lido e lembrado de vários textos dos finais dos anos 1980 e começo dos anos 1990, principalmente dos recentes lançamentos das antologias de Casseta Popular e Planeta Diário, onde já existia um humor de uma liberdade incrível. Parece-me que a inteligência anda sendo postergada por algum objetivo. Maus tempos estes em que a liberdade é represada por cegueira ideológica e “patrulhamento”... Onde até bom humor pode ter “algo por trás”. Mas a figura de um Marcelo Tas trás de volta a esperança de ter novas personagens na crítica cultural nacional. E o CQC só é uma ponta disso. Ao mesmo passo que Jô Soares não consegue mais cativar seu público, por não mais saber renovar seu programa, Tas fala para um público de várias faixas etárias. Assim começo a ver que aquele pensamento dos anos 1960 começa a desaparecer como pauta permanente e se inicia um novo momento. Sempre que um novo pensamento começa a ganhar corpo na sociedade ocorre certa “crise” e há muito chiado. Basta pensar naqueles anos 1980, que o pensamento dos anos 1960 chamava de “era perdida”...

abril 24, 2009

Paralamas, Titãs e Engenheiros...

Não poderia colocar outras bandas para falar do que hoje ainda gosto daquele rock nacional dos anos 1980. Poderia abrir uma exceção ao Ultraje a Rigor, mas somente pelo bom humor de suas letras a atualidade. Até mesmo Titãs poderia retirar desse tópico sendo bastante crítico. E já escrevi aqui sobre meus dias de Titãs e deles não acrescentaria mais nada, talvez a minha fase atual de gostar cada vez mais de Nando Reis. Mas eles são ao lado dos Paralamas do Sucesso e RPM foi o meu começo na música. Mas neste texto meu objetivo será o detalhar o que até hoje me faz separar Paralamas e Engenheiros de um universo que poderia acrescentar outras tantas bandas e, mais, quero fugir um pouco da idéia de recordação daqueles anos, o que pretendo retomar noutro texto, e ver o que ainda hoje me faz pensar sobre essas duas bandas em especial.

Neste outro tópico posso voltar a falar desse começo e de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Irá!, RPM, Kid Abelha, Blitz, Lulu Santos e Camisa de Vênus, bandas que escutava naqueles anos e de bandas como Skank e Cidade Negra que acrescentei a partir dos anos 1990. Mas o que hoje quero falar é justamente do que ainda me influencia nos Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii.

Nunca escondi aqui, muito pelo contrário, o quanto ainda gosto das composições – principalmente das letras – de Humberto Gessinger. Diria que é uma das bandas que mais conheço e tenho identificação com certas leituras de Gessinger, como Albert Camus e Jean-Paul Sartre. Diria ser uma das bandas que ainda escuto o material novo com entusiasmo. E Paralamas a banda cuja sonoridade até hoje me encanta. Com simplicidade, acho que as melodias dos Paralamas geniais. Quanto às letras, não sou um fã convicto, mas algumas tenho grande identificação. Mas a questão maior são as boas formações melódicas com as letras e os arranjos. Muitas vezes simples, mas de um bom gosto incrível. O que tiro então dessas três bandas até hoje é a rebeldia e inovação dos discos dos Titãs, a melodia dos Paralamas e as letras de Gessinger.

Outro dia alguém me perguntou se eu gostava das letras de Renato Russo na Legião Urbana, tentando fazer um paralelo pelo meu gosto por Engenheiros. Muitas delas são interessantes, mas, como algumas dos Paralamas, música de protesto não me interessa. Se uma música de protesto é conceitual, como Desordem e Polícia dos Titãs, ou que tenha uma questão “metafísica” (fui longe demais com esse termo) como Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas, ou Balada do Louco, dos Mutantes, há uma completa diferença. E também melódica. Mas músicas como Faroeste Caboclo, não nada tem além de uma boa letra. E isso só não me basta. Assim como num livro, a música tem que conceber uma imagem.

Certa vez comecei um texto dizendo que: O fascismo é fascinante, pois deixa gente ignorante fascinada, ao mesmo tempo em que Fidel e Pinochet tiram sarro de você, que não faz nada além de ficar aí parado olhando. E mesmo prestando atenção no que eles dizem, eles não dizem nada além de coisas abstratas, das quais você começa a achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada... Mostrando o quanto uma música do primeiro disco dos Engenheiros do Hawaii continha um texto que pode ter um desdobramento incrível. Via isso também na música da Legião, mas não com a mesma profundidade, e talvez por não me convencer pela música. Sem contar que certos versos, assim como alguns de Cazuza, nunca me empolgaram. Talvez esteja na temática, não sei. Já músicas dos Paralamas conseguem passar sentimentos mesmo numa letra simples como a de Romance Ideal, além de uma melodia incrível. São estes detalhes que até hoje me fazem “prestar atenção no que eles (continuam) a dizer”. Mais ainda, acho que os Paralamas continuaram a experimentar e Humberto a escrever, mesmo depois de suas fases de maior fama. E Titãs não fica fora disso justamente por terem feito incrível projeto junto aos Paralamas, onde claramente dá para perceber que com conceitos semelhantes pode-se produzir música diferente.

Eis o porquê nunca gostei de dar a este rock em português uma característica única, como se fosse uma expressão massificada. Na simplicidade dessas três bandas estão contidos pormenores que as diferenciam em muito, mais importantes aos que aparecem nas bandas atuais, que são pura “atitude” e quase nenhum conceito. E isso em tempos onde há uma mídia e um sistema de divulgação muito maior. São escolhas que estas bandas fizeram e que conseguiram superar com suas opções coisa que outros só gritaram sem conseguir ser ouvidos. Como em Além dos Outdoors, (...) você sabe o que eu quero dizer / não ta escrito nos outdoors / por mais que a gente grite / o silêncio é sempre maior (...).

E sobre O Aprendiz...

Nem sei ao certo o porquê do meu interesse nesta edição, talvez por olhar para trás, quando fui estudante, e ver como é incrível que realmente o melhor conselho que alguém pode dar a um jovem é o de Nelson Rodrigues: Envelheçam! E mais por ver a relação entre as pessoas e o que Justus fala a respeito. Puro entretenimento.

Mas o que eu fiquei curioso é por saber o que o próprio Justus fala de seu programa. Não assisti às duas primeiras temporadas, em 2004 e 2005. Estas duas estão descritas na sua autobiografia, da qual nunca li. Mas agora minha curiosidade aumentou. Fico bastante curioso por saber a forma como pensa e principalmente os momentos que o levaram a ser o escolhido para ser “o chefe” de O Aprendiz. E eu que achei que não ia passar do terceiro... E pelo lançamento dessa autobiografia, Construindo uma Vida, no ano de 2006, achei que realmente era o final. Quem sabe um dia sairá um livro sobre o balanço geral deste programa.

A Demissão

Na edição desta quinta-feira, 23, do programa O Aprendiz, Roberto Justus nem sequer fez a segunda parte da reunião, demitindo o candidato João. Tendo deixado falar o que pensava – e como nada pensava – demitindo-o na seqüência de seus poucos argumentos mal estruturados.

A principal motivação foi sua contestação de que havia uma proteção ao outro grupo. Sendo um daqueles candidatos que simplesmente não apareceram nas tarefas anteriores, ao liderar simplesmente não mostrou nada além de desconfiança tola. Não que eu ache que Justus não tenha suas preferências - esta é uma parte do programa: ganhar a simpatia do selecionador – mas, a forma como ele propôs faz ver que não entendeu o espírito do programa. Para Justus disparar a frase “seu inimigo esta ao seu lado”, faz sentir falta de Pedro, que soube ter a humildade de entender onde errou, e do alegre e risonho primeiro demitido desta temporada. Faz ver que João era mesmo um “moita”, conforme definiram no programa – pessoa que fica atrás das ações de outros. Mesmo na saída ainda tentava contestar o programa. Como se não fosse o cliente um dos maiores definidores do resultado desta tarefa...

Foi uma tarefa que não achei interessante, mesmo notando que ocorreram erros dos dois lados, o grupo perdedor foi mesmo pior em mais quesitos. E o produto, o Palm Centro, não foi tratado da melhor forma e eis a decisão do cliente. Para os ganhadores, nada melhor que ir passar uns dias em Miami Beach, naquele maravilhoso hotel. Sorte da participante Karina, que fora mudada de grupo, já sendo vitoriosa em 4 tarefas consecutivas. Ou seja, foi para Aruba, Roma, Rio Grande do Sul e agora para Miami, além de ter vencido na tarefa em que foi líder. Esta pode ser a contratada.

PS.: Notaram que já estou sabendo o nome dos participantes? À medida que o programa vai caminhando vou tomando conhecimento dos nomes e também porque menos nomes a cada programa...

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...