maio 23, 2009

Arquitetos da América 2

Este 2 poderia ser 4. Explico. Já falei aqui, tempos atrás, sobre o arquiteto Antoine Predock. Também americano. Metade francês, metade americano. Que seja. Não acho, como Zeca Camargo também não, que o local de nascimento é determinante de alguma coisa. Mas, para a arquitetura, o local de trabalho, a cidade americana, o deserto do Novo México, a Califórnia, a metrópole americana (norte americana) faz diferença. Falei também do arquiteto americano Richard Meier, de um projeto na Alemanha. Ou seja, se fosse o fato ser arquiteto americano, esta seria então a de número quatro. Mas estes números não querem dizer nada. É mais falta de criatividade para batizar a postagem.

Falar de uma arquitetura complexa como a de Eric Owen Moss, é algo até surpreendente. Pouca gente conhece esta arquitetura. E pensar nesta arquitetura como “arquitetura americana” então... Mas é um daqueles arquitetos quase desconhecidos no Brasil, que faz parecer que não há arquitetura americana além de Frank Lloyd Wright para os estudantes. Isso não é bom, primeiro por tentar buscar em arquiteturas européias a resolução de problemas americanos (agora entendido como o continente inteiro americano). Aqui vale lembrar uma questão que Wright enfrentou após sua visita ao Brasil, sobre a especificidade de sua arquitetura para os Estados Unidos, e não uma regra geral. Era uma breve crítica ao Internacional Style. Até hoje ainda espero por publicarem em português os textos de Wright. Existe uma autobiografia editada pela El Croquis em espanhol e mais vários textos já estavam disponíveis nos anos 1960 em edições argentinas. Diga-se de passagem, não vejo a hora de passear em Buenos Aires para buscar em suas livrarias obras como estas. O próprio livro de Sert também não foi editado para o português. E Sert é outro exemplo. Veio da Espanha para Nova York e nunca mais voltou.

Mas voltando a arquitetura, este projeto de Eric Moss, Aronoff Complex, um residencial em Santa Mônica, na Califórnia, é mais um que chama atenção com a temática iniciada nos anos 1970, tanto nos Estados Unidos como na Europa, como crítica ao movimento moderno. Talvez Moss não “acerte a mão” tão bem como seus contemporâneos Rem Koolhaas, Daniel Libeskind entre outros. Mas este projeto tem uma forma bastante expressiva. Não é nenhuma novidade, mas é uma arquitetura que vai pouco além da conhecida americana.

Arquitetos da América 1

Em 2002 descobri um livro que falava sobre o escritório de arquitetura americano Morphosis. Não poderia ser diferente, foi na livraria de arquitetura do diretório acadêmico da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie, o DAFAM. Lá tem há bem mais de dez anos a lojinha de livros. Comprei tantos livros lá que poderia dizer ser ali a minha principal livraria. Este ano mesmo comprei alguns livros lá esgotados em todas as outras livrarias. Não sei como conseguem ter estes livros, mas quando quero alguma coisa sempre corro para lá. Ainda bem que há esta proximidade, assim consigo manter certas tradições... O melhor caso foi o livro do Eduardo de Almeida. Morava à época nos Estados Unidos e pedi por e-mail o livro. Um amigo passou por lá apanhou o livro que já estava separado e me trouxe. Por sinal um ano depois comprei de novo o mesmo livro, já que havia dado aquele exemplar de presente... Bem, histórias a parte, mas o livro ficou lá me esperando por mais de um ano e não o comprei. Não é até hoje um livro “acessível” financeiramente. E o detalhe que não encontrei este livro para vender nos Estados Unidos. Trouxe outros tantos, mas este, não. Também, talvez, naquele momento não estava tão focado, afinal muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. Este livro tem uma capa transparente de plástico duro com algumas imagens, uma edição incrível. As imagens dos projetos são quase inacreditáveis. E foi ali que conheci alguns projetos deste escritório dirigido por Thom Mayne, laureado com o prêmio Pritzker de 2004. Fui praticamente por um ano consultar o livro na lojinha...

O famoso livro...
Naquele livro conheci o projeto da Diamond Ranch High School, em Pomona, na Califórnia, cujas imagens ilustram esta postagem. É um projeto entre 1994 e 1999. Sua forma me remete a uma descontinuidade que parece formar na mente uma unidade. Os ângulos parecem sempre formar uma nova perspectiva, uma nova surpresa. Não vou me alongar, mas não é a toa que o escritório chama Morphosis... A idéia é a formação de vários edifícios que formem uma unidade. Mais especificamente vários módulos, que seguem um currículo educacional.
Naqueles anos pensei que o projeto não tinha sido construído, pois no livro só havia imagens do projeto. Assim como de outros tantos projetos. Então, os materiais era uma questão de imaginação. Sempre uma imagem dá interpretações múltiplas e vê-lo construído é muito mais interessante. As aberturas são sempre outras surpresas. Interessante é a quantidade de projetos não executados. Isso parece regra geral para quase todos os arquitetos. Muitas propostas, tanto de concursos como planos maiores, parecem ser a base para o desenvolvimento de uma sólida arquitetura. Talvez isso remete a um questionamento de onde nasce a arquitetura; se arquitetura é projeto ou somente obra construída. Eu resolvo isso de forma simples: tudo é arquitetura. Ou, plagiando Le Corbusier: “arquitetura em tudo, urbanismo em tudo.” As imagens, mesmo impressionantes nunca são superiores a arquitetura pronta – se são, é por que a arquitetura não convence.

maio 22, 2009

Um museu... de Richard Meier

Richard Meier é um arquiteto conhecido internacionalmente por fazer projetos de museus, que é uma tipologia com aspectos bastante peculiares. Ao se pensar numa sede para a Fundação Iberê Camargo, foram consultados três arquitetos, entre eles Richard Meier (os outros dois também tem larga experiência neste programa. São eles Álvaro Siza, autor do projeto construído, e Rafael Moneo). Este museu em Frankfurt tem alguns aspectos interessantes, e o mais de todos é manter, mesmo num programa diferenciado, a unidade arquitetônica característica de Richard Meier.

Estas fotos são as disponíveis no site de Richard Meier; não apresentam as questões de implantação e das articulações do programa de necessidades. Tomei contato com esta obra durante aula específica no programa de pós-graduação da Universidade de São Paulo em 2008. São tantos os pontos que até gostaria de falar um pouco mais, mas sem as imagens não conseguiria explicar melhor.

Tinha já conhecimento sobre a obra de Meier durante os anos de faculdade, inclusive, durante o segundo semestre de aulas, lá em 1996, tínhamos que escolher um arquiteto (entre os estudados durante o semestre) e projetar uma casa com suas linhas projetuais. Escolhi Richard Meier, entre os outros (eram Éolo Maia, Severiano Porto, Siegbert Zanettini, Luis Barragán e mais alguns que não consigo lembrar). Sua obra chamava atenção pela pureza de formas e o uso da cor branca. Depois desse período, Meier foi notícia quando da inauguração do Getty Center em Los Angeles, ainda durante os meus anos de graduação. Muito tempo depois surge novamente durante esta aula na pós-graduação. Nunca o estudei em profundidade, além de alguns projetos, como a Capela do Ano do Jubileu, que deveria ter ficado pronta em 2000, terminada em 2003. Venho tendo um novo olhar sobre sua obra, mas ainda assim – uma falha minha – não o tenho estudado.

Miriam Freeland

Uma garota vem me chamando atenção. Lembrava de seu rosto de algum lugar; não sabia ao certo de onde. Uma atriz experiente, mas de onde será que veio? Seria do teatro? Afinal, nada mais natural que uma atriz tenha experiência nas artes dramáticas no teatro e ser apresentada à TV. Seria até um caminho lógico, pois, até hoje, o teatro sempre vive uma das maiores contradições possíveis: ser popular sendo erudito. Me dá até calafrios quando tratam de falar da popularização do teatro. Mas voltando àquele rosto na novela. Não era uma novela da Rede Globo, ou seja, seria então mesmo uma nova atriz na televisão. O sucesso, não me importa muito. Sempre achei que para um bom ator central os coadjuvantes devem também ser de qualidade. Mas Miriam Freeland já havia passado pela Rede Globo. Desde seus quinze anos de idade já se apresentava nas telas da televisão. Sim, eu sabia. Ela vem da escola de teatro, Tablado (ou seria grupo?). Começou a estudar as artes dramáticas aos 11 anos de idade. Aos 15 anos já estava no elenco de uma novela da Rede Globo, A Viagem (1994) (aqui poderia discorrer horas sobre a qualidade das telenovelas desta emissora, mas sou obrigado a usar um critério: uma novela de Rede Globo tem uma audiência muito maior que as outras emissoras, no mínimo o dobro). Depois passou por algumas novelas na Rede Bandeirantes, até voltar à Rede Globo na novelinha Caça Talentos, de Angélica. Não tenho a menor idéia sobre estes trabalhos. Provavelmente não eram estes que a teriam me apresentado. Foi, claro, na Rede Globo. Seu papel de maior destaque foi na novela O Cravo e a Rosa (2000) que a apresentou, não só a mim, mas ao Brasil todo. Depois em Esperança (2002) e o papel que eu lembro bem e adoro: Pagu, na minissérie Um só coração (2004).
Desde 2005 trabalha na Rede Record em várias produções, da qual Bicho do Mato (2006) faz um grande papel fora de uma produção de época, marca que já a acompanhava há certo tempo. Então, uma vilã malvada, muito má. Acho que tenho queda por vilãs... Mas é na vilã que se apresenta muito da arte dramática. E é ali que aquele rosto conhecido me chamou atenção. Infelizmente não assisti mais do que alguns capítulos de Bicho do Mato, mas Miriam, que atualmente faz uma jornalista, na atual produção Poder Paralelo, que, segundo Cristiane Padiglione, não se parece com novelas da Record, vem a ser uma das atrizes contemporâneas mais interessantes fora do circuito Globo (contemporânea no sentido de idade. Miriam tem 30 anos atualmente).

Ao futuro: Miriam tende a ser uma atriz mais cotada para papéis principais. Uma carreira que se pode dizer “paralela”, mas que vem preparando uma atriz, que era até agora uma especialista em papéis de época. O que é muito bom. Talvez, nestas horas me arrisco a palpitar, as novelas de época sejam mais bem produzidas e mais interessantes às contemporâneas de nosso tempo. Existe uma geração toda de pessoas com menos de trinta anos nas produções de televisão, o que também é muito bom. Esta renovação já era esperada e aquele belo rosto merece mais destaque. Nada melhor que uma atriz preparada, que além de ter talento estudou. Não é fácil o caminho de uma atriz, mas sem estudar deve ser pior ainda. Talvez a Rede Globo deva rever sua “escola de atores” (Malhação) e empreenda num caminho mais interessante. Afinal, “de onde não tem nada, não poderia vir nada mesmo” (não lembro ao certo que disse esta frase, mas concordo totalmente...) e os “sucessos” originados em Malhação andam sendo muito pouco interessantes. Há exceções, como Priscila Fantin, mas ainda assim era de se esperar muito mais.


De onde vêm as coisas...

Para continuar com as postagens tenho que colocar aqui um pouco das minhas idéias a respeito de ter um blog. Não é simplesmente um acúmulo de informações desorganizadas, mas uma linha de pensamento, ou linhas e pensamentos, que está(ão) sempre em constante reflexão. É exatamente um caminho sendo perseguido. Mas não um caminho qualquer. No começo tinha como meta apontar conceitos dos quais concordo, o que continuo a fazer; porém, em certos temas deixo a questão em aberto, simplesmente por não ter vontade de debater, ou melhor, vontade até tenho, o que não tenho é paciência. Não me imagino sendo invadido por milhares de pessoas querendo saber o que escrevo, simplesmente porque continuo a escrever nas entrelinhas. E isso não é técnica, nem nada. É simplesmente um opção decorrente dos tempos atuais.

Venho conseguindo material sobre algumas pesquisas, que até agora quase nada publiquei por aqui. Pois, este não é o canal ideal para isso. Por aqui vamos montando algumas trajetórias, como o acompanhamento dos três últimos campeonatos brasileiros – muito por alto é verdade –, algumas variações musicais, algumas questões arquitetônicas, como a trajetória dos prêmios Pritzker, entre outras tantas. Mas a idéia de buscar daí algumas outras questões ainda estou longe. Neste ano acompanho com bastante interesse a temporada de O Aprendiz. Não à toa, é um programa que pode ter relações mais interessantes que o simples entretenimento. Acompanhá-lo é uma quase crítica. Isso porque ele tem suas opções iniciais, suas particularidades. Ver isso depende de muito mais tempo e muito mais letras que estou disposto; uma parte por reflexão outra por uma falta de motivação maior. Mas as opções colocadas sempre estão relacionadas à cultura; umas vezes alta cultura, outra vezes cultura popular – se é que realmente existe está diferença, pois, para quem lê, estuda, se interessa, tem curiosidade, dá para tirar leite de pedra. Sem contar que esta diferenciação às vezes pode estar longamente errada. E nos momentos atuais, onde comparação é vista como algo que não pode ser explorado... Fico com muitas das minhas comparações. Um exemplo que poderia dar é que não me importo muito com o que o escritor José Saramago acha de Albert Camus, mas tenho interesse em refletir o que Camus pensaria de Saramago, lembrando que os dois são ganhadores do Nobel de Literatura.

Ao falar sobre alguns filmes, nem sempre estou interessado na história, nos atores; mas na época, no momento, na reflexão sobre quando assisti ao filme e quando este se passa. Às vezes algo sem grande valor é interessante para pontuar momentos. E como já havia falado em alguma postagem, o momento tem um valor confuso: entre a emoção daquela hora e a qualidade do que foi experimentado. Estou com um texto iniciado sobre uma atriz, que devo publicar ainda hoje. O texto não trata de fazer uma biografia e nem mesmo de avaliar seus papéis, mas o de fazer um apontamento de uma carreira que pode vir a se desdobrar em muitas facetas. São nas pequenas questões que me interesso.

Poderia para colocar também que há uma total contradição nos textos aqui apresentados. Alguns são meio apressados, não muito trabalhados parágrafo a parágrafo. È está uma impaciência que venho tentando dominar. Isso às vezes desvaloriza algumas idéias. Sem contar que ao mesmo tempo, além de marcar momentos, marco também conceitos. É realmente uma façanha tentar interpretar o que penso só pelo que vai por aqui... Sem contar que é natural do ser humano a contradição. A completa coerência não é humana.

Uma época dizia que vivia uma vida dupla; hoje até poderia dizer tripla. Mas uma coisa é certa, nas entrelinhas tem muito do que é maior, da diretriz de tudo. Só voltando ao conceito deste blog, as questões que vem na apresentação deste continuam valendo. Afinal, caminhar é preciso. E saber quem é você, de onde você veio e para onde você vai continua a ser importante e um dia eu chego a algum lugar. Porque “É chato chegar / A um objetivo num instante”; só por essa frase eu já poderia escrever mais uma folha... Terminar um texto citando Raul Seixas? Ainda mais sabendo que não tenho lá essa fixação no Maluco Beleza... Mas ele tem razão... Será alta cultura? O que vai por trás da frase é; a música de Raul não. Simples assim. Mas nem sempre esta simplicidade é assim tão pouco polêmica.

Tudo acaba em pizza

Esta temporada de O Aprendiz tem me chamado a atenção, talvez mais que todas as outras. Na tarefa de ontem, por surpreender as concorrentes, na prova do asilo, por buscar um valor no individuo, na prova da sucata, por buscar uma criatividade. Provas que inovaram a fórmula do programa, que precisava ser renovada, pois, não havia gostado das duas ultimas temporadas. E anda sendo impressionante a criatividade da produção para as tarefas.

A tarefa de ontem, de fazer uma apresentação e produzir um comercial de televisão para as pizzas da perdigão foi uma das tarefas mais incríveis. Não pelo fato de ser uma apresentação ou um comercial, mas por ter que apresentar e explicar o comercial para oito consumidores das pizzas Perdigão. E estes oito, não eram quaisquer oito consumidores. Eram na faixa etária de dez anos de idade. Foi surpreendente a surpresa das quatro aprendizes ao se deparar com as criancinhas. Justus usou de uma “analogia” para conseguir tirar das candidatas algo que até o momento não havia aparecido. Trabalhou com a emoção delas por quase a tarefa toda.

A primeira dupla a apresentar foi a de Ana Paula e Karina. Karina travou. Por um instante achei que estava tudo terminado para ela. Durante a produção do comercial já havia tido problemas e a apresentação estava mal estruturada (o que não dá para avaliar pelo programa, mas pelos comentários de Justus e seus conselheiros). A apresentação de Stephanie e Marina também não foi muito superior, assim como a produção do comercial. Porém, Marina salvou tudo por sua espetacular mudança de tom para explicar às criancinhas. Exatamente o que Justus queria. Ali foi a hora, como espectador do programa, em que eu consegui ver Marina como uma grande concorrente. Até então achava justamente o contrário de Karina e Ana Paula, principalmente sobre Stephanie, que continuo a concordar com o que escrevi aqui. Acho que Stephanie vem surpreendendo nestas últimas três vitórias. Todas, inclusive Marina, acreditam que Stephanie está lá por pura sorte. Sorte ela teve, claro, o que também é verdade para Marina e Ana Paula.

A sala de reunião foi tensa. Karina partiu para uma postura agressiva. Ana Paula continuou zen. A demissão de Ana Paula foi por uma resposta um pouco ruim, que começo a achar que está sendo definidora do que Justus quer. No momento em que falou em empreender o prêmio de um milhão de Reais, Justus achou que sua maior preocupação era o prêmio e não o trabalho na agência de publicidade – o que é bem provável, já que ela faz Direito. Walter Longo continuou a achar que a prova do asilo foi muito ruim, o que concordo com ele. E também concordo com Claudio Forner quando optou por Karina, pela segunda vez. Karina se salvou por pouco. Se continuar assim ela poderá ser a próxima a ir para casa. Sua estratégia, se é que foi uma, de ser agressiva deu pouco resultado. Se não fosse por um quase suicídio de Ana Paula, não sei dizer qual das duas estaria hoje fora do programa. Justus também não gostou do estado geral de Karina – acabada. Isso a prejudicou muito.

Além da tarefa, que tratou de expor lados emocionais das meninas, a recompensa foi uma pizzada com alguns familiares das concorrentes vencedoras. Como sempre, tudo acaba em pizza. Stephanie precisava disso, mas foi Marina que mais se emocionou. Até seu pai chorou. O contato com a família, neste momento de muita pressão, é muito bom para os participantes. Esta reta final, dos dois próximos programas, será a mais emocionante de todos os aprendizes, já que até agora nenhuma delas tem vantagens competitivas muito maiores.

maio 20, 2009

Stephanie Paris - A Aprendiz!

A capixaba Stephanie Paris, estudante de administração de empresas, participante do programa O Aprendiz, vem conseguindo uma façanha: vitórias onde todos viam derrota certa. Pelo menos é assim que vejo as duas últimas participações de Stephanie no programa. Na primeira eram as três: Ana Paula, Mariana e Stephanie, se batendo para conseguir fazer da sucata algo vencedor; depois somente com Marina a conquista de uma vitória, onde não comeram, não dormiram, mas brigaram o tempo todo. Se ela vai vencer não faço a menor idéia, mas conseguiu se superar, pois, no início do programa, via uma candidata insegura e sem liderança. Hoje, em comparação, tornou-se uma das favoritas a vitória.

Estas brigas constantes fez lembrar-me de como Jânio Quadros montava sua equipe, segundo o jornalista e atual deputado estadual João Mellão Neto (aqui): “(...) Como pretenso biógrafo de Jânio Quadros eu deveria saber que o seu estilo era esse mesmo. Deixar que todos se matem e depois tratar de prestigiar os sobreviventes.” De uma forma, provavelmente inesperada, Justus está podendo avaliar outro lado de Stephanie.

Por que Stephanie? Poderiam me perguntar. Mas só ela tem este perfil. Marina está lá por uma boa margem de sorte, maior que a de Stephanie, mas não tem o perfil desafiador e aquele jeitinho de “garota problema”. A Ana Paula ainda é imatura demais, e não tem ritmo, a mesma pegada de Stephanie. Se parece mais com a Stephanie das primeiras tarefas, um tanto quanto parada, um pouco zen... Logo, Karina se torna automaticamente a sua principal adversária. E com vantagens. Porém, Karina anda sendo pouco criativa e num jogo, a pequena vantagem não quer dizer nada. Nada mesmo: qualquer uma das quatro pode ganhar o programa; não há como fazer uma estratégia.

Mas voltando à Stephanie, ela tem além de sorte, uma postura que está aparecendo melhor nestas últimas tarefas. Conseguiu se livrar de Rodrigo e de Maytê longe da sala de reunião. Por sorte também, foi desta forma que se livrou de Lucas, Álvaro e logo no começo quase não conseguiu sair de uma sala de reunião. Porém estou por vê-la na sala de reunião enfrentando de frente Karina, Marina e Ana Paula, onde sua postura será colocada à prova. Será diversão garantida!

PS: Não se enganem... Continuo a torcer por Karina, que acho a mais preparada, mesmo se saindo tão mal naquele quiz...

Dupla demissão

A tarefa do episódio de ontem, dia 19, do programa O Aprendiz, tratava de empreendedorismo. Separou-se por duplas os seis participantes restantes e uma das regras seria a demissão de dois participantes. Tinham um capital inicial de R$5.000,00 e liberdade para investir ou aplicar em qualquer coisa e quem tivesse melhor resultado financeiro ganharia a tarefa. Logo no sorteio se definiram as três duplas: Stephanie e Marina, Mariana e Ana Paula, Karina e Rodrigo.

Stephanie e Marina conseguiram ser vitoriosas e ganharam uma viagem a Londres. Realmente, se mataram. Além das brigas, foram para a rua e venderam coisas do São Paulo Futebol Clube, na noite do jogo da Libertadores. Venderam câmeras e notebooks, até rifa fizeram. Ana Paula e Mariana focaram em vender jóias, tomando peças por consignação. Como falou Ana Paula, trabalharam menos que Stephanie e Marina, com um lucro maior, porém não o suficiente para ganhar a tarefa. O pior desempenho foi da dupla Karina e Rodrigo, que resolveram prestar serviços de web site. Tiveram sua margem de lucro, mas como salientou Justus, não se arriscaram.

Por este caminho tomado para a internet, Rodrigo acabou se apresentando como um candidato de uma única temática. Por sua vez, Karina foi a escolhida pelos seus pares para permanecer no programa. Mariana já havia feito a gafe de dizer que é menos criativa que os outros pares. Como já havia dito aqui, achava que ela sob pressão não tenha bom desempenho. Não deu tempo para verificar: Rodrigo e Mariana saíram do programa ao mesmo tempo; uma dupla demissão; um de cada dupla. A frase mortal de Mariana foi dizer que gostaria de enfrentar a candidata mais preparada na final. Justus disse que isso é bonito de se falar, mas não é verdade. E tendo a concordar com ele. No fundo a disputa estava entre Ana Paula e Rodrigo na segunda parte da sala de reunião. Ana Paula se salvou da demissão, mesmo Karina tendo dado seu voto a Rodrigo (também não o fez de forma enfática, como Mariana). Ela (Ana Paula) chegou a acertar, mesmo sem saber, na hora que disse que faria a mesma coisa. Talvez tenha sido este seu grande acerto.

Walter Longo optou pelos dois demitidos. Claudio Forner teria demitido Karina e Rodrigo. No fundo, Karina não poderia sair, mesmo Forner tendo razão – de que ela foi a dupla suicida. Ela é a mais respeitada entre os concorrentes. Bem, a disputa agora ganha outra dimensão. Eu acho que Stephanie vem se apresentando melhor nas últimas tarefas, principalmente por ter que brigar com suas concorrentes o tempo todo. E o melhor, anda dando bom resultado. Ainda se podem ter surpresas dessas quatro concorrentes; o jogo ainda não terminou. Conforme Justus já havia falado, somente uma concorrente ganhará a disputa.

Um ano sem Artur da Távola...

“Música é vida interior, e quem tiver vida interior, jamais padecerá de solidão!”
No dia 9 de maio de 2008 faleceu Artur da Távola. Já tinha falado dele outras tantas vezes neste blog, mas ao receber o newsletter de sua equipe, me deu uma saudade das suas crônicas. Espero um dia que elas sejam reunidas num livro. Variavam desde costumes, política, música, ou até mesmo sobre as telenovelas. Gostava muito do que escrevia e do que falava. Era também um grande contador de histórias.

maio 19, 2009

Outra da época...

Sempre ao falar sobre Éolo Maia, algo também me remete ao arquiteto Mário Botta. Eu sempre fiquei imaginando a entrada desta casa, com este incrível corredor. É um projeto de 1971, construído entre 1971 e 1972, na região do Ticino, na Suíça. Já na faculdade Mário Botta não era discutido. Tinha um ar um pouco pós-moderno demais... Mas, o que mais intrigava certos professores eram as questões relacionadas à simetria. E realmente, a obra de Botta em vários momentos remete à simetria e à forma. Não conheço os projetos recentes dele, mas o que o tornou famoso foi exatamente este perfil.

Mais uma da época...

Por falar em Carlos Bratke, um de seus livros foi prefaciado por Éolo Maia, assim como Bratke escreveu o prefácio para um dos livros de Maia. Mais uma da época de faculdade. Já havia falado sobre Éolo Maia aqui, mas, outro dia, ao ler o capítulo sobre Robert Venturi no livro de Rafael Moneo, que já falei a respeito aqui, surgiu um casa de Venturi muito parecida com este projeto de Éolo. Não posso afirmar se houve influência ou não, mas é fato que as duas casas possuem alguns detalhes semelhantes. Éolo, morto em 2002, foi também um dos arquitetos que eram bastante comentados na sala de aula. Alguns professores detestavam, outros achavam interessante, outros nem sequer falavam a respeito. Mas não era uma obra que poderia passar desapercebida. Esta casa, projeto entre os anos de 1981 e 1982, tem algumas características que ao ler sobre a casa de Venturi remeti diretamente a este projeto de Éolo.

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...