Não sei por que resolvi entrar no Facebook, que é mais um site de relacionamento, semelhante ao Orkut, entre outros tantos que existem por aí. Mas hoje descobri um “desenvolvedor de listas”; e me diverti muito por pouco mais de uma hora. Não foi tempo perdido, pois fazer uma lista é complexo, ainda mais com somente 5 posições. Os temas que não foram, assim, muito interessantes.
Caminhar é preciso. Três perguntas se tornam importantes: Quem é você? De onde você veio? Para onde você vai? Por todas elas existe um caminho. Nem sempre chegar é o mais importante.
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abril 29, 2009
5 listinhas...
abril 21, 2008
Jean Nouvel, Pritzker 2008
E neste ano de 2008 o ganhador do maior prêmio da arquitetura mundial, o prêmio Pritzker, foi o arquiteto francês Jean Nouvel, de 62 anos de idade. Já falei outras vezes do Prizker aqui e fico muito feliz com a indicação de Jean Nouvel, um dos arquitetos que mais admiro. Suas obras e muito do pouco que li sobre seus escritos me influenciam bastante.
Quando conheci a obra de Jean Nouvel, estava numa época a recordar os antigos (nem tão antigos assim) arquitetos modernistas e estava um tanto quanto achando que nada novo estava sendo feito. Ficava um pouco indignado e ao folhear um livro chamado “Contemporany Europen Architects” vi imagens da obra de Jean Nouvel e busquei saber mais sobre ele. Não por acaso ao entrar na livraria Siciliano do Shopping Ibirapuera, em 1997, dou de cara com um livro sobre a obra de Jean Nouvel, a um preço muito acessível. Coisas daqueles anos de dolarização do Real. Naquele mesmo ano, Nouvel veio a São Paulo, e uma exposição sobre sua obra foi feita nos salões da FAAP. Já falei sobre esta exposição aqui.
Numa outra oportunidade, Nouvel fez estudos para uma franquia do Museu Guggenheim no Rio de Janeiro, projeto do qual não sou entusiasta. Um pouco mais sobre Nouvel aqui nesta reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”, já que em alguns sites de arquitetura a notícia simplesmente nem foi de grande importância. A revista “Arquitetura & Construção”, uma revista que tende a ter conteúdo mais especifico para um publico leigo, fez questão de noticiar a indicação de Nouvel, em uma página com fotos de alguns de seus projetos, entre eles o Instituto do Mundo Árabe, de 1987, em Paris. A depender de mim, a arquitetura entraria e muito no debate cultural. Mas como posso ver em muitos lugares que simplesmente a cultura esbarra no não entendimento da arquitetura como obra de arte. Segundo Ortega y Gasset, “a arquitetura é uma arte étnica e não se presta a caprichos. Sua capacidade expressiva não é muito completa; só expressa, pois, os amplos e simples estados de espírito, os quais não são de caráter individual, mas de um povo ou de uma época. Além do mais, como obra material supera todas as individuais: o tempo e o custo que supõe fazem dela forçosamente uma manufatura coletiva, um trabalho comum, social.“ Ao manter a arquitetura fora das discussões culturais, é mais um pedaço de cultura a ser desprezado e mal entendido, o que gera as distorções de sempre, já velhas conhecidas. Dessas distorções podem se entender certos “espantos” que costumam permear o debate cultural. Fazer o que, quando cultura é entendida como commodites...
Quando conheci a obra de Jean Nouvel, estava numa época a recordar os antigos (nem tão antigos assim) arquitetos modernistas e estava um tanto quanto achando que nada novo estava sendo feito. Ficava um pouco indignado e ao folhear um livro chamado “Contemporany Europen Architects” vi imagens da obra de Jean Nouvel e busquei saber mais sobre ele. Não por acaso ao entrar na livraria Siciliano do Shopping Ibirapuera, em 1997, dou de cara com um livro sobre a obra de Jean Nouvel, a um preço muito acessível. Coisas daqueles anos de dolarização do Real. Naquele mesmo ano, Nouvel veio a São Paulo, e uma exposição sobre sua obra foi feita nos salões da FAAP. Já falei sobre esta exposição aqui.Numa outra oportunidade, Nouvel fez estudos para uma franquia do Museu Guggenheim no Rio de Janeiro, projeto do qual não sou entusiasta. Um pouco mais sobre Nouvel aqui nesta reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”, já que em alguns sites de arquitetura a notícia simplesmente nem foi de grande importância. A revista “Arquitetura & Construção”, uma revista que tende a ter conteúdo mais especifico para um publico leigo, fez questão de noticiar a indicação de Nouvel, em uma página com fotos de alguns de seus projetos, entre eles o Instituto do Mundo Árabe, de 1987, em Paris. A depender de mim, a arquitetura entraria e muito no debate cultural. Mas como posso ver em muitos lugares que simplesmente a cultura esbarra no não entendimento da arquitetura como obra de arte. Segundo Ortega y Gasset, “a arquitetura é uma arte étnica e não se presta a caprichos. Sua capacidade expressiva não é muito completa; só expressa, pois, os amplos e simples estados de espírito, os quais não são de caráter individual, mas de um povo ou de uma época. Além do mais, como obra material supera todas as individuais: o tempo e o custo que supõe fazem dela forçosamente uma manufatura coletiva, um trabalho comum, social.“ Ao manter a arquitetura fora das discussões culturais, é mais um pedaço de cultura a ser desprezado e mal entendido, o que gera as distorções de sempre, já velhas conhecidas. Dessas distorções podem se entender certos “espantos” que costumam permear o debate cultural. Fazer o que, quando cultura é entendida como commodites...
abril 13, 2007
Jean Nouvel - Inédito
Muito bom sempre lembrar do passado. Tentar ver as boas coisas até no que nem era tão bom. Mas realmente interessante é ver um novo projeto de Jean Nouvel. Estava lendo agora mesmo e me deparei com a notícia: Jean Nouvel vai desenhar a nova sede da Filarmônica de Paris (La Philharmonie de Paris sera signée Jean Nouvel). Nouvel ganhou o concurso e afirma que seu edifício será uma colina de alumínio, recoberta por placas sobrepostas. O projeto será dentro do Parc de La Villette, em Paris, e terá capacidade para 2400 expectadores e o programa ainda terá uma área de estudos e de exposições.

abril 12, 2007
Jean Nouvel em 1997
A exposição multimídia concebida por Jean Nouvel, ocorreu de 23 de setembro a 5 de outubro de 1997. Foi uma profusão de imagens em movimento, projetadas nas paredes, teto e chão na FAAP em São Paulo. Certamente melhor visualizada no período noturno, pois a luz solar atrapalhava a projeção dos slides. Estes também não foram bem visualizados no chão de madeira. A quantidade de informação era uma das maiores que havia visto até aquele momento. Eram mais de cinco mil slides com imagens de seus projetos, monitores de TV exibiram vídeos sobre suas obras nos últimos 25 anos, entre elas o Instituto do Mundo Árabe."- É uma mostra bastante particular, baseada na projeção de imagens que iluminam umas às outras. Algumas são bem pequenas, medindo oito por cinco centímetros. Outras têm quatro por três metros”- explica Nouvel à época. E sobre a arquitetura brasileira, Nouvel diz conhecer pouca coisa como o trabalho de Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi.
Isso já passa de 10 anos, e ainda lembro muito bem do impacto de ter visto pela primeira vez suas obras. Havia um debate de compor o uso da propaganda junto à arquitetura, tirar partido disso e de outras questões abordados por Nouvel. Ele volta anos depois com a proposta do museu Guggenhein no Rio de Janeiro. Nesse meio tempo também conheci outros arquitetos franceses, como Christian de Portzamparc e Dominique Perrault.
Nouvel continua sendo muito criativo, mas suas últimas obras não me agradam muito, como a torre Agbar em Barcelona e o próprio projeto do museu para o Píer Mauá. Enquanto sua obra ganha depois de mais de 20 anos uma crítica mais severa. O Instituto do Mundo Árabe até hoje tem alguns problemas com os diafragmas da fachada. A idéia continua sendo maravilhosa, mas infelizmente a tecnologia não conseguiu ali dar a solução final. Semelhante às críticas feitas ao Centro Georges Pompidou, projeto de 1970 dos arquitetos Richard Rogers e Renzo Piano. Soube que em sua última visita ao Brasil, conversou com Niemeyer e visitou as obra do SESC Pompéia e MASP.
Para Nouvel, a arquitetura deve resolver problemas sociais. Acredita que se deva humanizar o espaço público. Realmente ao analisar sua obra, além do processo de desmaterialização, algo bastante complexo para expor em poucas palavras, suas obras não permite também a escala monumental à toa. Um ótimo exemplo é seu projeto para o Euralille, onde num plano piloto feito por OMA – Office for Metropolitan Architecture - e Rem Koolhaas para a cidade de Lille, França, projeta um importante complexo, formado de um centro comercial, um bloco de moradias e um hotel com a pontuação de cinco torres. Lille se encontra na confluência da linha Paris-Londres do trem de alta velocidade (T.G.V.), com as futuras linhas Paris-Bruxelas , Amsterdã e Colonia. Há também outros projetos nesse plano, de Portzamparc, Claude Vasconi e Koolhaas.
Uma vez Nouvel afirmou, se referindo à transparência de suas obras, que se menos é mais, sou quase nada. Em texto na revista AU, o arquiteto Mário Biselli se refere a esta busca de tentar diminuir a quantidade de matéria das edificações como uma tendência, um dos caminhos da arquitetura contemporânea. Nouvel continua, para mim, um dos maiores arquitetos contemporâneos, trabalhando sempre pela busca do inédito e inesperado. Que venham os próximos inéditos!
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