junho 05, 2007

Presente: Oscar Niemeyer

Muito se escreveu sobre a obra de Oscar Niemeyer. E nunca ele conseguiu produzir tanto como nos últimos dez anos. No passado se falava muito de suas obras não concluídas, como o Museu de Caracas. Agora se fala dele com as obras concluídas 50 anos depois, como o Auditório do Parque do Ibirapuera. É interessante analisar sua obra construída nos últimos anos e ver que a polêmica continua. Apareceu num jornal, ao lado de Domenico e Masi, falando sobre uma obra sua em Ravello, cidade italiana, onde havia manifestações contrarias à sua construção. Assim como houve (e ainda há) polemica na finalização da obra do Auditório do Ibirapuera (com a retirada ou não de uma parte da marquise já construída e tombada pelo Patrimônio Histórico). Mas ainda volto a uma fase anterior. A obra do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (na época de sua inauguração, em 2002, chamada NovoMuseu somente) onde Niemeyer interfere em uma obra de sua autoria dos anos 60. E como toda sua obra, gera a polemica de sempre. Em dezembro fará 100 anos de idade. O Príncipe de Astúrias quer comemorar seu centenário com a inauguração do centro cultural projetado por Niemeyer, em Astúrias, no norte da Espanha. Em 2003, Niemeyer projetou para a Serpentine Galery um pavilhão que ficaria durante o verão montado no Hide Park, em Londres. Parece que continua lá, só por ser obra de Niemeyer, enquanto que todos os dos anos anteriores foram desmontados ao fim do verão. Veja fotos aqui do pavilhão.

Agora, fora a obra arquitetônica de Niemeyer, existe um discurso que nada tem a ver com ela. Esse discurso eu dispenso.

Daniel Piza - Um ano de blog

Hoje, dia 05 de junho de 2007, o blog do jornalista Daniel Piza faz um ano. É um dos blogs que li desde o começo e o leio faz certo tempo já, desde 2002, 2003... nem lembro ao certo. Nunca foi um blog de milhões de comentários, mas sim de opinião, basicamente de muita coisa que gosto, como literatura, música, futebol, e “va lá, política”. Também fala sobre comportamento, gastronomia e restaurantes, arquitetura e urbanismo. Sua coluna sempre muito interessante e comecei lendo já discordando dele. Pois falava sobre o edifício recém inaugurado à época, do Novo Museu, em Curitiba. Não era bem discordando, mas talvez fazendo ressalva da diferença daquela obra a outras de Niemeyer. Em seu blog, só discordei dele a respeito de sua opinião de não acreditar num Estado Mínimo. Nada de mais, na verdade. E poderia dizer que não gosto de Radiohead, também. Mas que concordo plenamente que se pode gostar tanto de Tadao Ando como de Frank Gehry.

junho 04, 2007

Why the world needs a hero?

Vou narrar uma história ocorrida em 1994. Estava com um amigo e este veio até minha casa e fomos juntos fazer uma entrevista coletiva para emprego. Não sei se mudou muito isso até hoje, não trabalho com recursos humanos. Não conheço também especialista em recursos humanos, só caio de vez em sempre na mão dessas pessoas. Enquanto o emprego esta em crise, o profissional de recursos humanos esta em alta. Normalmente muito pouco preparados especificamente tentam abstrair de conceitos subjetivos perfis adequados às funções específicas. Tenho eu certa dúvida a respeito de seu jogo da incerteza.

Vamos por partes. A primeira situação que me surge sempre é o quanto este profissional conhece a área específica de atuação do possível candidato. Muito diversas entre si, os currículos são baseados nelas e não em perfis. Logo alguém pode me dizer que isso não importa, e sim os aspectos subjetivos. Já chego neles. Ou seja, não se pode ser especialista em algo, pois este conhecimento é tido pelo profissional avaliador somente como uma, e somente uma, qualificação. Não importa para ele a prova material disso, é só mais um critério. Um plus. Veja bem, nada contra esse critério, mas a minha dúvida esta na natureza da qualificação. Um mestrado, não é simplesmente um plus. Deve-se avaliar a especialidade daquele tema tratado serve ou não ao melhor desempenho na vaga a ser preenchida. Isso faz sentido. Vamos a um exemplo: um médico com a cara feia e antipática, mas que sabe diagnosticar um remédio e um tratamento moderno é muito mais eficiente que um médico super-simpático e solícito que nada entende além de uns poucos procedimentos clínicos básicos. Por que uso esse exemplo? Pois no profissional de medicina ninguém tenta ludibriar sua capacidade ou põe em cheque sua competência ou mesmo tenta distorcer suas funções baseadas na sua “experiência pessoal”. Pode desconfiar, pedir segunda opinião com outro médico, mas nunca e em nenhum momento se satisfaz com a explicação rasteira, pois ou a dor, a doença, o sintoma ou até pior que isso (mas ai já é tarde), não deixa. Quanto ao segundo aspecto, os subjetivos, quanto menos especialização, mais fácil se torna a avaliação geral. Ai então, os subjetivos critérios têm mais valor. Pois, a partindo do princípio que os candidatos tendem a igualdade, nada mais importa que então seus aspectos psicológicos. Não confundir ai aspectos psiquiátricos. Ou seja, se o sujeito é doente psiquiátrico não se enquadra, por exemplo, em ambiente socialmente aceitável, não é de jeito nenhum candidato a nada. Só se for uma vaga para homem-bomba, por exemplo.

Mas voltando a cena de 1994. Fomos nós a esta reunião. Foi num prédio próximo de casa onde estava uma multidão. Preenchemos uma ficha, com nome e dados. Uma pessoa passou recolhendo e então se formou um círculo, todos em pé e ao centro a avaliadora. Ela deu então uma pergunta a todos e esta seria respondida individualmente para todo o grupo. Era: qual sua opinião a respeito de Ayrton Senna ser um herói nacional? Algo assim. Lembrando que isso foi pouco tempo após a morte de Senna, no acidente em Ímola. Foi então ela chamando alguns candidatos pelo nome e pedindo para responder. O chavão das respostas era exatamente que Senna era um herói nacional e que tinha muito orgulho de ser brasileiro por causa disso. Logo via que ninguém ali sequer alterava algo. Até meu caro amigo ser chamado e respondendo que não acompanhava as corridas de Formula 1 e não tinha então nenhuma opinião sobre as contribuições sociais dele ao Brasil. Praticamente desconhecia as atividades sociais dele. Por um momento notei todo mundo um tanto quando reflexivo. Com uma cara de indignação e ao mesmo tempo tentando ver se existia ali naquela resposta a chave do mistério da questão apresentada. Não fui nem convocado a responder, nem todos os candidatos o eram, mas não concordaria com meu amigo. Mas também não iria dizer que ele era um herói nacional. Era uma personalidade do esporte, que até hoje, mesmo passados mais de 13 anos de sua morte, motiva exemplos de boa conduta. Nada mais. Sei lá em que subjetividade isso poderia se enquadrar. Uma questão como essa quer mostrar o que do candidato? Sua simpatia ao ídolo do esporte? Sua coragem “brasilianista”? Sua sensibilidade a respeito de uma noticia que parou o Brasil? Essa talvez a mais adequada. Mas significaria que alguém fazer uma análise racional, seria então balizar sua insensibilidade? E se o rapaz não tem interesse nenhuma em corridas? Por que seria o herói dele? Ele estava informado do que ocorrera, mas nada impede de não ser ele fã do homem. Essa política de moldar perfis é como o carnaval ser a representação da alegria geral do povo brasileiro do ano todo. Ou pior, dizer que o samba é a única música do brasileiro.

E como volto à dúvida: afinal se busca um perfil adequado ou se busca adequar os perfis para as vagas? Busca-se um ator de perfil adequado ou a verdadeira face do candidato? Ai nesse momento mora um conceito. O candidato estar interagindo com o mercado, saber ter visão do mercado e da situação geral, de ser empreendedor, agressivo ou cauteloso é diferente de forjar a si esse perfil, embasado numa “estética de mercado”. Poderia ainda adicionar a essa “estética de mercado” um “modismo”. Esta na “moda” ser agressivo, ser empreendedor, ser conservador, ser sei lá o que... Mas ser você mesmo esta aonde?

Fora estes dois aspectos, o fato de o “entrevistador profissional” não ter conhecimento especifico sobre a área de atuação do candidato e se basear em aspectos subjetivos de análise, este terceiro aspecto de se formalizar um perfil ideal pela mídia ou academia (não creio que faculdades formem algum perfil, que não o oriundo de sua tradição, mas...) são os atuais critérios de uma futura colocação no mercado. Quem nunca passou por isso, não?

Além disso, num planejamento de carreira, também existem aquele boatos sobre os perfis relacionados ao tempo de permanência nos empregos. Se ficar muito tempo é acomodado. Se ficar pouco tempo é oportunista. Claro, ai começa as inúmeras pequenas condições: se ficou muito tempo mudando de cargo dentro da empresa, então é investimento. Se ficar no mesmo cargo, não. Mesmo sendo este cargo dinâmico e tendo passado por inúmeras mudanças. Exemplificando: Um web designer que fica cinco anos no mesmo cargo, mas durante esse período no exercício desse cargo somente, absorveu todas as mudanças tecnológicas, é ou não um acomodado? Veja que é muito relativo, mas a exposição é essa: cinco anos no mesmo cargo, sem promoções. As atribuições mudaram? Não. Mas absorveu a tecnologia nova para continuar na mesma função. Isso é fácil de se expor, se o entrevistador conhecer as especificidades do cargo. Se não, simplesmente pode voltar à afirmação inicial de um acomodado.

No fundo, o que quero relacionar se é ou não válida a existência desse profissional de recursos humanos. Se ela causa ruído ou clareia as alternativas. Como disse inicialmente, se a criação de empregos estivesse em alta, a demanda estaria equilibrada e os “ruídos” estariam eliminados por uma questão de qualificação específica. Mas com a opção na “Economia do Mais” ou “O Reino da Quantidade e o Final dos Tempos” o mundo padece mesmo é de um herói.

junho 03, 2007

Futebol - Campeonato Brasileiro 2007

Não estou conseguindo acompanhar nada desse campeonato. O pior que a última vez que acompanhei um campeonato inteiro foi em 2004. Aliás campeonatos e a Olimpíada quase inteira. Em 2005 não vi nem a final do campeonato brasileiro. Mesmo torcendo muito não tinha como me organizar para ver o campeonato. Estranho eu estar falando nisso. Pois antigamente eu só acompanhava as copas do mundo. Aliás tento acompanhar hoje em dia até alguns jogos internacionais, como a Eurocopa. Se não me engano teve a pouco um jogo entre França e Ucrânia. Falo com um amigo em Ribeirão, que me diz ter todos os canais pay per view, assim não perdendo nada dos campeonatos. Bons tempos que tinha pelo menos os canais todos da TVA...

Fazer parte ou não...

Outro dia falava com uma amiga a respeito do fato de comer ou não carne. No fundo a carne não é tão complicada. O que vem junto com a carne talvez o seja. Imagine o sofrimento do animal? Imagine só, criar animais e engorda-los para refeição. O pior é engordá-los. Em tempos e gorduras saturadas, engordar o bicho é praticamente uma besteira, se na hora do beneficiamento da carne descarta-se muito dessa gordura. Mas e como seria não comer mais carnes? O pior é não comer mais carnes e nem usar nada de origem animal. Isso inclui leite, ovos, gelatina, sapatos de couro, travesseiros de pena de gansos e artigos de couro e lã natural. E mais: peixes, camarões, lagostas e lulas. Ou como diz o pai de uma amiga: só não como cadáveres. Já se imaginou comendo verduras, legumes, frutas, mel e tudo isso frio? (Sim, frio, pois segundo os Vegans, o calor mata os vegetais...).
Realmente até ai parece uma opção de vida. O problema é fazer parte disso e impor suas opções para quem ainda não pode dispensá-las. Um caso ocorrido nos Estados Unidos, de um bebê que morreu de fome por culpa dos hábitos de seus pais naturebas exagerados, é algo que recria toda a discussão sobre temas ligados praticamente à tudo que se trata sobre a Nova Ordem Mundial. Um tanto quanto complicado. Ser este um tema que não interessa seria o mesmo de se tornar um Merssault. Ser este tema defendido por mim seria o mesmo de me tornar um Raskolnikov. O melhor mesmo é ser um Hamlet nessas horas. E que Shakespeare continue sendo o guia...

As Batatas


Elas fazem parte de praticamente toda a culinária européia. Desde as francesas saute, as saladas de batata alemã, até a famosa batata inglesa. Muitas formas e maneiras de se prepará-las. Uma omelete francesa com batatas, purê de batata ou batatinhas fritas mesmo. Tem uma batata frita, ela inteira, que antes é cozida, depois frita. Um espetáculo.

Outro dia fui ao Baked Potato, coisa que fazia muitos anos que não ia, e pedi uma batata com recheio de strogonoff. Maravilha! Conseguiram juntar dois pratos que adoro em um só.

Tenho percebido que minhas preferências gastronômicas não mudaram muito desde o período que fiquei sem comer carne. Hoje aprecio mais ainda seu sabor. Devem ter sido os cangurus que comi em Munique, ou aquele coelho em Coconut Grove.

Como pude esquecer!


Sim, existe uma diferença entre a eleição para prefeito de 2000 e 2008 (em São Paulo). Se realmente isso se concretizar (o que acho muito difícil) teremos na disputa de 2008 em São Paulo, o PTC. Existe uma lenda de que se a ex-prefeita Marta Suplicy se candidatar, o agora deputado federal (PTC-SP) e estilista Clodovil Hernandez também participará da disputa. São Paulo nunca mais será a mesma!

junho 02, 2007

Ano que vem, nos Estados Unidos


Ano que vem terá além das eleições para prefeito, as eleições presidenciais nos Estados Unidos. É o fim do mandato Bush. Os Democratas e os Republicanos já fazem suas apostas. Ainda não estou a par de todas as articulações de todos os presidenciáveis americanos. Mas os Democratas já saíram na frente, com um “desfile” de candidatos. Tem a senadora Hillary Clinton, o senador Barak Obama e o agora ativista ecológico, ex-presidente Al Gore. Este ainda não declarado, mas óbvio candidato. Sinto dizer, mas creio na vitória de um republicano. Não vejo nesses nomes nenhuma força motivacional para realmente debater os temas mais importantes nos Estados Unidos: imigração, guerra do Iraque e política externa.

É muito difícil saber o que realmente esta acontecendo lá. Inúmeros motivos eu poderia dar. Um deles é a falta de uma Rede Globo, hahaha! Os jornais The New York Times ou The Washington Post são referencias democratas, o que impede de ver o todo do que acontece lá. É um pouco diferente do Brasil. Lá os programas de rádio dão audiências muito maiores e mais representativas, como o de Rush Limbaugh. Mas esse não é o meu foco. Fico por enquanto de olho nos republicanos para ver o que aparece. Tenho certa simpatia pelo ex-prefeito de Nova Iorque Rudy Giuliani. Não sei se ele vai em frente na disputa. Mas depois dele, New York nunca mais foi a mesma... Dele e de Charles Bronson...

Ano que vem...

Eu espero retornar a esse tema ainda muitas vezes, para ver o que mudou nesse meio do caminho. Que vai mudar, vai. Isso vai. Até agora só há indecisão. Nada de certo, nada diferente. Temos duas eleições importantes ano que vem. As prefeituras, onde vou comentar a atual situação dos candidatos e a eleição para presidente dos Estados Unidos. Não estou fazendo correlação com elas, é simplesmente uma questão de tempo: as duas serão ano que vem.

A eleição para prefeitura de São Paulo esta simplesmente um mar de indecisões. Um prefeito que assumiu um governo no meio do caminho, depois de 1 ano e 3 meses de governo de José Serra, atual governador do estado de São Paulo. Pode se candidatar à reeleição. Mas ele é pouco conhecido e nunca antes um prefeito foi tão “patrulhado” como ele. Jânio Quadros, quando prefeito de São Paulo, conseguia estampar seu trabalho todos os dias na mídia, por suas ações inusitadas ou por posturas diferentes do cotidiano da cidade. Mas Gilberto Kassab só ganha a mídia nos momentos negativos de sua gestão. Não vi até hoje nenhuma menção na mídia a respeito de alguma obra concluída ou em fase de execução de seu governo. Essa é sua situação hoje. Não tem apoio nenhum da mídia, não tem carisma, não consegue emplacar diferenças no cotidiano da cidade (nem vou falar da parte da poluição visual, pois seria ao mesmo tempo negativa e positiva, sendo um debate mais atendo, ver que o projeto não era exatamente de seu governo) e não tem apoio direto de todo seu partido. E ainda digo mais: o possível candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, divide o quadro dentro de seu partido e no PSDB.

Geraldo Alckmin por sua vez é conhecido e tem uma herança de governo bastante interessante e alguns, como direi, desentendimentos com o atual governador, o que não consegue usar de forma positiva. Mas é um candidato muito mais viável que em 2000, isso sem dúvidas. Principalmente comparando que os seus possíveis adversários seriam os mesmos de 2000.

Entrando nesse mérito, nada mais direto que comparar os dois outros possíveis candidatos. E mais: comparar suas posturas com as de 2000. Marta Suplicy, é a aposta única do Partido dos Trabalhadores (isso soa quase como uma ironia). Foi prefeita, tem sue méritos no CEU, no transporte público e suas mais negativas obras que deixaram a cidade um caos, em seu último ano de mandato. Mesmo concluídas são inertes e invisíveis. Tem uma herança de um governo federal cuja imagem de 2000 é simplesmente contraria à atual. Mas é, ainda assim, viável. Se em 2004 não teve viabilidade de se reeleger, não creio muito em sua vitória, nem com a possível exposição como ministra (de um governo desestruturado, diga-se, é quase negativo).

E o outro candidato, nada mais nada menos que o de sempre: Dr. Paulo. Sabe-se lá por que os chamam de doutor. Mas é o eterno candidato. Com uma gestão que ficou a muito esquecida e posteriormente deformada pelo seu “pupilo” Celso Pitta, fez o suicido político completo, sendo base de apoio do atual governo. Certo que é um tanto em cima do muro, mas é apoiador do que a Marta defenderá. Logo, não creio em sua vitória. Maluf é um caso raro. Um sujeito que conquistou (por herança) dois grupos de eleitorais diferentes, é hoje um quase nada. Ele era a herança de Adhemar de Barros, o populista e ao mesmo tempo herdeiro dos eleitores de Jânio Quadros. Dois quadros da política paulista que demandam muitas linhas de textos para sublinhar as inúmeras diferenças. Basta lembrar da eleição presidencial de 1960, onde os dois eram candidatos e tinham nítidas plataformas distintas (mesmo os dois sendo populistas). Vale lembrar que o então presidente Juscelino Kubitschek apoiava outro candidato, general Henrique Teixeira Lott, este tendo como vice João Goulart.

Mas ter outra eleição com os mesmo candidatos de 2000 é um retrocesso sem tamanho. Em 2004, a força do PSDB era evidente. Uma prefeita candidata, usando a máquina para se eleger com obras a lá Dr. Paulo, só poderia dar vitória para uma eleição que se mostrava com esse resultado. Mas ela tinha naquele momento um plano de governo. Se foi um erro não a reeleger, nunca se saberá. Fica na especulação do “se...”. Mas aquele ano de 2004 (e parte de 2003) se fazia vistas grossas ao que dizia ter feito antes. Não se pode ter tanta fragilidade numa prefeitura. Erros são comuns em administrações públicas, infelizmente. Mas a falta de um perfil com cara de prefeito é o pior de tudo. Um prefeito deve ter o espírito de governar uma prefeitura e se preparar para este cargo. Não pode ser tão “reflexivo”, nem ter tomadas de decisões às pressas e nem ser populista. Mas um administrador com cara de prefeito. Um exemplo de prefeito poder-se-ia dizer que era Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do estado do Paraná. Mas a questão não muda: Em 8 anos nada mudou em São Paulo? Respostas somente no ano que vem.

junho 01, 2007

Foi hoje. Brasil 1 x 1 Inglaterra

Nada daquilo que eu esperava... Como sempre errei tudo. hahahahah! Afinal, arquiteto não é vidente. E como técnico de futebol sou bom jogador de baralho. Mas esse 1 x 1 salvo no gongo, foi um tanto quanto estranho. Se Kaká e Ronaldinho Gaúcho não vão jogar a Copa América, que tipo de “treino” foi esse jogo? E olha que como só acompanhei o segundo tempo, não posso meter bronca no Dunga. Mas uma questão: alguém acredita que Dunga chega na Copa? Ta bom, ta bom. Na Olimpíada pelo menos?

É hoje! Inglaterra x Brasil

Mais comentários ao cair da noite sobre o jogo Brasil x Inglaterra. Eu chuto que o Brasil ganha de 2 x 0. Chutes... Talvez nem seja tão morno como outros jogos. Chuto um cartão vermelho também...

Os três textos

Já que continuo aguardando o Renzo Piano da postagem anterior – comprar a Black Friday é isso: o melhor preço, porém, não chega nunca – aca...