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janeiro 01, 2009

Diary of a Madman

Estava pensando em fazer um novo blog, com questões mais específicas que tenho postado pouco, por ter temáticas completamente diferentes dos assuntos tratados. Mas se o tempo já é escasso a este, que diria alimentar dois blogs? Então o que resolvi fazer foi uma nova “seção”. Na verdade é uma tag específica para cada postagem com tema extremamente variado, mas contínuo. Pensei num nome e Diary of a Madman, inspirado no segundo álbum da carreira solo de Ozzy Osbourne, lançado em 1981, que me leva a escrever aquilo que eu ache que é loucura, ou seja, o “diário de um louco”.

Obviamente este álbum tem toda uma história. Foi um dos últimos álbuns que comprei do Ozzy. No início dos anos 1990, o rock`n roll estourou nas “paradas de sucesso” (termo horroroso) com bandas como Guns n`Roses, Faith No More e Skid Row. Ozzy Osbourne lançou o álbum No More Tears (1991) que foi a primeira vez que tive contato com Ozzy, sendo ele um dos meus artistas prediletos até hoje. Ao tomar contato em 1991, até 1994 tinha praticamente todos os álbuns de Ozzy. Sem contar vídeos e entrevistas de revistas. Bem longe de um fanatismo, pois as revistas eram as normais de banca de jornal. Esse hábito de guardar entrevistas muito me ajudou, principalmente em trabalhos na faculdade, assim como é boa fonte de indicações.

Além de escutar a carreira de Ozzy, escutei e conheci nestes anos o Black Sabbath, a banda que fez enorme diferença no cenário musical. O primeiro contato também foi em 1991, com uma coletânea chamada We Sold our Soul for Rock`n Roll (1976). Porém, do Black Sabbath não tenho sequer uma mísera parte da discografia. O interessante que falar em ter tudo do Ozzy e não ter quase nada do Sabbath parece um “atentado ao mito” dos anos 1970. Eu, no fundo, não ligo à mínima... Exatamente esta é a tarefa dessa seção: acabar com os mitos e gostar de algo por prazer.

dezembro 03, 2008

Hidden Treasures

O ano era 1995. O disco foi trazido por uma fantástica fã oriental (do Megadeth, e minha...). Era um lançamento bastante recente. Havia visto o Megadeth ao vivo pela primeira vez havia pouco tempo. Questão de pouco mais de um mês. O mais interessante era uma coletânea de tributo ao Black Sabbath, Nativity in Black, lançada em 1994, que continha a participação do Megadeth tocando uma das minhas músicas prediletas: Paranoid. Tinha ouvido a coletânea e ficado fascinado não só pela versão executada pelo Megadeth como também por uma versão de Sabbath Bloody Sabbath, executada por Bruce Dickinson. E Hidden Treasures trazia não só Paranoid como também No More Mr. Nice Guy, clássico de Alice Cooper. Sem contar outras pérolas esquecidas como Angry Again e Diadems. O nome não poderia ser mais apropriado.

Se há algo que guardo até hoje com certo orgulho é ter seguido uma indicação de uma rebelde menina, que ficava comigo ao telefone por horas, na madrugada, falando de bandas como Megadeth e Whitesnake, suas prediletas. Era interessante demais falar com ela. Tinha um ar meio superior, um pouco intelectualizada, mas no fundo era uma solitária rebelde que tinha uma pontinha de inveja da minha liberdade de tocar (muito mal) com os “caras” e meio que viver algumas aventuras impensáveis a ela, como aquelas noites em meio a bandas e amigos naquela fase do início dos anos 1990 da famosa Rua Treze de Maio, no bairro do Bixiga. Lá estavam pessoas, bandas, em suma, a música.

Mas saindo dos bares de rock e voltando ao Megadeth, é talvez umas das poucas bandas que acompanho até hoje. E este pequeno disco, que é mais uma reunião de musicas a um álbum, ainda é dos que coloco para escutar com certa constância, ao lado de Countdown to Extinction e Youthanasia. Só posso dizer que é uma fase que vivi, dos lançamentos destes discos, da apresentação de videoclipes na MTV, e, como afirma o Zeca Camargo, tendendo a achar que é a melhor coisa do mundo.

O interessante que naquele ano de 1995 tinha tempo para me dedicar às tarefas mais complicadas, como trabalhar durante o dia, com gel nos cabelos, estudar num cursinho à noite e ainda fazer um curso de inglês aos sábados. No curso era normal ficar perguntando o que certas frases queriam dizer e ficar traduzindo letras de músicas. Hoje ainda faço isso, mas tenho já uma técnica apurada, trazida pela tecnologia Microsoft... Mas o dicionário é ainda o mesmo Michaelis de sempre. Para ser mais exato desde 1991. Assim como o de espanhol é de 2000, o de alemão de 2003 e o de francês, mais recente, 2006... Seguindo o que recomenda um grande mestre, o ideal é aprender pelo menos uma língua clássica (latim ou grego) e pelo menos dois idiomas além do inglês e espanhol, isso como básico, para ai sim, iniciar uma carreira acadêmica.

Bem, novamente voltando ao Megadeth, eu não consigo hoje ouvir Metallica, banda da qual Dave Mustaine fez parte, da mesma forma e com a mesma vontade que escuto Megadeth. Há alguns anos assisti na casa de uma amiga um DVD sobre o Metallica, onde Dave Mustaine se reencontrou com Lars Ulrich para uma conversa, uma reconciliação, algo muito esperado pelos fãs. Os últimos trabalhos do Megadeth não andam me empolgando muito, com exceção de The System Has Failed, de 2004. Acredito que minha exigência está em esperar sempre uma continuação dos álbuns de 1992 e 1994. Se eu não sou mais o mesmo, porque esperar que uma das minhas bandas prediletas seja a mesma, não mude?

novembro 12, 2007

Hippies malditos

Nada contra ao visual, os discos, as danças, as modas, mas nada mais interessante de reconhecer quando algo acabou... Vamos pensar na Bossa Nova, acabou. Era boa. Boa produção musical, mesmo às vezes tendo algumas rimas ruins, mais tudo ali tinha uma história. Diga-se de passagem, era uma parte da música brasileira, talvez uma das boas coisas feitas na música brasileira. Mas não sei dizer se motivavam jovens, como a Jovem Guarda. Alias em recente biografia de Tim Maia, escrita por Nelson Motta, há alguns comentários sobre a Jovem Guarda. Tem algumas figuras da música brasileira que mereceriam melhores estudos e muito menos emoção. Acho que essa biografia de Tim Maia inicia isso, muito melhor que a não autorizada biografia emocionada de Roberto Carlos.

Mas voltando a Bossa Nova, um belo livro sobre o período é Chega de Saudade, de Ruy Castro. Começa contando a história de João Gilberto, passando por inúmeras pequenas histórias. Muito boa leitura. Muito melhor que ver os hippies malditos invadirem a cena, perturbando os bons moços da Jovem Guarda e iniciando a peregrinação à Meca brasileira dos anos 1970: Salvador. De lá saíram novidades, a tal “tropicalia”, movimento tropicalista ou qualquer outro nome que foi dado a esta coisa hippie brasileira. Nesse ponto sou totalmente favorável ao que Ozzy dizia em 1970, quando do lançamento de seu primeiro disco com o Black Sabbath, onde lembrava que o mundo não é de paz e nem muito menos de amor... É engraçado como se misturou muito essa idéia hippie em meio ao nascimento do heavy metal e é tão nítida sua diferença. Ta bom que muita coisa estava mesmo misturada, mas depois de algum tempo, principalmente no final dos anos 1970, a diferença era gritante. E no Brasil, nada... Essas coisas de adaptar ao “jeitinho” brasileiro as tendências internacionais sempre saem alguma coisa boa e alguma coisa medonha... O movimento punk me parece ter sido muito bem sucedido no Brasil. O New Wave também, mesmo sabendo que as bandas que eu acho que foram os “brasilians new waves” pedem distância deste rótulo...

O pior é ainda hoje, passados tantas outras tendências e pensamentos, é existir gente que ainda vive num movimento hippie eterno, misturando a natureza com a vida e achando o paradigma de um mundo diferente... Tenho verdadeira aversão a pessoas que querem mudar o mundo. Uma vez, num Globo Repórter, apareceu uma família que mora numa pipa (grande barril de envelhecimento de vinho) em meio a uma enorme área verde, cuja esposa declarava que todos deveriam viver daquela forma. É uma estupidez sem tamanho. Se todos vivessem em pipas em meio a enormes áreas verdes, seria o mesmo de destruir todas as reservas indígenas, todas as reservas florestais e ainda assim teria muita gente morando no meio do gelo... Uma das primeiras questões a serem abordadas está obviamente na questão que o “eremita” nunca desenvolveu nada e que muito do se conhece hoje por tecnologia só foi possível pelo advento das cidades. Como se faria um teatro com todos morando no meio do mato? Ou melhor ainda, uma escola? Existem certas condições que a cidade cria que são inigualáveis.

Não é a toa que hoje o campo é um espaço com cada vez menos gente (tendência mundial) e que as cidades vivem um momento de extrema mudança, onde os pólos industriais se distanciam dos centros urbanos e existe uma onda de novos serviços. Durante o Império Romano, Roma chegou a ter quase um milhão de habitantes. Durante a idade média o povo voltou ao campo, e o sistema feudal mantinha pequenos agrupamentos que hoje poderia declarar como “auto-sustentáveis”. E isso era bom ou ruim? Tinha lados bons e lados ruins, oras. Basta conhecer a história e avaliar. Mas hoje quem tem em mente voltar ao feudalismo deveria rever suas críticas ao capitalismo, única alternativa ao feudalismo, lembrando que o socialismo nada mais é, segundo Karl Marx (que lixo, usei o nome desse infeliz no meu blog, eca!), que a “evolução do capitalismo”.

Garanto que os “brasilians hippies” nunca leram nada e nem sequer entendem os princípios que fez com que existisse um movimento do “não faça guerra, faça amor”, mas nunca, e isso tenho certeza, se preocuparam em saber quais os danos do “não guerra” causou depois. Reflexão só existe sempre de um único lado, impressionante isso... Bem, é fácil de saber, basta pesquisar sobre Pol Pot... E o Ozzy que tinha razão, isso sim!

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...