Estava assistindo a um programa, num canal estranho, daqueles que apelidei de TV Traço, que sempre dão traço no Ibope, em todos os programas, e vi um filosofo falando. Já havia visto um programa com ele, muitos anos atrás. Tratou de falar sobre temas semelhantes, tais como o enigma da Esfinge. Foi com ele que fiz a primeira incursão filosófica sobre o enigma da Esfinge. Uma avaliação incrível que até hoje levo comigo. Na verdade a primeira incursão foi no livro O Mundo de Sofia. Mas de tão estranha e rasa que foi, que até aquele programa nunca tinha feito a devida ligação entre uma coisa e outra. Numa aula, a pouquíssimo tempo, o enigma volta à tona, principalmente por causa do tema da aula que tratava da trilogia tebana. Mas neste segundo programa o filósofo, que não faço idéia de seu nome, tocou novamente na questão do enigma, mas foi mais um pouco mais além. Colocou uma frase, somente uma, que valeu por todo o programa. Era mais ou menos assim: Para uma vida só necessitamos de um único mandamento: nascer com dignidade, viver com dignidade e morrer com dignidade. Bem, somente para terminar, ele fala que dignidade é um valor absoluto, que não há relativismo cultural a respeito. Incrível que o mesmo filósofo aparece tantos anos depois e continuo sem saber seu nome. Para mim é um sofrimento não saber quem era o autor destes pensamentos que me fizeram refletir tanto em tanto tempo.
Caminhar é preciso. Três perguntas se tornam importantes: Quem é você? De onde você veio? Para onde você vai? Por todas elas existe um caminho. Nem sempre chegar é o mais importante.
junho 21, 2009
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