abril 24, 2009

A Demissão

Na edição desta quinta-feira, 23, do programa O Aprendiz, Roberto Justus nem sequer fez a segunda parte da reunião, demitindo o candidato João. Tendo deixado falar o que pensava – e como nada pensava – demitindo-o na seqüência de seus poucos argumentos mal estruturados.

A principal motivação foi sua contestação de que havia uma proteção ao outro grupo. Sendo um daqueles candidatos que simplesmente não apareceram nas tarefas anteriores, ao liderar simplesmente não mostrou nada além de desconfiança tola. Não que eu ache que Justus não tenha suas preferências - esta é uma parte do programa: ganhar a simpatia do selecionador – mas, a forma como ele propôs faz ver que não entendeu o espírito do programa. Para Justus disparar a frase “seu inimigo esta ao seu lado”, faz sentir falta de Pedro, que soube ter a humildade de entender onde errou, e do alegre e risonho primeiro demitido desta temporada. Faz ver que João era mesmo um “moita”, conforme definiram no programa – pessoa que fica atrás das ações de outros. Mesmo na saída ainda tentava contestar o programa. Como se não fosse o cliente um dos maiores definidores do resultado desta tarefa...

Foi uma tarefa que não achei interessante, mesmo notando que ocorreram erros dos dois lados, o grupo perdedor foi mesmo pior em mais quesitos. E o produto, o Palm Centro, não foi tratado da melhor forma e eis a decisão do cliente. Para os ganhadores, nada melhor que ir passar uns dias em Miami Beach, naquele maravilhoso hotel. Sorte da participante Karina, que fora mudada de grupo, já sendo vitoriosa em 4 tarefas consecutivas. Ou seja, foi para Aruba, Roma, Rio Grande do Sul e agora para Miami, além de ter vencido na tarefa em que foi líder. Esta pode ser a contratada.

PS.: Notaram que já estou sabendo o nome dos participantes? À medida que o programa vai caminhando vou tomando conhecimento dos nomes e também porque menos nomes a cada programa...

abril 22, 2009

Mais inquietações...

Rafael Moneo escreveu há pouco tempo o livro Inqueietação Teórica e Estratégia Projetual – na obra de oito arquitetos contemporâneos. Na verdade as aulas que geraram este livro aconteceram em 1995 e não se havia certeza que o livro seria feito. Em 1996 Rafael Moneo recebeu o prêmio Pritzker de arquitetura. Neste livro fala da obra de oito arquitetos, com uma ordem não cronológica, mas talvez por importância na cronologia dos trabalhos. O que é uma nova inquietação que praticamente todos os arquitetos estudados no livro receberam o prêmio Pritzker, à exceção de Peter Eisenman. Na seqüência do livro os arquitetos estudados são James Stirling, laureado em 1981, Venturi & Scott Brown, onde somente Robert Venturi recebeu o prêmio em 1991, Aldo Rossi, laureado em 1990, Peter Eisenman, Álvaro Siza, laureado em 1992, Frank O. Gehry, laureado em 1989, Rem Koolhaas, laureado em 2000 e a dupla de suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, laureados em 2001, onde pela primeira vez o prêmio foi dado aos dois arquitetos, o que deveria ter acontecido com Robert Venturi e Denise Scott Brown e, claro, diferente de 1988, quando Oscar Niemeyer e Gordon Bunshaft foram laureados cada um com um prêmio.

De certo modo o livro de Moeno estuda exatamente as tendências da arquitetura mais influentes na década de 1990. Mais que tudo seu livro foi profético em saber que mais cedo ou mais tarde todos seriam laureados pelo Pritzker, o que pode implicar que num futuro Eisenman seja laureado. O livro é fascinante e cada tempo tenho que parar e voltar a estudar alguns detalhes que no livro são passados rapidamente. O livro tem em si um tamanho muito maior e é ótimo que ele tenha saído.

NCIS

Já faz duas semanas que acompanho um seriado que nunca tinha ouvido falar: NCIS. Que trata de investigar crimes ligados de alguma forma com oficiais da Marinha Americana – Naval Criminal Investigative Service. Tem uma grande similaridade com o CSI, com um caráter investigativo, menos científico e muito mais engraçado, pelo fato de ter a agente forense com visual gótico como a Abby. Simplesmente incrível!

Compraria um carrinho de algodão doce cor-de-rosa?

Na edição de ontem do programa O Aprendiz 6, os participantes teriam que vender vários itens, entre eles alguns inusitados como uma carranca, uma camiseta do São Paulo Futebol Clube autografada, um cachorro e um carrinho de algodão doce cor-de-rosa. Foi uma tarefa que tinha por objetivo testar o poder de negociação dos participantes. Mas eu achei mais difícil que a tarefa de programas anteriores, de comprar itens inusitados por São Paulo. A tarefa de vender é mais difícil que a de comprar, pelo menos para mim. Porém alguns itens até que eram fáceis de vender, como a televisão LCD, a própria camiseta do time, a jóia e a passagem para Espanha, entre outros de que não faço a menor idéia, como a barraca de camping e o jogo de pneus. Mas, como sempre digo, a venda depende muito de sorte.

O grupo vencedor conseguiu vender o carrinho de algodão doce, até com certa facilidade. Para o grupo perdedor este foi o item mais complexo em termos de estratégia de vendas. O grupo demorou muito a pensar noutra forma de venda. E isso foi colocado na melhor parte do programa: a sala de reunião. O prêmio do grupo vencedor foi uma viagem para o Rio Grande do Sul, onde dormiriam em barracas térmicas. Ou seja, o grupo que perdeu as duas últimas tarefas, que foram viajar para Paris e Aruba, ganha a estadia em Porto Alegre...

Na sala de reunião Justus inovou. Mas a pobre candidata tinha um histórico que não a ajudava e ela mesma não se ajudou na tarefa. Mesmo assim a líder quase faz suicídio tentando se fazer de boazinha. Esta já está na mira dos que não passam de mais três programas. O fato de perguntar se podia simplesmente levar uma pessoa para a sala de reunião rendeu uma das melhores respostas de Justus. Uma resposta mortal: ao levar somente uma pessoa suas chances de demissão aumentam de 33,3% para 50%. A outra lição aprendida na sala de reunião, com o suicídio da candidata demitida, foi que em toda venda obrigatoriamente o preço é um dos fatores mais importantes. Pois, ao chamar individualmente cada candidata para tentar vender o carrinho de algodão doce, o conceito de venda foi colocado em questão, principalmente quando a líder foi colocada contra a parede sobre suas vendas inferiores ao outro grupo e o pouco conhecimento sobre a raça de cachorro – que a candidata diz possuir um exemplar. Achei uma ótima sala de reunião, mesmo que a tarefa não tenha me animado muito. Para ser mais exato, achei bastante confusa edição da tarefa apresentada, tinha horas que achei ser o mesmo grupo tentando vender duas vezes. Mas isso deve ser impressão minha, que até agora só consigo identificar duas ou três participantes pelos nomes...

abril 21, 2009

Uma busca pela curiosidade

Estava outro dia pensando a respeito de certos questionamentos que tenho feito, em relação às artes - livros, cinema, música – e tenho sempre parado naquela impossibilidade de uma pesquisa científica, ou pelo menos um aprofundamento teórico. Estava lembrando de vários críticos e dos ensaios pouco empolgantes sobre estética que li na faculdade e até mesmo nas escolhas feitas pelas professoras de história da arte em relação aos textos e às escolhas em aula dos temas tratados. Cheguei à conclusão que havia algo ali que nunca se encaixou. Até outro dia, na aula da pós-graduação, ainda este tema sobre estética ainda não está bem resolvido. Mas, felizmente, encontrei alguns novos caminhos num filosofo que desde 2007 vinha me interessando e que agora tenho reservado mais tempo a estudá-lo. Desde um texto que iniciava com uma citação do livro Adão no paraíso e outros ensaios de estética, venho estudando o filósofo Jose Ortega y Gasset mais profundamente. Não é fácil, principalmente que ele fazia já uma grande influência sobre arquitetos modernistas. Uma citação de A Rebelião das Massas abre os trabalhos do CIAM de 1951, no texto do arquiteto Josep Lluís Sert. Se há uma questão maior devo descobrir, um dia.
Minha curiosidade se dá mais por desanimo com o que já havia estudado do que com verdadeira curiosidade. Ortega y Gasset está sendo um incentivo nesse caso. É diferente, pois quase sempre é minha curiosidade que faz descobrir alguns autores e textos e ultimamente sendo maior até que as indicações. O fato de conseguir juntar isso tudo não só é um trabalho bastante difícil como também fico um pouco sem foco, já que a cada tempo aparecem novas questões e a abordagens que torna em complemento a questão contrária. Já havia falado de Ortega y Gasset, mas ele volta à discussão com mais importância, toda vez.

abril 19, 2009

E a F1?

Esta temporada de 2009 da Fórmula 1 está um tanto quanto estranha. Para dizer a verdade, ver Rubens Barrichello ganhar é algo totalmente sem sentido... O que mais escuto é “ele é muito bom, mas não tinha espaço”. Não tinha espaço na Ferrari? E vai ter aonde? Só nessa fase estranha da F1 isso poderia acontecer... Pode ter certeza que após o acerto nos carros, na temporada européia, pode ver que Rubens não ganhará mais nada... E se eu estiver errado? Será porque está temporada as coisas mudaram mesmo na F1...
E isso tem um lado bom e um lado ruim. Ou melhor, teria que dizer que talvez o lado bom disso, que é a volta da competição de várias equipes, seja a derrota total de todas as equipes. Seria o fim da Ferrari, da McLaren etc. O que já vinha acontecendo...

Até o São Paulo comemorou a final do Corinthians!

Claro que é brincadeira. Mas a atitude da torcida do São Paulo de apoiar seu time numa partida ruim (em duas, para dizer a verdade) é louvável. Mas isso prova que a torcida do São Paulo está começando a amadurecer e sair daquele ponto onde só repetem que o time é campeão sei lá quantas vezes... Uma torcida que não respeita seus adversários aprende da pior forma (essa foi para todos os amigos são-paulinos que falaram mal do Ronaldo).

Mas voltando ao jogo, os dois times fizeram uma partida muito melhor que a primeira e o segundo tempo do Corinthians foi realmente muito superior. Foi um jogo menos violento que o primeiro e acredito que o erro do São Paulo foi entrar com três atacantes (igual ao Corinthians, que faz isso há mais jogos). Não acho que a derrota do São Paulo na Libertadores tenha deixado o time menos motivado, mas com certeza não é uma das melhores fases.

Quando aos jogos de Santos e Palmeiras, eu tinha leve inclinação para torcer pelo Santos. Não estava certo que o Palmeiras de Luxemburgo iria perder. Praticamente me surpreendi. Não assisti a nenhuma das duas partidas, mas fiquei até surpreso com a derrota do verdão. Luxemburgo já foi técnico tanto do Santos, quanto do Palmeiras e ganhou os três últimos campeonatos paulista Também já foi técnico do Corinthians e ganhou também o Campeonato Paulista. É realmente uma surpresa não estar na final... E tentar seu nono título.

abril 17, 2009

For Unlawful Carnal Knowledge

The dream is over – Van Halen (1991)
(…) Oh, we're the lost generation
I hold fate from a string
Lookin' for a direction
Reachin' out for anything

So, dream another dream
This dream is over
Dream another dream
This dream is over
Dream another dream (Dream another dream)
This dream is over
Over, yeah
So dream another dream!(…)

O álbum For Unlawful Carnal Knowledge (1991) é para mim um dos momentos mais interessantes do Van Halen. Também tenho que dizer que mal conhecia o Van Halen de Sammy Hagar quando escutei pela primeira vez F.U.C.K.. Ainda tinha aquela visão de 1984, com David Lee Roth, e os sons de sintetizadores de Jump. Right Now foi a primeira música a se tornar um hit. Eram aqueles primeiros anos de MTV e o hard rock não era de maneira alguma “a moda” daquele momento. Eram tempos de Nirvana e os sons de Seatle. Esse disco destoava e não fez uma legião de fãs, que ainda vibravam muito mais com David Lee Roth nas vozes. Foi por causa de FUCK que comecei a escutar Van Halen. Conheci o fenômeno Eddie Van Halen, de músicas como Eruption e Panama. Mas sou obrigado a dizer que a partir de Balance, Sammy Hagar para mim se tornou um “marco”. Já escrevi outras vezes sobre o red rocker (aqui também) e continuo a gostar de sua música, mas tudo começou com este álbum...

Sem palavras... Dilma é "EMO"

Do blog de Reinaldo Azevedo:

O legado da TV Manchete. Believe it or not!

A TV Manchete foi inaugurada por volta de 1983. Eu tinha sete anos de idade e o programa que mais lembro é Acredite se quiser (Believe it or not), apresentado por Jack Palance, que se não me engano, permaneceu na grade por alguns anos. Não que o programa fosse a “melhor coisa que já vi”, mas era engraçado e curioso ao mesmo tempo, principalmente por ser real. Eram histórias bizarras coletadas ao redor do mundo por Robert Ripley, por volta dos anos 30 e 40. Uma das inúmeras boas lembranças que tenho da TV Manchete, que fechou as portas por volta de 1998, 1999 (se não me engano, novamnete).

O que me faz voltar a falar da TV Manchete é justamente a recente reapresentação no SBT de Dona Beija, a primeira telenovela de sucesso da emissora. A novela que lançou Maitê Proença para o estrelato. Ta bom que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas Dona Beija também marcou o horário depois da novela da Globo. Como disse Cristiane Padiglione, “foi a produção que começou a marcar posição para a boa teledramaturgia (...) e para a criação do hábito (...)”. (aqui) Depois de Beija, vieram Kananga do Japão, Pantanal – o maior sucesso da TV Manchete -, Ana Raio e Zé Trovão e a última que me lembro, Chica da Silva. Uma produção de teledramaturgia que já foi reprisada no SBT e na Bandeirantes (Mandacaru). Uma pena não reprisarem uma minissérie, cujo nome não lembro, que Ingra Liberato era uma sereia... Bons tempos...

O Aprendiz: o líder que não lidera

O demitido desta última quinta-feira, 16, foi o líder da prova. Segundo a opinião de Roberto Justus, foi o líder que não liderou. Os três que foram parar na sala de reunião mereciam estar lá. Ou melhor, mereciam estar fora do programa. Não vou citar nenhum nome, pois ainda não consigo identificá-los e, mais, não vou ficar “xeretando” no site para saber o que pensam. De que adianta saber, se o que apresentam é completamente diferente? O que vale é o fato de como foi executada a tarefa. Era simples, com conteúdo bastante fácil de entender: fazer uma matéria jornalística sobre os 15 anos do programa fidelidade da TAM. Um grupo fez o que tinha que ser feito e ganharam uma viagem para Roma. Como disse, o melhor do programa O Aprendiz são as viagens de prêmio. Na última prova foi uma viagem para Aruba, no México. Assim a vida fica muito melhor...

Voltando ao líder que não lidera, o rapaz ainda pouco experiente, o que não é nenhum demérito, não conseguiu gerir as habilidades de todos e partiu para uma ação com pouco planejamento. O problema é que o grupo não sabia o que fazer e isso impediu um maior destaque para qualquer um do grupo. A opinião de Walter Longo foi a de um líder que pecou por ação e por omissão. Foi bem dura. Eu teria pensado como Cláudio Forner, porém, é compreensível que Justus tenha escolhido pelo líder. Afinal, os outros dois eram acessórios nessa tarefa. Este grupo perdedor já mostra sinais de estar rachado. Vamos ver na terça-feira, se numa nova derrota o grupo vai rachar de vez...

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...