O erro de português de Rutênio foi um fator para sua demissão do programa O Aprendiz, da edição de terça-feira, 28 de abril. A tarefa foi de um valor bastante importante em termos de humanização, por tratar da revitalização de dois asilos, um para cada equipe. Um trabalho onde um grupo o vencedor compreendeu o valor humano da situação, enquanto outro ficou tocado com a qualidade ambiental e não conseguiu um resultado por não ter foco nas pessoas, nas atividades humanas. Outro aspecto dessa tarefa era colocar em questão a forma de planejamento no meio de um processo. Não era para fazer um novo asilo e sim uma ação de melhorias no existente, e tinha um patrocínio das tintas Lukscolor, onde a parte de obra civil teria um peso e era uma necessidade da tarefa. A equipe vencedora teve um melhor planejamento na execução da tarefa, além de trazer ao ambiente uma característica estética – o mural de mãos em várias cores no ambiente externo – e uma característica ligada à pelo menos um dos moradores – o caso da nova horta. Só por isso a vitória foi mais do que merecida. O prêmio pela tarefa não foi tão interessante - a viagem ao sítio, que é mais interessante à Justus que esteve junto e pode conhecer melhor estes participantes – e a mudança dentro do hotel. Mas prêmio é sempre prêmio...
Agora a respeito da sala de reunião, a falta mais grave de Rutênio não foi ter escrito um bilhete em que escutar estava escrito como “escuLtar”, mas o fato de ter na frente de todos, após a acusação de Rebeca de que ele é um tanto grosseiro, dizer que ela não gostava de pensar. Foi praticamente mais um suicídio profissional. O próprio participante Lucas não concordou e não se sentiu confortável com a atitude do concorrente.
O fato da ortografia errada foi motivo para uma bela piadinha de Justus: “você está mesmo na universidade?” Eu adorei a piada. A justificativa de Rutênio no dia seguinte, no programa Hoje em Dia foi muito bem colocada, o que não creio vá fazer dele um João, ou um Peter (Aprendiz 3). Falando em João ele merece algumas palavras; à próxima postagem, avante!
Caminhar é preciso. Três perguntas se tornam importantes: Quem é você? De onde você veio? Para onde você vai? Por todas elas existe um caminho. Nem sempre chegar é o mais importante.
maio 01, 2009
EscuLtar
abril 29, 2009
O novo Clint Eastwood...
Nunca falei antes aqui, mas talvez o meu ator predileto seja Clint Eastwood. Para ser mais exato não seria o ator, mas os personagens todos que ele fez. Nunca assisti a um filme ruim dele. Tenho ouvido falar muito bem de Gran Torino, e espero em breve ir ao cinema vê-lo, antes que saia de cartaz...Mas a cada episódio que assisto de CSI: Miami tenho a impressão de estar vendo um “novo Clint Eastwood” aparecer: David Caruso, o tenente Horatio Caine. E ele parece ser tão durão quanto o agente Dirty Harry Callahan... O pior de tudo que parece ele ensinar a ser durona também a agente Calleigh Duquesne (Emily Procter). Além do jeito western de Caine, a ironia e a forma de falar - baixa e em tonalidade ameaçadora - lembra em muito vários – para não dizer todos – os personagens de Eastwood. Não sei se alguém já escreveu sobre isso, pois não freqüento nenhum fórum e não acompanho muito análises sobre séries de televisão – nem de cinema. Mas parece que temos um novo Clint Eastwood!
5 listinhas...
Não sei por que resolvi entrar no Facebook, que é mais um site de relacionamento, semelhante ao Orkut, entre outros tantos que existem por aí. Mas hoje descobri um “desenvolvedor de listas”; e me diverti muito por pouco mais de uma hora. Não foi tempo perdido, pois fazer uma lista é complexo, ainda mais com somente 5 posições. Os temas que não foram, assim, muito interessantes.
abril 26, 2009
Das indicações...
Numa aula, um tempo atrás, lia um ensaio que tinha citações de outros autores que felizmente conhecia. Isso é ótimo. Dá segurança por se basear num pensamento que já conhece e mais, num pensamento que já teve certa identificação. E o contrario também: citação de um autor que não concordo e, portanto, logo não se vai poder concordar, a não ser que a articulação seja melhor e faça explicar algo que não se conseguiu do original. Voltando, isso só serve para quem tem interesse em se aprofundar. Logo, um maior conhecimento de vários autores faz formar uma visão muito mais livre. Como Fernando Henrique Cardoso coloca, “(...) a liberdade depende da informação. Não há liberdade sem que a pessoa tenha acesso para poder escolher. No fundo é isso, liberdade sem escolha não é liberdade. E essa escolha muitas vezes depende de haver canais culturais, canais de informação que permitam que cada um faça por si próprio a avaliação daquilo que lhe parece melhor. Isso só é possível agora. Inclusive, creio que a famosa discussão sobre a mídia que vai dominar tudo, que vai influenciar, vai ser diferente. Porque hoje, com o bombardeio de informações que existe, não há mais quem possa ter o monopólio da interpretação. Há uma valorização do indivíduo, do cidadão, neste mundo que parece ser monstruoso, que é feito para esmagá-lo. Mas ele pode escolher os canais que ouve, a forma de juntar a informação. Isso depende não só da informação, mas da formação, da educação. (...)” (CARDOSO, F. H. - 1999).
Rooooooooooooo!! No Estadão...
Não posso dizer mais (aqui):GOLAÇO
O golaço do atacante corintiano praticamente aniquilou as forças santistas, que não conseguiu mais chegar com perigo ao gol de Felipe. No fim da partida, festa da pequena parcela da torcida do Corinthians que ocupou pouco mais de mil lugares na Vila Belmiro neste domingo.
Rooooooooooooo!! Timão 3 x 1 Santos – 2º tempo
Rooooooooooooo!! Timão 2 x 0 Santos – 1º tempo
Live from Abbey Road
abril 25, 2009
Marcelo Tas
Falo do CQC porque este é o programa onde Marcelo Tas está no momento. Não prestava muita atenção nele até ler um texto de Reinaldo Azevedo no livro Contra o Consenso. Não conhecia o Ernesto Varela, e era sobre ele que tratava o texto de Reinaldo Azevedo. Aquele Reinaldo que sinto enorme falta e já tive a oportunidade de falar a ele. Porém são momentos que não vivi. Lembro do Tas da TV Cultura e depois do programa no canal 21. Após ler o texto sobre Tas, em 2007, e em 2008 com o início do CQC, vem ganhando projeção nacional e chove uma tonelada de críticas. A minha é ele ser santista...
Acho importante ter uma figura como Tas atuando na mídia nacional. Acho estranho que a crítica ainda não aconteceu em setores da sociedade esclarecida. Tenho lido e lembrado de vários textos dos finais dos anos 1980 e começo dos anos 1990, principalmente dos recentes lançamentos das antologias de Casseta Popular e Planeta Diário, onde já existia um humor de uma liberdade incrível. Parece-me que a inteligência anda sendo postergada por algum objetivo. Maus tempos estes em que a liberdade é represada por cegueira ideológica e “patrulhamento”... Onde até bom humor pode ter “algo por trás”. Mas a figura de um Marcelo Tas trás de volta a esperança de ter novas personagens na crítica cultural nacional. E o CQC só é uma ponta disso. Ao mesmo passo que Jô Soares não consegue mais cativar seu público, por não mais saber renovar seu programa, Tas fala para um público de várias faixas etárias. Assim começo a ver que aquele pensamento dos anos 1960 começa a desaparecer como pauta permanente e se inicia um novo momento. Sempre que um novo pensamento começa a ganhar corpo na sociedade ocorre certa “crise” e há muito chiado. Basta pensar naqueles anos 1980, que o pensamento dos anos 1960 chamava de “era perdida”...
abril 24, 2009
Paralamas, Titãs e Engenheiros...
Não poderia colocar outras bandas para falar do que hoje ainda gosto daquele rock nacional dos anos 1980. Poderia abrir uma exceção ao Ultraje a Rigor, mas somente pelo bom humor de suas letras a atualidade. Até mesmo Titãs poderia retirar desse tópico sendo bastante crítico. E já escrevi aqui sobre meus dias de Titãs e deles não acrescentaria mais nada, talvez a minha fase atual de gostar cada vez mais de Nando Reis. Mas eles são ao lado dos Paralamas do Sucesso e RPM foi o meu começo na música. Mas neste texto meu objetivo será o detalhar o que até hoje me faz separar Paralamas e Engenheiros de um universo que poderia acrescentar outras tantas bandas e, mais, quero fugir um pouco da idéia de recordação daqueles anos, o que pretendo retomar noutro texto, e ver o que ainda hoje me faz pensar sobre essas duas bandas em especial.Neste outro tópico posso voltar a falar desse começo e de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Irá!, RPM, Kid Abelha, Blitz, Lulu Santos e Camisa de Vênus, bandas que escutava naqueles anos e de bandas como Skank e Cidade Negra que acrescentei a partir dos anos 1990. Mas o que hoje quero falar é justamente do que ainda me influencia nos Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii.
Nunca escondi aqui, muito pelo contrário, o quanto ainda gosto das composições – principalmente das letras – de Humberto Gessinger. Diria que é uma das bandas que mais conheço e tenho identificação com certas leituras de Gessinger, como Albert Camus e Jean-Paul Sartre. Diria ser uma das bandas que ainda escuto o material novo com entusiasmo. E Paralamas a banda cuja sonoridade até hoje me encanta. Com simplicidade, acho que as melodias dos Paralamas geniais. Quanto às letras, não sou um fã convicto, mas algumas tenho grande identificação. Mas a questão maior são as boas formações melódicas com as letras e os arranjos. Muitas vezes simples, mas de um bom gosto incrível. O que tiro então dessas três bandas até hoje é a rebeldia e inovação dos discos dos Titãs, a melodia dos Paralamas e as letras de Gessinger.
Outro dia alguém me perguntou se eu gostava das letras de Renato Russo na Legião Urbana, tentando fazer um paralelo pelo meu gosto por Engenheiros. Muitas delas são interessantes, mas, como algumas dos Paralamas, música de protesto não me interessa. Se uma música de protesto é conceitual, como Desordem e Polícia dos Titãs, ou que tenha uma questão “metafísica” (fui longe demais com esse termo) como Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas, ou Balada do Louco, dos Mutantes, há uma completa diferença. E também melódica. Mas músicas como Faroeste Caboclo, não nada tem além de uma boa letra. E isso só não me basta. Assim como num livro, a música tem que conceber uma imagem.
Certa vez comecei um texto dizendo que: O fascismo é fascinante, pois deixa gente ignorante fascinada, ao mesmo tempo em que Fidel e Pinochet tiram sarro de você, que não faz nada além de ficar aí parado olhando. E mesmo prestando atenção no que eles dizem, eles não dizem nada além de coisas abstratas, das quais você começa a achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada... Mostrando o quanto uma música do primeiro disco dos Engenheiros do Hawaii continha um texto que pode ter um desdobramento incrível. Via isso também na música da Legião, mas não com a mesma profundidade, e talvez por não me convencer pela música. Sem contar que certos versos, assim como alguns de Cazuza, nunca me empolgaram. Talvez esteja na temática, não sei. Já músicas dos Paralamas conseguem passar sentimentos mesmo numa letra simples como a de Romance Ideal, além de uma melodia incrível. São estes detalhes que até hoje me fazem “prestar atenção no que eles (continuam) a dizer”. Mais ainda, acho que os Paralamas continuaram a experimentar e Humberto a escrever, mesmo depois de suas fases de maior fama. E Titãs não fica fora disso justamente por terem feito incrível projeto junto aos Paralamas, onde claramente dá para perceber que com conceitos semelhantes pode-se produzir música diferente.
Eis o porquê nunca gostei de dar a este rock em português uma característica única, como se fosse uma expressão massificada. Na simplicidade dessas três bandas estão contidos pormenores que as diferenciam em muito, mais importantes aos que aparecem nas bandas atuais, que são pura “atitude” e quase nenhum conceito. E isso em tempos onde há uma mídia e um sistema de divulgação muito maior. São escolhas que estas bandas fizeram e que conseguiram superar com suas opções coisa que outros só gritaram sem conseguir ser ouvidos. Como em Além dos Outdoors, (...) você sabe o que eu quero dizer / não ta escrito nos outdoors / por mais que a gente grite / o silêncio é sempre maior (...).
E sobre O Aprendiz...
Nem sei ao certo o porquê do meu interesse nesta edição, talvez por olhar para trás, quando fui estudante, e ver como é incrível que realmente o melhor conselho que alguém pode dar a um jovem é o de Nelson Rodrigues: Envelheçam! E mais por ver a relação entre as pessoas e o que Justus fala a respeito. Puro entretenimento.Mas o que eu fiquei curioso é por saber o que o próprio Justus fala de seu programa. Não assisti às duas primeiras temporadas, em 2004 e 2005. Estas duas estão descritas na sua autobiografia, da qual nunca li. Mas agora minha curiosidade aumentou. Fico bastante curioso por saber a forma como pensa e principalmente os momentos que o levaram a ser o escolhido para ser “o chefe” de O Aprendiz. E eu que achei que não ia passar do terceiro... E pelo lançamento dessa autobiografia, Construindo uma Vida, no ano de 2006, achei que realmente era o final. Quem sabe um dia sairá um livro sobre o balanço geral deste programa.
Os três textos
Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...
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Acabo de saber dos ganhadores do prêmio Pritzker deste ano, os japoneses do SANAA, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, dos quais não conheço nen...
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Andava pelo saguão do aeroporto puxando aquela pequena mala. Rabo de cavalo, uniforme vermelho e branco, lenço no pescoço. Sapatos pontudos ...