Este 2 poderia ser 4. Explico. Já falei aqui, tempos atrás, sobre o arquiteto Antoine Predock. Também americano. Metade francês, metade americano. Que seja. Não acho, como Zeca Camargo também não, que o local de nascimento é determinante de alguma coisa. Mas, para a arquitetura, o local de trabalho, a cidade americana, o deserto do Novo México, a Califórnia, a metrópole americana (norte americana) faz diferença. Falei também do arquiteto americano Richard Meier, de um projeto na Alemanha. Ou seja, se fosse o fato ser arquiteto americano, esta seria então a de número quatro. Mas estes números não querem dizer nada. É mais falta de criatividade para batizar a postagem.
Falar de uma arquitetura complexa como a de Eric Owen Moss, é algo até surpreendente. Pouca gente conhece esta arquitetura. E pensar nesta arquitetura como “arquitetura americana” então... Mas é um daqueles arquitetos quase desconhecidos no Brasil, que faz parecer que não há arquitetura americana além de Frank Lloyd Wright para os estudantes. Isso não é bom, primeiro por tentar buscar em arquiteturas européias a resolução de problemas americanos (agora entendido como o continente inteiro americano). Aqui vale lembrar uma questão que Wright enfrentou após sua visita ao Brasil, sobre a especificidade de sua arquitetura para os Estados Unidos, e não uma regra geral. Era uma breve crítica ao Internacional Style. Até hoje ainda espero por publicarem em português os textos de Wright. Existe uma autobiografia editada pela El Croquis em espanhol e mais vários textos já estavam disponíveis nos anos 1960 em edições argentinas. Diga-se de passagem, não vejo a hora de passear em Buenos Aires para buscar em suas livrarias obras como estas. O próprio livro de Sert também não foi editado para o português. E Sert é outro exemplo. Veio da Espanha para Nova York e nunca mais voltou.Mas voltando a arquitetura, este projeto de Eric Moss, Aronoff Complex, um residencial em Santa Mônica, na Califórnia, é mais um que chama atenção com a temática iniciada nos anos 1970, tanto nos Estados Unidos como na Europa, como crítica ao movimento moderno. Talvez Moss não “acerte a mão” tão bem como seus contemporâneos Rem Koolhaas, Daniel Libeskind entre outros. Mas este projeto tem uma forma bastante expressiva. Não é nenhuma novidade, mas é uma arquitetura que vai pouco além da conhecida americana.
Em 2002 descobri um livro que falava sobre o escritório de arquitetura americano Morphosis. Não poderia ser diferente, foi na livraria de arquitetura do diretório acadêmico da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie, o DAFAM. Lá tem há bem mais de dez anos a lojinha de livros. Comprei tantos livros lá que poderia dizer ser ali a minha principal livraria. Este ano mesmo comprei alguns livros lá esgotados em todas as outras livrarias. Não sei como conseguem ter estes livros, mas quando quero alguma coisa sempre corro para lá. Ainda bem que há esta proximidade, assim consigo manter certas tradições... O melhor caso foi o livro do Eduardo de Almeida. Morava à época nos Estados Unidos e pedi por e-mail o livro. Um amigo passou por lá apanhou o livro que já estava separado e me trouxe. Por sinal um ano depois comprei de novo o mesmo livro, já que havia dado aquele exemplar de presente... Bem, histórias a parte, mas o livro ficou lá me esperando por mais de um ano e não o comprei. Não é até hoje um livro “acessível” financeiramente. E o detalhe que não encontrei este livro para vender nos Estados Unidos. Trouxe outros tantos, mas este, não. Também, talvez, naquele momento não estava tão focado, afinal muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. Este livro tem uma capa transparente de plástico duro com algumas imagens, uma edição incrível. As imagens dos projetos são quase inacreditáveis. E foi ali que conheci alguns projetos deste escritório dirigido por Thom Mayne, laureado com o prêmio Pritzker de 2004. Fui praticamente por um ano consultar o livro na lojinha...
Naqueles anos pensei que o projeto não tinha sido construído, pois no livro só havia imagens do projeto. Assim como de outros tantos projetos. Então, os materiais era uma questão de imaginação. Sempre uma imagem dá interpretações múltiplas e vê-lo construído é muito mais interessante. As aberturas são sempre outras surpresas. Interessante é a quantidade de projetos não executados. Isso parece regra geral para quase todos os arquitetos. Muitas propostas, tanto de concursos como planos maiores, parecem ser a base para o desenvolvimento de uma sólida arquitetura. Talvez isso remete a um questionamento de onde nasce a arquitetura; se arquitetura é projeto ou somente obra construída. Eu resolvo isso de forma simples: tudo é arquitetura. Ou, plagiando Le Corbusier: “arquitetura em tudo, urbanismo em tudo.” As imagens, mesmo impressionantes nunca são superiores a arquitetura pronta – se são, é por que a arquitetura não convence.
Richard Meier é um arquiteto conhecido internacionalmente por fazer projetos de museus, que é uma tipologia com aspectos bastante peculiares. Ao se pensar numa sede para a Fundação Iberê Camargo, foram consultados três arquitetos, entre eles Richard Meier (os outros dois também tem larga experiência neste programa. São eles Álvaro Siza, autor do projeto construído, e Rafael Moneo). Este museu em Frankfurt tem alguns aspectos interessantes, e o mais de todos é manter, mesmo num programa diferenciado, a unidade arquitetônica característica de Richard Meier.
Uma garota vem me chamando atenção. Lembrava de seu rosto de algum lugar; não sabia ao certo de onde. Uma atriz experiente, mas de onde será que veio? Seria do teatro? Afinal, nada mais natural que uma atriz tenha experiência nas artes dramáticas no teatro e ser apresentada à TV. Seria até um caminho lógico, pois, até hoje, o teatro sempre vive uma das maiores contradições possíveis: ser popular sendo erudito. Me dá até calafrios quando tratam de falar da popularização do teatro. Mas voltando àquele rosto na novela. Não era uma novela da Rede Globo, ou seja, seria então mesmo uma nova atriz na televisão. O sucesso, não me importa muito. Sempre achei que para um bom ator central os coadjuvantes devem também ser de qualidade. Mas Miriam Freeland já havia passado pela Rede Globo. Desde seus quinze anos de idade já se apresentava nas telas da televisão. Sim, eu sabia. Ela vem da escola de teatro, Tablado (ou seria grupo?). Começou a estudar as artes dramáticas aos 11 anos de idade. Aos 15 anos já estava no elenco de uma novela da Rede Globo, A Viagem (1994) (aqui poderia discorrer horas sobre a qualidade das telenovelas desta emissora, mas sou obrigado a usar um critério: uma novela de Rede Globo tem uma audiência muito maior que as outras emissoras, no mínimo o dobro). Depois passou por algumas novelas na Rede Bandeirantes, até voltar à Rede Globo na novelinha Caça Talentos, de Angélica. Não tenho a menor idéia sobre estes trabalhos. Provavelmente não eram estes que a teriam me apresentado. Foi, claro, na Rede Globo. Seu papel de maior destaque foi na novela O Cravo e a Rosa (2000) que a apresentou, não só a mim, mas ao Brasil todo. Depois em Esperança (2002) e o papel que eu lembro bem e adoro: Pagu, na minissérie Um só coração (2004). Desde 2005 trabalha na Rede Record em várias produções, da qual Bicho do Mato (2006) faz um grande papel fora de uma produção de época, marca que já a acompanhava há certo tempo. Então, uma vilã malvada, muito má. Acho que tenho queda por vilãs... Mas é na vilã que se apresenta muito da arte dramática. E é ali que aquele rosto conhecido me chamou atenção. Infelizmente não assisti mais do que alguns capítulos de Bicho do Mato, mas Miriam, que atualmente faz uma jornalista, na atual produção Poder Paralelo, que, segundo Cristiane Padiglione, 
Esta temporada de O Aprendiz tem me chamado a atenção, talvez mais que todas as outras. Na tarefa de ontem, por surpreender as concorrentes, na prova do asilo, por buscar um valor no individuo, na prova da sucata, por buscar uma criatividade. Provas que inovaram a fórmula do programa, que precisava ser renovada, pois, não havia gostado das duas ultimas temporadas. E anda sendo impressionante a criatividade da produção para as tarefas.
“Música é vida interior, e quem tiver vida interior, jamais padecerá de solidão!” No dia 9 de maio de 2008 faleceu Artur da Távola. Já tinha falado dele outras tantas vezes neste blog, mas ao receber o newsletter de sua equipe, me deu uma saudade das suas crônicas. Espero um dia que elas sejam reunidas num livro. Variavam desde costumes, política, música, ou até mesmo sobre as telenovelas. Gostava muito do que escrevia e do que falava. Era também um grande contador de histórias.
