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outubro 22, 2009

E não deu Rubens mesmo...

Bem, era de se esperar que Rubens não ganhasse a corrida. Não por nada, depois de Ayrton Senna não houve mais nenhum campeão do mundo brasileiro. Além de Felipe Massa, nem em Interlagos algum piloto brasileiro ganho mais... Não seria o sem sorte do Rubens que ganharia.

Agora, que foi mal mesmo com ele foi José Simão: “(...) Agora piada pronta foi a manchete que o Simão viu no caderno de esportes da Folha na véspera da corrida: Novos freios empurram o Barrichello! Rarararará.
E aí teve a corrida. E o Rubinho não ganhou! Normal. Ele não pode ganhar porque ele é o nosso anti-herói, ele tem que fazer coisa engraçada. O Rubinho é o nosso piloto trapalhão. O pneu furou... mas o pneu não fura nem na rua mais. É piada de antigamente: atrasei no trabalho porque o pneu furou.
Até a mãe do Simão brincava: furou o pneu do bonde! De tão antigo que isso é!(...)” (aqui)

outubro 17, 2009

E amanhã vai dar Rubens?

Dois pilotos de segunda classe disputam um campeonato em que as três maiores estrelas da Fórmula 1 atual não ascenderam durante o ano inteiro. Uma delas, a única com verdadeira causa, foi Felipe Massa, cujo acidente quase o afastou em definitivo das pistas. Era e é o piloto que mais gosto de ver correndo. Sem ele o campeonato fica bem chato e sem muito interesse. Fernando Alonso, que ganhou dois campeonatos com Michael Schumacher nas pistas é a outra estrela que neste ano não brilhou. O espanhol merece todo o crédito que teve e tem. Lewis Hamilton, que não gosto do jeito que corre, é um piloto jovem que nunca vai ter mais do que já teve... Não creio que venha a ser tão melhor do que mostrou até aqui. Mas, contudo, é um campeão mundial. Rubens Barrichello, com toda sua experiência, não é campeão mundial e creio que não venha a ganhar amanhã em Interlagos. Não acho que ganhará nem a corrida... Se ganhar será uma boa festa, para ele... De resto o campeonato não teve lá muita emoção este ano, principalmente ao se comparar com o de 2008.

junho 07, 2009

O jogo entre Brasil e Uruguai e a corrida da F1

Brasil e Uruguai disputaram uma partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2010. Não acompanhei além do hino a partida. Estava na estrada, na velha conhecida BR-116 a caminho de São Paulo. Estrada que já foi muito pior, porém não havia 7 pedágios... Poderia escrever por horas sobre os pedágios. Acredito que eles estão em desacordo com o direito livre de circulação dentro do território nacional. Também questiono o tal IPVA, que, igual à jabuticaba, só existe no Brasil. Mas deixando de lado a total falta de critérios das obras governamentais e dos governos, retorno ao jogo. Primeiro imaginei que o jogo seria no domingo. Minha viagem já estava marcada e aí imaginei que junto ao meu domingo de descanso veria a corrida da F1 e o jogo. Claro, não assisti a nenhum dos programas. Assisti aos hinos no momento em que parava para reabastecer e tomar uma coca-cola. O programa do Luciano Huck estava terminando e iniciaram-se os hinos. Não cheguei a ver a bola rolando. Fiquei feliz em saber do resultado de 4 x 0 para o Brasil.

Havia acompanhado pelo jornal da noite anterior alguns comentários, entre eles do técnico do Uruguai afirmando que este era um dos jogos mais importantes do mundo (mais ou menos isso, por assim dizer). Certo. O Uruguai já foi uma potencia do futebol, ganhando duas copas do mundo, mas há tempos nem participa da competição. Não sei do que se referia, mas o Uruguai continua, na mesma quinta colocação nas eliminatórias sul-americanas. Quem sabe, disputando uma vaga na repescagem... Em 2014 poderia fazer a final da Copa no Maracanã... E vencer de novo!

Da corrida só posso falar que eu tinha razão: Rubens Barrichello é mesmo Rubens Barrichello. Falei do campeonato deste ano aqui e continuo a dizer: Rubinho é o mesmo piloto de sempre; nada mais, nada menos. Nunca vai ser um campeão mundial. Os outros campeões estão em situação pior, praticamente eu diria que esta é a pior temporada da F1 dos últimos quinze anos. Desde a morte de Ayrton Senna não via uma temporada tão ruim. Aquela e outras marcadas pela saudade e não pela falta de preparo técnico das equipes. Sempre fui um fã da McLaren e por causa de Senna. E ainda acho que cigarro é Marlboro pela propaganda no carro vermelho e branco... Hoje, por causa de tantas outras coisas, entre elas o tal do politicamente correto, nem propaganda de cigarro pode ser feita. Como se algum dia eu tivesse fumado um cigarro por conta de alguma propaganda. Lembro de criança da Lotus preta, com propaganda do Jonh Player Special. Senna ganhou o campeonato com ela... “Que tempo bom, que não volta nunca mais”, como diria Thaide.

abril 19, 2009

E a F1?

Esta temporada de 2009 da Fórmula 1 está um tanto quanto estranha. Para dizer a verdade, ver Rubens Barrichello ganhar é algo totalmente sem sentido... O que mais escuto é “ele é muito bom, mas não tinha espaço”. Não tinha espaço na Ferrari? E vai ter aonde? Só nessa fase estranha da F1 isso poderia acontecer... Pode ter certeza que após o acerto nos carros, na temporada européia, pode ver que Rubens não ganhará mais nada... E se eu estiver errado? Será porque está temporada as coisas mudaram mesmo na F1...
E isso tem um lado bom e um lado ruim. Ou melhor, teria que dizer que talvez o lado bom disso, que é a volta da competição de várias equipes, seja a derrota total de todas as equipes. Seria o fim da Ferrari, da McLaren etc. O que já vinha acontecendo...

abril 11, 2008

Não esquecer do Guga

Bem, naqueles tempos pós-morte de Ayrton Senna, apareceu o jogador de tênis Gustavo Kuerten, o Guga. O tênis era um esporte que praticamente nunca se comentou no Brasil antes de Guga. Ele parece ser um cara simples e teve vitórias incríveis naqueles anos. Diria que ele foi o maior divulgador do tênis no Brasil durante os anos 1990. E talvez um dos maiores destaques do esporte nacional. Hoje vejo que o tênis não se renovou, ou melhor, não foi adiante apresentando novos nomes.

Caso bastante semelhante ao do vôlei medalha de ouro em Barcelona (1992). Em 2004, com uma seleção renovada conseguiu outra vez o ouro em Atenas. Já existia o grande time de 1984, medalha de prata em Los Angeles, mas o vôlei nunca conseguiu ter um campeonato brasileiro ou times estruturados com torcida representativa.

Falando em medalha de prata em 1984, a seleção brasileira de futebol naquela olimpíada teve sua melhor colocação. Era um time cuja base era oriunda do Internacional de Porto Alegre. Depois disso somente Zagallo conseguiu em Atlanta (1996) o bronze. E 2004 nem foram classificados...

Nos esportes, os anos 1990 foram muito mais interessantes que os 1980 e até mesmo os 1970. Parecia que o Brasil descobriu uma nova “indústria”. A tal geração coca-cola cedia lugar para uma geração “saúde”. Como já tentei apresentar aqui, muita gente fingia que fazia esportes, que era saudável. Até hoje muito disso ainda acontece, mas o tempo se encarregou de separar quem realmente foi sério a respeito do esporte e os que o utilizavam como propaganda “politicamente correta”. Os anos 1990 poderiam também ser avaliados como os anos da preparação da “revolução gramsciana”, onde o “politicamente correto” o “ilícito libertador” andavam lado a lado, como numa grande passeata pela paz. Só esqueciam de pedir paz na “Praça da Paz Celestial” (1989)...

E o futebol... Nada, Fórmula 1!

Não sou lá um fã enorme de futebol. Acho que muito tem a ver com jogar mal. Mas eu acho que jogo mal por não ter o “gostar” (uma moda agora é adjetivar verbos; dá ar de “intelectual”... Aja miolo mole para tanto). Eu acho que o desinteresse vem desde criança. Nunca fui muito interessado. Mas com uns 8, 9 anos de idade comecei a acompanhar alguns campeonatos e, claro, torcendo sempre pelo Corinthians (isso desde antes até... O Sócrates que o diga). Nas copas do mundo não havia muita empolgação enquanto era criança. Na de 1982, que tinha uma das melhores seleções, eu era criança demais para entender todo o campeonato. Até chegar aos meus dezoito anos nada tinha me impressionado no futebol da tão falada (na época) seleção tricampeã do mundo. Foi ver o último jogo da copa de 1994, no qual Viola jogou e finalmente o Brasil jogava naquela copa com três atacantes. Viola era do Corinthians. Tinha feito um gol na final do Brasileiro de 1990 sobre o Guarani. Viola era “o cara”, naquele tempo. Romário? Bebeto? Nem aí... O lance era cantar:

Chora porco imundo
Quem tem Viola
Não precisa de Edmundo!


E continuo a cantar para os porcos imundos. O Palmeiras um dia já foi parte do Corinthians. História que nenhum dos dois times gosta de falar. Do São Paulo não se pode falar muito, pois é hoje a única equipe brasileira com uma infra-estrutura de treinamento e de formação de base, além de ter uma boa campanha nos últimos anos. Isso é fato. É meu palpite para o campeonato paulista deste ano. Mas a emoção de ser corintiano é sempre maior. Nunca um time que sempre teve coração aberto, apoiando outros times, caso do “Azulão” São Caetano alguns anos atrás, ficou tão sozinho. É um time popular, o que mostra muito bem a diversidade de sua torcida. O Internacional de Porto Alegre, assim como o Cruzeiro de Belo Horizonte, também já tiveram estruturas maiores e não sei por que não conseguiram seguir o modelo sãopaulino. Muito diferente do Palmeiras, o Inter ganhou o campeonato mundial quando teve a chance. Já o Cruzeiro conseguiu uma proeza em 1998: perder a copa sul-americana par o Palmeiras na final, assim como o campeonato brasileiro para o Corinthians. O Inter, “campeão do mundo”, quando foi jogar contra o 16º colocado no campeonato brasileiro de 2007 conseguiu perder, propositadamente só para prejudicar o Corinthians. Nunca vi um time se dignar a esse papel. O Santos este ano de 2008 ganhou, numa partida que ajudou o Corinthians. O São Paulo já tem até um histórico de ter ajudado algumas vezes o Corinthians. Certo que tanto no Brasileiro de 2005, quanto no rebaixamento do time em 2007, o Corinthians é claramente o maior culpado. Era só ter vencido um jogo a mais. Nada mais. Pura incompetência nos dois casos, um que foi ganho nos tribunais e outro que culminou no rebaixamento.

Mas o que venho dizer com essa enorme introdução, cheia de pequenas memórias, é que este ano estou muito mais interessado no campeonato de Fórmula 1. Ter um Felipe Massa para torcer é muito melhor que assistir o Corinthians sofrendo com times da segundona. Ainda mais com um campeonato aparentemente mais concorrido. Massa tem carisma. Correu o seu primeiro ano com o “alemão” Michael Schumacher, maior desafeto de Barrichello (eu acho, né?). Ganhou em Interlagos (algo importante para um piloto brasileiro, não para um funcionário do mês da Ferrari...). De certa forma, para quem viveu naqueles anos de assistir às corridas com Senna, Piquet e outros como Maurício Gugelmin e Roberto Pupo Moreno, após 1994, com a morte de Senna, ficou extremamente sem graça a F1. Quando Barrichello chegou a Ferrari se esperava ver um novo Senna. O problema de Rubens é estar sempre no lugar errado e na hora errada. Um momento que a morte de Senna e sua imagem ainda forte, aliado à uma Ferrari com Michael Schumacher, não é a combinação perfeita, entre momento e parceiro. Ele não era Alan Proust; e os outros competidores eram muito ruins. Mas ser segundo colocado era o mínimo que se esperava. Nem isso ele conseguiu. O pior que Rubens Barrichello foi campeão de tudo antes de chegar à F1. Era considerado o piloto de kart (com 14 anos) que a cada três corridas ganhava duas. Ninguém imaginava ser ele um fiasco na F1. Ok, ok, eu também me decepcionei com o colombiano Juan Pablo Montoya. Ele também era “o campeão” de tudo antes da F1... Gostava muito mais dele que de Rubens Barrichello. Pois é... Eu sou meio emotivo, não?
Só para não esquecer: Vai, Massa, vai ser campeão!

abril 06, 2008

Finalmente... F1

Nesta temporada de 2008, que ainda não consegui assistir a nenhuma corrida - nenhuma das três: Austrália, Malásia e o de hoje em Bahrain. Mas hoje fiquei bastante contente com a vitória de Felipe Massa. Vamos, Massa, vá ser campeão!

Nem tive tempo de falar mal de Rubens Barrichello, que saiu com a bomba de gasolina na outra corrida e, segundo Galvão Bueno, tinha feito uma corrida espetacular... Só quero ver como será o tal livro de Barrichello, que diz ele lançar depois de se aposentar. Vai ter o título: “Fui campeão em tudo - menos contra o alemão e ninguém lembra”... Ou “A alegria de ser o segundo”... Ou talvez “Rubens, quase lá - O mistério por trás do alemão”.

Agora falando bastante seriamente, acho que este campeonato é o primeiro a ser realmente mais selvagem, onde o piloto volta a ser “piloto”. Quem sabe essa emoção esteja na contramão da história, já que a F1 seria o máximo em tecnologia, mas para dar novo rumo à competição parece surtir efeito. Vamos ver... Acompanhando... E torcendo pelo Massa (mesmo ele não sendo da McLaren, minha escuderia predileta).

dezembro 30, 2007

Liga de Volei

Errei. A Rede Globo passou neste domingo um jogo da liga de vôlei feminino... E eu que ontem mesmo disse que não sabia nem que havia uma liga de vôlei nacional... Quer dizer, saber sabia, mas nunca achei que iriam passar na Rede Globo. E foi um belo jogo, onde destaco a atuação de Érika, no time de Brusque e de Paula Pequeno no time de Osasco. Minha dúvida é se este Osasco não era uma daqueles times com nomes estranhos que existiam antigamente – Bradesco, Leite Moça, etc.

Bem, eu errei em dizer que nem sequer havia uma liga, e até achei inacreditável a arena de Brusque estar lotada num domingo entre Natal e Reveillon para assistir Osasco x Brusque, pela classificação na Liga de sei lá o que. Nem preciso dizer que o campeonato é totalmente confuso, igual à série C do futebol. Mas espero que estes campeonatos se tornem atrações locai e de âmbito maior, assim como os campeonatos de futebol. Pois, uma coisa que me irrita muito é ver jogo de vôlei somente da seleção brasileira. Nunca posso torcer contra...

outubro 22, 2007

Kimi Raikkonen

Não deu nem Lewis Hamilton, nem Fernando Alonso... Nem Felipe Massa... Errei tudo. Só acertei que Lewis talvez não conseguisse ganhar, o que não quer dizer nada... Interlagos não é fácil... Kimi Raikkonen campeão da temporada 2007 de F1! Quem diria... Em outros campeonatos teve até melhor desempenho e não foi campeão. É. Tudo tem sua hora. Bom trabalho de time, o da Ferrari. Resolvi esperar até ver se a tal história da gasolina, dos carros da BMW e da Williams, para me certificar que Kimi era mesmo campeão. E este ano, o campeonato de construtores foi prejudicado pelas denúncias de espionagem. Mas a Ferrari não ficou tão atrás assim da McLaren, caso ela não tivesse perdido todos os pontos.
Mas lembrando uma gafe da transmissão da corrida de Interlagos, ano passado (2006), Galvão Bueno estava tão emocionado com a vitória de Massa que se esqueceu de dizer que Alonso era bicampeão e que a Renault era a campeã dos construtores. Acontece... Este ano estava menos emocionado. Existe algo no Galvão que detesto... Quando descobrir eu falo...

outubro 21, 2007

Interlagos – Felipe Massa e Fernando Alonso

E hoje termina a temporada de F1. Eu não estou torcendo por ninguém em específico, mas eu acho que é possível ter um tri-campeão na parada. Alonso foi campeão em duas temporadas seguidas pela Renault (2005 e 2006), correndo junto com Schumacher. Lewis Hamilton está estreando agora em 2007, e tem a chance matemática de ser campeão até maior que a de Alonso, principalmente pela sua posição de saída na largada de hoje, em Interlagos. Mas, como nunca se sabe o resultado, acho que Alonso passará na frente. Vamos ter uma corrida competitiva. Fazia algum tempo que o campeonato de F1 não era assim tão equilibrado e competitivo ao mesmo tempo.

Interessante é que é a segunda temporada de Felipe Massa na Ferrari e o rapazinho já ganhou em Interlagos ano passado e este ano saí na pole position. É só emoção! Se tudo der certo vamos ter mais uma vez um brasileiro fazendo show em Interlagos hoje. Mas vamos aos fatos: ele teve um belo campeonato, tanto em 2006 quanto este ano. Enquanto que seu anterior, Rubens Barrichello, nunca conseguiu fazer um campeonato competitivo. Nunca entendi essa lógica, porém, num bate papo com Galvão Bueno, no Esporte Espetacular, hoje, domingo 21 de outubro, Rubens disse que se aposenta em 2008 e que lançará um livro contanto tudo que não fez dele um campeão. Deve ser complicado para ele estar na mesma equipe em que Michael Schumacher foi simplesmente sete vezes campeão... Ao seu lado... Mas o esporte é assim mesmo, não tem muita lógica.

Detalhe: a transmissão da Rede Globo está espetacular! Sou obrigado a dizer que os arquivos da emissora e a edição do Esporte Espetacular desde as 9:30 da manhã, demonstra além daquele meu já citado inúmeras vezes aqui profissionalismo, uma atenção especial ao evento de encerramento do campeonato mundial de F1.

setembro 25, 2007

Rápidas IX

Xadrez é esporte?
Só complementando, segundo aquelas forrações de bandeja do Mc Donald´s, falava que o jogo de xadrez é tido como esporte mental. E ainda complementava com um aspecto cultural, se referindo ao ataque decisivo no jogo, o “xeque-mate”, oriundo do persa “xah-mat”, que significa o rei esta morto.

setembro 21, 2007

Notáveis horas de uma história recente

Se um dia tivesse que fazer um relato da minha vida talvez buscasse ver nos fatos que acho interessantes tentar completa-los com as datas associadas a eles. Não sei por que, mas já tentei pensar em todos os candidatos que já votei na vida e não consigo lembrar de vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Lembro das copas e olimpíadas, cidades e lugares, pessoas ou locais de estudo, cursos e locais de trabalho. Tudo tem uma história.

Das eleições eu não vou ficar falando em quem votei desde 1992, não creio ter interesse. Os candidatos que votei e não ganharam ou os candidatos que ganharam e foi um lixo, mas de certa forma não me arrependo de nenhum voto, muitos deles numa situação de falta de opção. Somente me arrependo de ter votado presidencialismo naquele plebiscito de 1993. Nunca fui praticante do voto útil. Acho desnecessário. Não votei no plebiscito sobre o desarmamento, em 2005, que, como o outro de 1993, não debatia as questões realmente relevantes.

As copas e as olimpíadas eu sempre assisti. E marcaram de formas bastante distintas. A primeira copa que recordo é a de 1982. Lembro de adorar ver as bandeiras dos times e daquele resultado de Hungria 10 x 1 El Salvador. A Espanha, país sede daquela competição, havia empatado com o Brasil em um estranhíssimo 0 x 0. Fora isso lembro da tristeza daquela derrota contra a Itália. Ainda sobre aquele mesmo ano e sem sair do tema de futebol, o Corinthians foi campeão paulista, com a famosa democracia corintiana.

Em 1984 ocorreram os jogos olímpicos de Los Angeles. As minhas memórias daqueles jogos são as medalhas de prata no vôlei e futebol. Lembro da medalha de ouro no atletismo, mas a maior de todas as lembranças foi na natação, a medalha de prata de Ricardo Prado. Naqueles anos minha maior vontade era fazer natação. Acho a natação um dos esportes mais interessantes.

A copa de 1986 aconteceu no México. Foi ali a primeira vez que torci por um time além do Brasil. Era a seleção alemã de Franz Beckenbauer. Infelizmente a seleção de Maradona se fez bicampeã mundial naquela copa. O Brasil perdeu para a França de Michel Platini, mesmo tendo até aquele jogo o goleiro Carlão invicto. O técnico Telê Santana tinha feito seu bom trabalho.

1988, a olimpíada que não assisti praticamente nada. Foi em Seul, Coréia do Sul. Lembro da medalha de ouro de Aurélio Miguel. Lembro bem mais da minha professora de português. Não sei por que, foi ela naquele ano talvez mais marcante do que a competição. Deve ser por ela ter proibido os alunos de lerem Jorge Amado. Três anos depois, o tal Jorge, em “Quincas Berro D´água”, era o livro indicado por outra professora, sem nenhuma ressalva.

Eis que em 1990 a Alemanha se consagra tricampeã na copa da Itália. A Argentina retira o Brasil nas oitavas de final. Uma professora de geografia quase incita um linchamento por agradecer a única aluna argentina da classe pela retirada do Brasil na copa. Era uma professora meio louca, que só falava que os alunos notas “A” seriam estudantes da USP dentro de alguns anos. Péssimo ano. Foi um ano preparatório para os seguintes. Tive uma ótima professora de matemática e a mesma de 1989, muito boa de português. Esta professora de português certa vez achou que havia “sócios” durante a realização das provas. Suspeita que fora declarada quando da sua certeza de que eu não fazia parte dessa sociedade. Fiquei feliz naquele momento em ver meu mérito reconhecido. Afinal, eu não era um estudante muito apegado aos métodos. Para ser mais exato, acho que o autodidatismo já se anunciava. Como escreveu um leitor, na verdade quando se estuda algo sozinho, seus mestres podem ser aqueles dos livros. Hoje mesmo, quando ao tentar chegar a uma solução arquitetônica tive a ajuda do mestre Vilanova Artigas.

Barcelona, 1992. Os jogos olímpicos que o Brasil brilhou muito no vôlei. Ouvia dizer que depois dessa vitória o esporte iria crescer muito no Brasil e etc. Não vi nada acontecer. O bom vôlei apresentado pela seleção até hoje não tem reflexo nos clubes e em campeonatos regionais, como também não teve naquela prata de 1984. Tudo permanece sempre igual no Brasil, mesmo mudando tudo.

Tetracampeonato de 1994. A copa dos Estados Unidos foi o início de uma geração campeã mais outra vez, em 2002. Mas 1994 foi um ano atípico. Comecei a trabalhar naquele ano. Fui dispensado do Exército, foi meu último ano de Escola Técnica Federal e início de um ciclo de dúvidas que ainda hoje me acompanham. Foi o inicio das seleções de “se”. Como uma grande amiga me disse, ao pensar no “se” forja-se um simulacro de uma vida possível, mas não da sua vida necessariamente. Tudo errado poderia resumir bem o que se passou comigo dali para frente. Mas ao se tomar uma decisão esse é o preço. Enfrentar isso é difícil, mas não impossível.

Vôlei de praia talvez seja a maior novidade daqueles jogos olímpicos de Atlanta, realizados em 1996. Foi uma competição muito interessante. Ouro e prata para o Brasil no vôlei de praia. Primeiro ano com TV a cabo. O fiasco de Zagallo ao ganhar o bronze no futebol, recebendo a medalha um dia antes do previsto. Era bixo na faculdade e inicia uma nova fase. Estava em delírio. Um bom ano, repleto de pequenos detalhes que começaram já no reveillon, passado em Boa Esperança, MG. Naquele ano assisti a três shows, sem exagero, inesquecíveis, tanto pelo momento pessoal como pela formação das bandas: Yngwie Malmsteen, Ritchie Blackmore´s Rainbow e AC/DC.

Tudo se esperava da seleção de 1998. O vice-campeonato até hoje parece estar na garganta. O pior de tudo foi se repetir a dose em 2006... A copa de 1998 foi a que assisti praticamente a todos os jogos e onde me divertia rindo sem parar das crônicas de Mário Prata sobre as aventuras bretãs. Na TV Globo surgiu Olivier Anquier, o padeiro. Ele foi o escolhido para apresentar a França aos telespectadores globais. Este ano também marca a saga que se mantém pelas duas copas seguintes: o fato de estar desempregado durante o período da competição. Nesta competição o Chile voltou a participar, após punição de duas copas devido ao incidente ocorrido no Maracanã nas eliminatórias da copa de 1990. No jogo contra o Brasil, o Chile simplesmente amarelou, tomando 4 gols.

A América e a Austrália. Poderia assim relatar o ano de 2000. Primeira vez que estive nos Estados Unidos. Foram quase dois meses nas terras de Tio Sam. Nada mais que cruzar os Estados Unidos do Atlântico ao Pacífico, passando mais de oitos estados (dentro de um Grayhound). Diria que ver a Olimpíada de Sydney depois do meu retorno foi um fantástico quadro de boas vindas. Daquela olimpíada lembro do Jô Soares ser enviado para lá com seu programa, e mal entrar no ar. A apresentadora Ana Paula Padrão, a mais gata jornalista acima dos trinta anos de idade, foi o grande destaque televisivo. Das competições, lembro de ter ficado madrugadas assistindo basquete e jogos estranhos. Mas não consigo recordar de nada além do australiano Ian Thorpe na natação.

Uma copa disputada em dois paises ao mesmo tempo. Sim, em 2002 a copa foi disputada no Japão e na Coréia do Sul. Brasil pentacampeão. Cafu escreve em sua camisa “100% Jardim Irene”. Algo tão inesquecível como o “Obrigado Sena” (somente com um “N”) esticado pelos jogadores em 1994 na vitória do Tetra. Como pude esquecer de comentar: em 1994, nos últimos minutos da final, eis que se não quando, entra em campo Viola! Sim, o jogador que tinha feito o Corinthians ser campeão brasileiro com seu 1 x 0 sobre o Guarani, em 1988. Tão bom quanto ver os jogos da copa de 2002 nas madrugadas, normalmente em bares, esta copa pareceu ser a copa sem adversários para o Brasil. O jogo de Brasil x Inglaterra foi um dos destaques daquela competição.

Em Atenas, os jogos olímpicos de 2004 foram os que mais gostei de ver. Adorei ver a faixa da torcida “Camisa 12” (do Corinthians) esticada durante os jogos de vôlei da seleção de ouro. O incidente com o maratonista brasileiro segurado pelo imbecil no último dia de competição foi lastimável. A seleção de futebol não foi classificada, assim como a de basquete masculino. Fazia um frio em São Paulo durante a competição. Lembro de comprar pacotes de bolacha (ou seria biscoito?) Negresco para acompanhar os jogos, debaixo dos cobertores...

Finalmente a copa da Alemanha. Havia estado em 2005 na Alemanha e sentia que os alemães não acreditavam em sua seleção. E o pior: acham a do Brasil maravilhosa. Após derrota do Brasil, queria uma final com Portugal e Alemanha. Mas a Itália foi inacreditável com aqueles dois gols.

Complemento

Como pude esquecer: o melhor da copa de 1994 foi ver Roberto Baggio batendo o pênalti para fora. Em 1998 pediu silêncio quando acertou o pênalti contra a França, o que não adiantou muito para sua seleção.

setembro 09, 2007

F1 - 2007

Voltei a acompanhar corridas de F1 em 2005. Nem sei por que ao certo, mas queria ver Michael Schumacher vencer tendo competidores à altura, como não foi o caso. Em 2005, o que não dava para agüentar era Rubens Barrichello. Era um sai daí Rubinho que não tinha tamanho. Saiu. Em seu lugar entrou Felipe Massa. Mas o espanhol Alonso continuava ganhando os campeonatos... Para mim foi uma decepção ver Montoya ir tão mal. Esperava dele uma corrida mais agressiva. Um pouco semelhante ao que vejo agora com Hamilton. E não poderia ser melhor, na minha equipe predileta, a McLaren. Espero que o Alonso não vire tricampeão. Se não ficara muito fácil de pensar em ganhar 7 vezes... Eu queria ver o Alonso vencer com uma Benetton, como o campeão de 1994. Quem tem história tem...

julho 29, 2007

O pan e os cubanos

Onde já se viu! Pedir para toda delegação de seu país partir fundamentado na suspeita de uma deserção coletiva. Realmente só poderia vir de um governo autoritário uma medida dessas. Se os atletas representam seu país, com orgulho, se deveria explorar mais o porquê dessa hipótese de deserção. Isso implica numa lógica muito óbvia: Cuba não é boa nem para os cubanos. E uma hipótese de “roubar” atletas é algo tão subjetiva quanto às estatísticas oficiais de Cuba. Há anos venho pedindo liberdade para Cuba, que só existe ainda por ser uma ilha. Se estivesse no continente muito provavelmente a fuga de cubanos seria muito maior. Isso serve de alerta para os aficionados em Cuba, que acham que até a medicina deles é avançada... Engraçado, se é tão avançada por que não fazem “papers” internacionais? Ou melhor, por que chamaram um médico espanhol para cuidar de Fidel?
Diga-se, nada contra os cubanos e eles mereciam ser mesmo aplaudidos, mas o regime de Fidel merece sim toda reprovação. Não adianta nada ser ouro nos jogos pan-americanos ou olímpicos e não fazer parte do mundo. Ser somente um instrumento de ação política nas mãos de um governo autoritário. Aos que acham que a ditadura no Brasil foi cruel, pensem que em Cuba ela dura desde 1959, fazendo muito mais mortos e prisioneiros políticos do que a soma do Brasil, Chile e Argentina. E mais: não tem como acabar numa democracia. Não sem correr muito sangue antes. E sangue inocente.

Aos que falam que Fidel consegue fazer times maravilhosos com uma economia capenga, vale lembrar que lá se tem mesmo um programa de esportes e aqui não. Não é uma questão de igualdade, pois nos Estados Unidos e no Canadá tem programas e os resultados dos atletas são indiscutivelmente melhores que o de Cuba. Vai me dizer que o Canadá teve menos medalhas neste Pan que o Brasil? Sim teve, e na história dos Pans? Até a Argentina teve mais medalhas que o Brasil (aqui). Agora vamos colocar em valores proporcionais. Eu bem gostaria de saber quanto é o investimento anual real do governo cubano em relação à população e quanto é o dos Estados Unidos ou mesmo do Brasil. Isso falando somente em termos estatais. Se forem somar os investimentos privados daria, talvez, acho eu, um número igual ou muito próximo.
Cuba tenta encarar o gigante americano, obtendo sucesso em muitas modalidades, isso é inquestionável. Assim como é inquestionável a superioridade do Brasil em Copas do Mundo. Até aí, isso depende mais de sacrifício do atleta do que propriamente do investimento do país. Fazer guerra pelo esporte é uma verdadeira distorção da finalidade dos jogos. Mas, diga-se, isso foi inventado pelos Estados Unidos e pela extinta URSS. Não é a toa que os Estados Unidos não compareceram aos jogos olímpicos de Moscow em 1980, assim como a URSS não compareceu aos jogos em 1984 em Los Angeles. Em 1988, em Seul, na Coréia, os dois paises (ops... um país e uma reunião de paises forçados a competirem juntos) disputaram pela última vez essa besteira de guerra nos esportes. De 1990 até hoje, acredito que Cuba poderia ter parado com essa besteira, encaminhando seu governo a uma abertura maior, principalmente em termos de liberdades individuais. Sua economia, hoje baseada no turismo, poderia ser a real economia do esporte. É ruim ver nossos jogadores brilhando na Europa? Pior seria ver seus brilhos se apagarem.

julho 17, 2007

Sobre os Jogos Pan-americanos de 2007

Espero que o Brasil ganhe mais medalhas que Cuba. De ouro, claro. Até o momento posso dizer que a participação brasileira esta indo muito bem. Hoje em específico, com duas medalhas de ouro na natação, batendo o recorde pan-americano. Sem maiores interpretações. Essa pequena disputa entre Cuba e Estados Unidos (perdida por Cuba a milhas de distância) é simplesmente ridícula. O melhor de tudo foi o desertor de Cuba, que resolveu que ficará no Brasil após os jogos. Espero que o governo, amigo de Fidel, não resolva manda-lo de volta.

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...