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abril 29, 2009

5 listinhas...

Não sei por que resolvi entrar no Facebook, que é mais um site de relacionamento, semelhante ao Orkut, entre outros tantos que existem por aí. Mas hoje descobri um “desenvolvedor de listas”; e me diverti muito por pouco mais de uma hora. Não foi tempo perdido, pois fazer uma lista é complexo, ainda mais com somente 5 posições. Os temas que não foram, assim, muito interessantes.

A primeira lista me referi a 5 cantores que mais gosto. Eu entendi por cantores e não cantoras, e quem sabe faça uma listinha sobre as cantoras. Mas coloquei 5 nomes que não tenho tanta certeza que fariam parte mesmo dos 5 melhores. Mais: todos estão vivos e em atividade. Resolvi optar por estes critérios, levando em conta que pelo menos nos últimos 5 anos escutei coisas novas desses cantores. São eles:

- Rob Halford; escutei dele a sua volta ao Judas Priest, com Nostradamus. Em forma e cantando muito bem.

- Jeff Scott Soto; escutei um single dele por estes dias e não é mesma coisa da época em que cantou com Yngwie Malmsteen, mas continuo a achar ele um dos melhores que já pude ver ao vivo.

- Sammy Hagar; tenho o álbum ao vivo Hallelujah (2003). Não está mais em forma, uma pena. Mas por ter gravado músicas incríveis e um álbum como Balance (1995), tenho que dizer que é um dos meus preferidos. Há pouco falei de um disco dele no Van Halen (aqui).

- David Coverdade; assim como Hagar, não está mais em forma. Seu último álbum Good To Be Bad (2008) não me chamou a atenção. Mas gravou músicas e disco maravilhosos durante a vida toda. Não poderia faltar. Poderia ter colocado Gleen Hughes em seu lugar, mas acho Coverdale melhor compositor, me agrada mais.

- Eric Adams; Manowar é uma das bandas que mais tocam alto no mundo. Uma voz como a de Eric Adams e a energia vocal, depois de mais de vinte anos de carreira, não há como não aparecer numa lista de vocalistas que gostam de Heavy Metal... Claro, é quase um sacrilégio colocá-lo e não por antes dele Dio. Mas tenho meus motivos e o principal é a banda do Dio.

Outros como Robert Plant, eu nunca colocaria. Não gosto dele e não gosto de Led Zeppelin. Então, nunca estaria na minha listinha de preferidos... Outros que poderiam constar, como Freddy Mercury, mas, pelo critério de não estar mais entre os vivos...

Bem, passamos para a próxima lista. Os 5 melhores álbuns de todos os tempos. Foi uma dificuldade. Como poderia colocar um álbum, por exemplo, de Eric Clapton, se de seus álbuns nunca gostei do “todo” e sim de partes? Então, músicas e músicos que mais escuto, não vão constar dessas duas listas... Vamos aos meus escolhidos:

- Rising Force – Yngwie Malmsteen (1984). Um álbum que foi tão marcante que nem sei que palavras usar para listar. Uma vez escrevi algo sobre ele (aqui).

- Burn – Deep Purple (1974). Outro álbum que teria horas a falar... Mas o que falo principalmente é que é o primeiro álbum com David Coverdale no Deep Purple. São músicas que não se escuta mais, o Deep Purple não toca mais, o Whitesnake também não e mais recentemente nem o Blackmore toca...

- Fly By Night – Rush (1975). Um álbum que ao escutar pela primeira vez já tive uma “paixão” inexplicável. As músicas parecem a cada faixa trazer múltiplos sentimentos. Não tenho palavras para descrever, ou melhor, teria que escrever páginas...

- Stranger in This Town – Richie Sambora (1991). Este álbum está aqui por ser uma dos álbuns mais bem feitos e bem cantados da história e ao mesmo tempo uma das piores vendas. Tem a participação de Eric Clapton e é de um ex-integrante de um dos grupos mais famosos da década de 1980 - Bon Jovi. Uma jóia rara... Estaria na lista dos discos que você não ouviu (se esta lista tivesse sido feita em 1991...). Ao fazer Undiscovered Soul (1998) não obteve o mesmo resultado.

- Stranger in Us All – Ritchie Blacmore´s Rainbow (1995). O ultimo álbum do Rainbow. Conseguiu trazer toda a experiência dos anos 1970 e 1980 ao mesmo tempo, num disco de qualidade incrível em todas as faixas. Também poderia perder páginas para falar deste álbum, mas, aí teria de falar de outros clássicos do Rainbow, como Ritchie Blackmore´s Rainbow (1975), Rising (1976) e Long Live Rock ´n Roll (1978)...

Quantos outros ainda poderiam colocar? É uma das mais difíceis listas que já fiz. Nesta fui extremamente restritivo... Faltaram tantos...

A terceira listinha tratava de um tema que absolutamente não sou nenhum conhecedor. Mas tenho, nos últimos 5 anos, apurado o gosto para tentar fazer a lista das 5 cervejas preferidas. Comecei com as cervejas que venho apreciando cada vez mais, de trigo, as weissbier. Nisso a lista começa com a Paulaner Helles e a Erdinger. Depois a cerveja belga Stella Artoirs, que anda sendo comum nos bares brasileiros. Depois pus a minha pilsen predileta nos Estados Unidos, a popular Budweiser. Logo acompanhada da minha segunda predileta, a Coors Light. Poderia ainda colocar outras, como a Bush, a Calsberg ou mesmo a Original. Mas estas são mais marcantes, para mim... Lembram-me fases da minha vida...

A quarta listinha é uma que já falei a respeito aqui e aqui, a dos arquitetos preferidos. A única coisa que poderia colocar é o quanto venho me interessando pela obra de Renzo Piano, no últimos tempos, a ponto de colocá-lo já entre os meus dez prediletos, o que não acontecia a cerca de dois anos, por exemplo. A lista ficou com Jean Nouvel, Renzo Piano, Paulo Mendes da Rocha, Antoine Predock e Álvaro Siza. Esta foi mais fácil devido a ter pensado nela já. Mas lembro bem de como foi difícil chegar a um resultado á época.

A última lista é sobre as atrizes prediletas, que daria para escrever horas, já que é um tema que falo pouco e gosto muito. Coloquei com dificuldade algumas, que não sei se trocaria agora:

- Sandra Bullock; não lembro de ter falado dela nenhuma vez. Mas é uma atriz cujo trabalho sempre gostei. Teve até uma época que alugara todos seus filmes. Talvez seja uma das poucas atrizes que assisti tantos filmes. Gosto muito de muita coisa até meio bobinha, mas é a vida. Ela tinha que estar entre as minhas prediletas...

- Katherine Heigl; esta é uma atriz que nos últimos anos venho prestando atenção. Assisti alguns bons filmes com ela, e da mesma forma que Bullock, vem trazendo a cada personagem algo novo. Não assisto Grey´s Anatomy, para fazer mais uma avaliação de seu trabalho, mas esta na minha listinha...

- Catherine Zeta Jones; outra que assisti uma boa quantidade de filmes. Nada também de filmes de autor. Para ser exato talvez não goste de filmes de autor... Mas acho ela uma atriz interessante que ainda está a fazer um filme grandioso.

- Kristen Bell, a Veronica Mars. Não vi seu papel na série Heroes, mas acredito que ela é uma das atrizes que poderiam estar numa melhor posição. Bem, acho que tende a ser a atriz com menos de trinta anos de idade entre as minhas escolhidas. Talvez também esteja na minha lista por precipitação. Como disse, eu sabia que era a lista mais falha das que fiz hoje.

- Salma Hayek; talvez a maior atriz das que separei dentre estas cinco. Seu papel em Frida até hoje m emociona. Ao lado de Penélope Cruz, outra que poderia estar nesta lista, é a atriz mexicana que mais gosto no momento.

Bem, como disse a lista é bem falha. Falta a Julia Roberts e a Nicole Kindman, por exemplo. Além de outras que poderia por como Meg Ryan, a já citada Penélope Cruz e a francesa Audrey Tautou. Esta lisinha ainda terá uma versão melhorada...

abril 21, 2008

Jean Nouvel, Pritzker 2008

E neste ano de 2008 o ganhador do maior prêmio da arquitetura mundial, o prêmio Pritzker, foi o arquiteto francês Jean Nouvel, de 62 anos de idade. Já falei outras vezes do Prizker aqui e fico muito feliz com a indicação de Jean Nouvel, um dos arquitetos que mais admiro. Suas obras e muito do pouco que li sobre seus escritos me influenciam bastante.

Quando conheci a obra de Jean Nouvel, estava numa época a recordar os antigos (nem tão antigos assim) arquitetos modernistas e estava um tanto quanto achando que nada novo estava sendo feito. Ficava um pouco indignado e ao folhear um livro chamado “Contemporany Europen Architects” vi imagens da obra de Jean Nouvel e busquei saber mais sobre ele. Não por acaso ao entrar na livraria Siciliano do Shopping Ibirapuera, em 1997, dou de cara com um livro sobre a obra de Jean Nouvel, a um preço muito acessível. Coisas daqueles anos de dolarização do Real. Naquele mesmo ano, Nouvel veio a São Paulo, e uma exposição sobre sua obra foi feita nos salões da FAAP. Já falei sobre esta exposição aqui.

Numa outra oportunidade, Nouvel fez estudos para uma franquia do Museu Guggenheim no Rio de Janeiro, projeto do qual não sou entusiasta. Um pouco mais sobre Nouvel aqui nesta reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”, já que em alguns sites de arquitetura a notícia simplesmente nem foi de grande importância. A revista “Arquitetura & Construção”, uma revista que tende a ter conteúdo mais especifico para um publico leigo, fez questão de noticiar a indicação de Nouvel, em uma página com fotos de alguns de seus projetos, entre eles o Instituto do Mundo Árabe, de 1987, em Paris.
A depender de mim, a arquitetura entraria e muito no debate cultural. Mas como posso ver em muitos lugares que simplesmente a cultura esbarra no não entendimento da arquitetura como obra de arte. Segundo Ortega y Gasset, “a arquitetura é uma arte étnica e não se presta a caprichos. Sua capacidade expressiva não é muito completa; só expressa, pois, os amplos e simples estados de espírito, os quais não são de caráter individual, mas de um povo ou de uma época. Além do mais, como obra material supera todas as individuais: o tempo e o custo que supõe fazem dela forçosamente uma manufatura coletiva, um trabalho comum, social.“ Ao manter a arquitetura fora das discussões culturais, é mais um pedaço de cultura a ser desprezado e mal entendido, o que gera as distorções de sempre, já velhas conhecidas. Dessas distorções podem se entender certos “espantos” que costumam permear o debate cultural. Fazer o que, quando cultura é entendida como commodites...

abril 13, 2007

Jean Nouvel - Inédito

Muito bom sempre lembrar do passado. Tentar ver as boas coisas até no que nem era tão bom. Mas realmente interessante é ver um novo projeto de Jean Nouvel. Estava lendo agora mesmo e me deparei com a notícia: Jean Nouvel vai desenhar a nova sede da Filarmônica de Paris (La Philharmonie de Paris sera signée Jean Nouvel). Nouvel ganhou o concurso e afirma que seu edifício será uma colina de alumínio, recoberta por placas sobrepostas. O projeto será dentro do Parc de La Villette, em Paris, e terá capacidade para 2400 expectadores e o programa ainda terá uma área de estudos e de exposições.


abril 12, 2007

Jean Nouvel em 1997

A exposição multimídia concebida por Jean Nouvel, ocorreu de 23 de setembro a 5 de outubro de 1997. Foi uma profusão de imagens em movimento, projetadas nas paredes, teto e chão na FAAP em São Paulo. Certamente melhor visualizada no período noturno, pois a luz solar atrapalhava a projeção dos slides. Estes também não foram bem visualizados no chão de madeira. A quantidade de informação era uma das maiores que havia visto até aquele momento. Eram mais de cinco mil slides com imagens de seus projetos, monitores de TV exibiram vídeos sobre suas obras nos últimos 25 anos, entre elas o Instituto do Mundo Árabe.

"- É uma mostra bastante particular, baseada na projeção de imagens que iluminam umas às outras. Algumas são bem pequenas, medindo oito por cinco centímetros. Outras têm quatro por três metros”- explica Nouvel à época. E sobre a arquitetura brasileira, Nouvel diz conhecer pouca coisa como o trabalho de Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi.

Isso já passa de 10 anos, e ainda lembro muito bem do impacto de ter visto pela primeira vez suas obras. Havia um debate de compor o uso da propaganda junto à arquitetura, tirar partido disso e de outras questões abordados por Nouvel. Ele volta anos depois com a proposta do museu Guggenhein no Rio de Janeiro. Nesse meio tempo também conheci outros arquitetos franceses, como Christian de Portzamparc e Dominique Perrault.



Nouvel continua sendo muito criativo, mas suas últimas obras não me agradam muito, como a torre Agbar em Barcelona e o próprio projeto do museu para o Píer Mauá. Enquanto sua obra ganha depois de mais de 20 anos uma crítica mais severa. O Instituto do Mundo Árabe até hoje tem alguns problemas com os diafragmas da fachada. A idéia continua sendo maravilhosa, mas infelizmente a tecnologia não conseguiu ali dar a solução final. Semelhante às críticas feitas ao Centro Georges Pompidou, projeto de 1970 dos arquitetos Richard Rogers e Renzo Piano. Soube que em sua última visita ao Brasil, conversou com Niemeyer e visitou as obra do SESC Pompéia e MASP.



Para Nouvel, a arquitetura deve resolver problemas sociais. Acredita que se deva humanizar o espaço público. Realmente ao analisar sua obra, além do processo de desmaterialização, algo bastante complexo para expor em poucas palavras, suas obras não permite também a escala monumental à toa. Um ótimo exemplo é seu projeto para o Euralille, onde num plano piloto feito por OMA – Office for Metropolitan Architecture - e Rem Koolhaas para a cidade de Lille, França, projeta um importante complexo, formado de um centro comercial, um bloco de moradias e um hotel com a pontuação de cinco torres. Lille se encontra na confluência da linha Paris-Londres do trem de alta velocidade (T.G.V.), com as futuras linhas Paris-Bruxelas , Amsterdã e Colonia. Há também outros projetos nesse plano, de Portzamparc, Claude Vasconi e Koolhaas.



Uma vez Nouvel afirmou, se referindo à transparência de suas obras, que se menos é mais, sou quase nada. Em texto na revista AU, o arquiteto Mário Biselli se refere a esta busca de tentar diminuir a quantidade de matéria das edificações como uma tendência, um dos caminhos da arquitetura contemporânea. Nouvel continua, para mim, um dos maiores arquitetos contemporâneos, trabalhando sempre pela busca do inédito e inesperado. Que venham os próximos inéditos!

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...